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Confessions II na pista

Madonna estreou seu ótimo Confessions II num set ao vivo na virada da quinta pra sexta na boate Magazine, em Londres, num evento chamado de Club Confessions. A festa foi uma discotecagem comandada pelo produtor do disco – Stuart Price, o mesmo que fez o primeiro Confessions, de 2005 – em que Madonna cantou várias músicas novas ao lado da filha Lourdes, que canta desde 2022, primeiro com o nome artístico de Lolahol, para depois apresentar-se como Lola Leon, nome que usa inclusive em sua participação no novo disco da mãe, na faixa “The Test”, que também foi coescrita por ela.

Assista a trechos do set abaixo:  

Madonna conseguiu – de novo

“A pista de dança não é só um lugar, é uma fronteira”, canta Madonna na sinuosa “One Step Away”, quase no início de seu recém-lançado novo disco, Confessions II, “um espaço ritualístico onde o movimento substitui a linguagem”. E assim Madonna conseguiu se superar. Confessions II não é só o disco que prometia como põe a diva pop no topo de 2026 como pouquíssimos artistas conseguiram chegar até agora. O novo disco segue a lógica do disco original: Confessions on a Dance Floor, de 2005, que Madonna fez sob a direção do maestro dance Stuart Price, e nos deu ao mundo hits como “Hung Up”, “Sorry” e “Jump”, era seu penúltimo grande feito artístico, se levarmos em conta a gigantesca turnê The Celebration Tour (que encerrou em grande estilo na praia de Copacabana, em 2024) como sua última tour-de-force. Mas se Celebration tinha ares de turnê de despedida, Confessions II mostra que Madonna ainda tem disposição para seguir ditando rumos. Como o disco de 2005, o novo também é dirigido por Price, que transforma o disco num delicioso e forte set de pista que não deixa ninguém parado, mesmo nos momentos mais introspectivos. Nostálgico sem ser retrô, ele supera o primeiro disco ao rever a carreira de Madonna como uma celebração à dance music como um todo, abraçando diferentes gêneros – da house ao trance, do techno à disco music – como facetas de algo nada superficial, que é a louvação da pista de dança como espaço espiritual, ou, como ela coloca explica literalmente em outra canção, “dançar é amar sem palavras”. E ela observa tudo de cima, não apenas como madre superiora ou DJ de almas, mas como pioneira e fonte de luz, sem nunca esquecer que foi ali embaixo, na pista, dançando, que começou. E se lembrarmos que ela está com quase 70 anos e decidiu atingir esse topo sem abrir mão de seu território de origem (justamente a pista), esse trunfo ganha méritos louváveis, como se Paul McCartney ou os Rolling Stones (duas décadas mais velhos que ela) pudesse ter lançado discos vinte anos atrás em que se pudessem se conectar com a geração do rock do início deste século. E assim Sabrina Carpenter, Stromae e Feid aparecem como meros coadjuvantes que são e não como chancelas geracionais. Discaço.

Ouça abaixo:  

Madonna ♥ Sabrina Carpenter

Madonna começou abençoando Sabrina Carpenter no palco do Coachella na mesma semana em que lançava o primeiro single de sua volta às pistas (“I Feel So Free”, coproduzido pela Arca) com o álbum Confessions II, continuação anunciada para julho de seu último clássico, Confessions on a Dance Floor, de 2005, que será produzida pelo mesmo Stuart Price do primeiro. E agora a madre superiora entroniza a loirinha insuportável (desculpem-me fãs) em seu próprio altar de vez, ao lançar o segundo single do mesmo disco em parceria com a jovem fã. E “Bring Your Love” – um bom single house de Madonna, embora Sabrina passe quase despercebida – funciona bem, dá uma sacada…

Ouça abaixo:  

Sabrina Carpenter ♥ Madonna

Na primeira noite do segundo fim de semana do Coachella, Sabrina Carpenter subiu o sarrafo e tirou onda ao chamar ninguém menos que Madonna para dividir o palco com ela, quando cantaram juntas “Vogue”, “Like a Prayer” e a inédita “Bring Your Love”, que pode estar no recém-anunciado novo disco da madre superiora, Confessions II, que será lançado em julho.

Assista abaixo:  

“A coisa mais polêmica que já fiz foi permanecer”: A íntegra do discurso de Madonna na Billboard em 2016

Não fui ao histórico show que Madonna fez no Rio de Janeiro neste fim de semana, mas é inevitável reconhecer sua grandeza – e nem só da apresentação, mas da própria artista. Ela é um ícone intransponível na história da cultura popular contemporânea e o extenso musical sobre sua própria vida e carreira que apresentou para mais de um milhão e meio de pessoas na praia de Copacabana (e outros tantos milhões que puderam assistir à distância) é só mais um capítulo numa saga singular que ressuscitou um colossal discurso que ela deu em 2016 ao aceitar o prêmio de Mulher do Ano concedido pela revista Billboard. Trechos desta fala, entre elas a forte frase que dá título a esse post, voltaram a aparecer online, mas reforço a importância da íntegra de sua apresentação, que fala sobre a dificuldade de ser artista mulher – ou apenas de ser mulher – atualmente. Assista abaixo, publiquei a tradução logo em seguida:  

Madonna e Kylie Minogue juntas pela primeira vez

As divas Kylie Minogue e Madonna dividiram o palco pela primeira vez quando a primeira participou do show que a segunda fez em Miami nesta quinta-feira. Além de cantar juntas o refrão de “Can’t Get You Outta My Head”, as duas ainda uniram vozes para cantar o hino de Gloria Gaynor “I Will Survive”. Bonito.

Assista abaixo:  

Madonna de graça em Copacabana

Agora é a vez de Madonna. Segundo o jornal O Globo apurou, a dona da porra toda confirmou a vinda de sua Celebration Tour, com a qual tem feito shows desde outubro do ano passado, para o Brasil. De acordo com o jornal, ela fará um único show no Brasil no Rio de Janeiro, na praia de Copacabana, no dia 4 de maio e certamente baterá seu recorde de público, quando apresentou-se para 130 mil pessoas em Paris, em 1987. Nem na sua primeira vinda ao Brasil, quando tocou no Maracanã lotado em 1993, ela conseguiu ultrapassar este número, tocando para 10 mil pessoas a menos que na capital francesa. Madonna voltou ao país por outras duas vezes, em 2008 e 2012, e esta seria, portanto, a quarta vez que tocaria entre nós. O anúncio oficial deve ser feito em breve, segundo o jornal e o show deve ser gratuito, o que é algo incomum em sua carreira.

Madonna superiora

Depois do susto no meio do ano, Madonna mostrou que voltou com tudo. A deusa do pop fez a primeira apresentação de sua Celebration Tour neste fim de semana, em Londres, show que estava programado para acontecer em julho mas foi adiado porque Madonna foi parar na UTI. Mas foi só um susto e neste sábado e domingo ela mostrou que não está pra brincadeira, num longo espetáculo dividido em cinco atos em que ela e um enorme elenco passeiam por quatro décadas de hits, alguns deles ressuscitados apenas para esta turnê (como “Rain”, que ela não tocava ao vivo há 30 anos!). Ela ainda temperou a apresentação ao tocar, sozinha ao violão, uma versão para “I Will Survive”, de Gloria Gaynor, quando comentou o problema de saúde que deixou os fãs preocupados no meio do ano, usando o refrão da música para reforçar sua majestade. A turnê ainda terá 76 shows e passará por 15 países até abril do ano que vem – e não há referência ao Brasil por enquanto. Abaixo, alguns trechos do show de sábado filmados por fãs e o setlist completo do primeiro show: