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Atønito e Sambanzo de graça no CCSP

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Acontece nessa sexta-feira mais uma colisão de projetos paralelos das bandas do Bicho de Quatro Cabeças – e o encontro dos projetos Atønito, de um dos saxofonistas do Bixiga 70, Cuca Ferreira, Sambanzo, do saxofonista do Metá Metá, Thiago França, promete ser épico – mesmo porque o Thiago reuniu vários percurssionistas do Bicho de Quatro Cabeças: Rômulo Nardes, Bruno Prado e Décio 7 (do Bixiga 70), Rogerio Maisum e M.Takara (do Hurtmold) e seus velhos comparsas Sam Samba, Sthefanie Araujo e Bruno Prado. Começa às 19h, é de graça e tem mais informações aqui.

Bicho de Quatro Cabeças capturado

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A sensação de arrebatamento sônico presenciada por quem esteve no encontro das bandas Rakta, Bixiga 70, Metá Metá e Hurtmold na quinta-feira passada no Centro Cultural São Paulo é impossível de ser registrada. A energia e a intensidade da comunhão musical dos vinte e quatro integrantes que se reuniram em quatro etapas (cada uma regida por uma banda) é algo que ficará apenas nas memórias das centenas de pessoas que circularam pela Sala Adoniran Barbosa naquela já histórica noite de lua cheia. No entanto, é inevitável que surjam os registros deste Bicho de Quatro Cabeças, como os vídeos e fotos que já começaram a aparecer nas redes sociais, e embora eles não capturem o intenso ritual musical daquela noite, dão uma amostra do que ocorreu quando uma vocalista, três disparadores de efeitos, um tecladista, três percussionistas, três bateristas, três baixistas, cinco guitarristas e cinco metais se encontraram naquele momento. E o primeiro destes registros – embora não-oficial – acaba de aparecer, quando o pirateiro Olvécio Estava Lá lançou o que conseguiu capturar dessa noite. Boa viagem.

MetáMetá + Hurtmold + Bixiga70 + Rakta juntos no CCSP

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Hoje começa o Bicho de Quatro Cabeças, projeto do Centro Cultural São Paulo dentro da programação do Mês da Cultura Independente que reúne quatro das principais bandas independentes da cidade para um encontro épico. Nesta quinta, as quatro bandas apresentam-se simultaneamente numa apresentação com quatro entradas: às 19h entra o Rakta, às 20h o Metá Metá, às 21h o Hurtmold e às 22h o Bixiga 70. Em cada uma das apresentações, as bandas receberão músicos das outras bandas para uma grande sessão de improviso coletivo. Os ingressos começam a ser distribuídos a partir das 17h e cada pessoa só tem direito a pegar dois ingressos (e escolher a entrada de qual banda quer ver). A ideia é fazer o público circular e ver as apresentações de diferentes ângulos, além de permitir que mais pessoas assistam a essa noite épica. Abaixo, o texto de apresentação que escrevi para o evento e os quatro cartazes feitos pelas próprias bandas (vamos ter cópias impressas destes, mas são poucas, quem chegar cedo leva). Não dê mole, que vai ser histórico!

Que bicho?

Um dos principais formatos musicais do século passado, a banda de rock vem aos poucos perdendo popularidade à medida em que o tempo individualista que vivemos reduz atrações e aglomeramentos culturais a carreiras solo. Há cada vez mais artistas procurando expressar-se individualmente que coletivamente e a formação reduzida em que poucos músicos gerem carreiras inteiras ao redor de um único grupamento parece estar em queda.

No entanto, este é o formato mais ágil e hábil para a autogestão. Dividir tarefas artísticas e profissionais num punhado de pessoas torna a carreira musical mais fácil de ser administrada bem como a estética que parte da troca como pressuposto criativo mais fluida. Este formato é a base deste mercado que chamamos de independente, que existe alheio às grandes gravadoras, às emissoras de rádio ou canais de TV. Ao mesmo tempo em que movimenta-se em um submundo midiático, cria seu universo musical que é tão fácil de ser controlado quanto desafiado. Uma banda é um único animal através do qual várias cabeças conseguem se manifestar de forma coletiva, uma utopia social em forma de projeto artístico.

Reunindo quatro das principais bandas independentes de São Paulo num mesmo projeto, Bicho de Quatro Cabeças é o evento de abertura do Mês da Cultura Independente, realizado pela Secretaria Municipal de Cultural, e mostra que a natureza colaborativa deste formato vai para muito além da estética. Metá Metá, Bixiga 70, Rakta e Hurtmold partem de pressupostos artísticos diversos, de sonoridades completamente distante em alguns casos, mas que fazem sentido mesmo quando contrapostas.

São bandas cujos integrantes passeiam por musicalidades que vão além dos universos de suas bandas, em projetos paralelos que existem principalmente para instigar estas pesquisas sonoras. Do punk rock à música eletrônica, do samba ao free jazz, da poesia a colagens sonoras, do passando por diferentes níveis de improviso e experimentação, por abordagens distintas do formato canção e formações convencionais e inusitadas, o universo destes quase trinta indivíduos se funde primeiro em uma grande sessão de improviso que leva o nome do evento no dia 5 de outubro para depois assistir a apresentações das próprias bandas e de seus projetos paralelos por toda a duração do mês.

Mais informações aqui.

Arte: Mario Cappi (Hurtmold)

Arte: Mario Cappi (Hurtmold)

Arte: Kiko Dinucci (Metá Metá)

Arte: Kiko Dinucci (Metá Metá)

Arte: Rakta

Arte: Rakta

Arte: MZK (Bixiga 70)

Arte: MZK (Bixiga 70)

Vida Fodona #559: Um upgrade, né?

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Retomando a periodicidade…

Holy Fuck – “Red Lights”
Angel Olsen – “Specials”
Electrelane – “The Valleys”
Maglore – “Quando Chove no Varal”
Metá Metá – “Angoulême”
Hüsker Dü – “Pink Turns to Blue”
Hüsker Dü – “She Floated Away”
Hüsker Dü – “Never Talking to You Again”
Hüsker Dü – “Green Eyes”
Hüsker Dü – “She’s A Woman (And Now He Is A Man)”
Hüsker Dü – “Turn on the News”
Deee-Lite – “Deee-Lite Theme”
BaianaSystem + Titica – “Capim Guiné”
Glue Trip – “La Edad Del Futuro”
Tatá Aeroplano + Bárbara Eugenia – “Luz no Fim do Mundo”
Tim Bernardes – “Ela Não Vai Mais Voltar”
Rimas & Melodias – “Origens”
Baco Exu do Blues – “Te Amo, Disgraça”
Flora Matos – “Perdendo o Juízo”
Bonifrate – “Lei de Remédios”
Depeche Mode – “Heroes”
Courtney Barnett + Kurt Vile – “Continental Breakfast”
Gus Gus – “Polyesterday”
Neil Young – “Ride My Llama”
The National – “Nobody Else Will Be There”

Bicho de Quatro Cabeças

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O Mês da Cultura Independente realizado pela Secretaria Municipal de Cultura acontece no mês de agosto e o Centro Cultural São Paulo abre as portas para o encontro de quatro das principais bandas independentes da cidade. O evento Bicho de Quatro Cabeças reúne Rakta, Hurtmold, Bixiga 70 e Metá Metá durante o mês no CCSP, trazendo apresentações dos quatro grupos, de seus projetos paralelos e um grande evento que reunirá os quatro simultaneamente. Eu falei com a Roberta Martinelli sobre este experimento, cuja descrição e programação seguem abaixo e nas redes do Centro Cultural São Paulo.

Bicho de Quatro Cabeças

Quatro das principais bandas independentes de São Paulo, Rakta, Bixiga 70, Metá Metá e Hurtmold em atividade têm vários pontos em comum que tornam suas carreiras semelhantes, embora cada uma delas busque uma sonoridade completamente diversa umas das outras. Em comum, elas têm o fato de que, além de prezarem pela própria sonoridade em detrimento de qualquer aspiração comercial, também gerenciarem as próprias carreiras, terem projetos paralelos, transitarem entre diferentes públicos e artistas e serem autossusentáveis.

Bicho de Quatro Cabeças é o encontro entre estas quatro bandas e seus públicos no Centro Cultural São Paulo e acontece durante todo o Mês da Cultura Independente, em outubro de 2017. O evento começa com uma grande apresentação em quatro entradas em que integrantes das quatro bandas realizam uma sessão de improviso inédita, trocando de formações e cada hora indo para uma direção musical. Serão quatro entradas que permitem a troca de públicos durante estas entradas – e quem ficar de fora pode acompanhar as outras entradas através de um telão afixado na área externa da Sala Adoniran Barbosa.

O evento também conta com shows das bandas separadamente, além de apresentações que reúnem diferentes projetos paralelos dos quatro coletivos, permitindo inclusive novas colaborações entre integrantes dos diferentes projetos definidos durante o percurso. O evento terá também quatro pôsteres produzidos pelas próprias bandas, que também são responsáveis pela comunicação visual dos próprios trabalhos.

Todas as atrações são gratuitas.

5.10 – Bicho de Quatro Cabeças
6.10 – Acavernus / Carla Borega
8.10 – Rakta
13.10 – A Espetacular Charanga do França
14.10 – Metá Metá
15.10 – Anganga / MdM Duo
19.10 – Décio & Held / Sambas do Absurdo
20.10 – Atonito / Sambanzo
22.10 – Kiko Dinucci / Plim
26.10 – Naxxtro / Bode Holofonico
27.10 – Corte / M. Takara
28.10 – Hurtmold
29.10 – Bixiga 70

Metá Metá 2017: “Esse clarão ninguém vai suportar”

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Em plena turnê europeia, o trio pesado lança EP com músicas que não entraram em sua colaboração com o grupo Corpo, batizado de Gira, que aborda o orixá Exu. “‘Odara Elegbara’ e ‘Ajalaiyé’ são canções que citam o orixá Exu, conhecido no panteão como um Deus primordial, mensageiro entre os demais deuses e os mortais, a força dinâmica que move mundo e todos os seres que nele habitam”, escreve o guitarrista Kiko Dinucci na apresentação do disco. O EP pode ser baixado no site da banda e também ouvido abaixo. E se essas são as músicas que ficaram de fora…

O Grupo Corpo apresenta o espetáculo Gira em São Paulo entre os dias 4 e 6 e 9 e 13 de agosto, no Teatro Alfa (mais informações aqui).

Todo o show: A última noite na Casa de Francisca

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Clássico palco para diferentes cenas musicais de todo o país, a Casa de Francisca despediu-se do bairro dos Jardins em São Paulo, no final do ano passado, quando mudou-se para o palacete no centro da cidade. A última noite da casa original foi também a primeira em que o Metá Metá – uma conjuração curada e curtida na própria Casa – apresentou-se em sua formação completa, como um quinteto, no palco da Rua José Maria Lisboa. Esta última apresentação, na véspera da véspera de natal do ano passado, foi registrada pelo francês Vincent Moon: