Trabalho Sujo - Home

Centro da Terra: Fevereiro de 2023

Vamos começar o ano no Centro da Terra? A curadoria de música do nosso querido teatro do Sumaré retoma os trabalhos já no primeiro dia de fevereiro e durante este mês teremos espetáculos de segunda a quarta. A primeira apresentação marca o retorno de Carla Boregas e M. Takara aos palcos do teatro, quando recebem a flautista Marina Cyrino para o espetáculo Grande Massa D’Água já na primeira quarta-feira do mês. Dia 6 é dia de receber o cantor e compositor Lucas Gonçalves, que se reúne a Lucca Simões, apresentando o espetáculo Se Chover. Na primeira terça-feira do mês, dia 7, quem retorna aos palcos do teatro é Izzy Gordon, revisitando o repertório de sua tia, Dolores Duran, numa apresentação que deve transformar-se em disco, ao lado de uma banda formada só por mulheres, incluindo a participação de sua mãe, irmã de Dolores, Denise Duran. Na quarta-feira, dia 8, Anna Vis convida Kauê e Caxtrinho para uma apresentação única, costurando seus repertórios num encontro inédito Mais Que Uma Canção, Menos Que Um Amor. Na segunda-feira dia 13 é a vez de Chico Bernardes repassar canções de seu primeiro disco solo e antecipar algumas de seu próximo álbum, além de fazer algumas versões, no espetáculo Rádio Chico. Na terça, dia 14, a curitibana Bruna Lucchesi traz seu espetáculo Quem Faz Amor Faz Barulho, dedicado à obra, especificamente às canções, do poeta conterrâneo Paulo Leminski. Dia 15 quem apresenta-se no teatro é Sophia Chablau, que vem em versão solo, mostrando canções conhecidas e inéditas no espetáculo Só. E depois do carnaval, no dia 27, primeiro recebemos Marcela Lucatelli, que traz seu Brazilian Songbook pela primeira vez ao Brasil, e, no dia seguinte, dia 28, é a vez do encontro inédito de duas das principais bandas pesadas do Brasil, os paulistanos Test e os paraibanos Papangu. E aproveite para conhecer o novo restaurante Shakshuka, no terréo do teatro, que agora abre desde a hora do almoço – e traz refeições e drinks. Os espetáculos começam sempre às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.

Ponto Takara

Maurício Takara foi convidado pela diretora Laura Artigas para compor a trilha sonora de seu segundo documentário, O Ponto Firme, lançado no ano passado, em que ela acompanhou o estilista Gustavo Silvestre na criação do Projeto Ponto Firme, em que desenvolveu sua coleção de roupas em crochê ao lado de detentos de uma penitenciária em Guarulhos para ser apresentada durante o São Paulo Fashion Week de 2018. Só agora a trilha composta por Takara compôs ao lado de seu parceiro de Baobab Club, Henrique Diaz, chega às plataformas digitais e quem conhece o trabalho dos dois vai reconhecer as camadas de ambient e percussão, synths e beats que se entrelaçam como os pontos de crochê do filme. Duas de suas faixas, “O Ponto Firme” e “O Ponto Baixo”, compõem o primeiro lançamento do selo Scream & Yell, do Marcelo Costa, em 2021 (dá pra baixar aqui).

Ouça a trilha e veja o trailer do filme aqui.  

Juliana R. + Carla Boregas + M. Takara: Margem

carlaboregas-julianar-mtakara-centrodaterra

Texturas eletrônicas, elétricas e acústicas se encontram nesta segunda-feira, no Centro da Terra, quando recebemos com a maior satisfação o espetáculo Margem, a partir das 20h (mais informações aqui). Concebido por Juliana R., Maurício Takara (do Hurtmold) e Carla Boregas (do Rakta), a apresentação marca o terceiro encontro do trio no palco e conversei com a Juliana sobre o que esperar desta segunda-feira.

CCSP: Junho de 2019

ccsp-06-2019

Olha só como vai ser o mês de junho da curadoria de música do Centro Cultural São Paulo:

1/6) Paulo Neto – O cantor e compositor pernambucano apresenta seu disco Rosário de Balas, às 19h
2/6) Hermeto Pascoal – Apresentação gratuita do bruxo, que apresenta seu conceito de Música Universal, às 18h
6/6) Marina de la Riva – A cantora carioca mostra seu disco mais recente, às 21h
9/6) Verônica Ferriani – A cantora e compositora paulista transforma seu disco mais recente, Aquário, num pequeno concerto, às 18h
12/6) Associação Livre Invisível – A big band mostra seu disco Trânsito, com participação de Dani Nega, às 21h – de graça
13/6) Gabriel Thomaz Trio + Doctor Explosion – A banda instrumental do líder dos Autoramas lança seu primeiro disco com a participação do veterano grupo espanhol
15/6) Nill + Yung Buda – Dois dos principais nomes da Soundfood Gang dividem o palco da Adoniran, às 19h
16/6) Bárbara Eugenia – A cantora carioca lança seu Tuda, às 18h
18 e 19/6) Alice Caymmi – Ela começa a mostrar seu novo disco Electra, às 21h
20/6) Samuca e a Selva – O grupo mostra músicas de seus discos Madurar e do mais recente Tudo que Move é Sagrado
22/6) Guitar Days: Pin Ups + Twinpines + Wry + Sky Down A exibição do documentário Guitar Days finalmente acontece no festival In Edit, que também traz este minifestival indie – de graça, às 18h
23/6) Tinta Preta + M. Takara + Carla Boregas + Juliana R. – Dois projetos do coletivo A Onda Errada invadem a sala Adoniran Barbosa, às 18h
27/6) Beto Montag – O músico mostra as canções de seu disco Psycoletivo, às 21h
29/6) Jaz Coleman – O líder do Killing Joke vem para o Brasil em uma apresentação solo, às 19h
30/6) Negro Leo – Ele finalmente começa a colocar em prática seu Desejo de Lacrar, com grande elenco, às 18h

Rakta à flor da pele

rakta2019

Sem alarde, as Rakta começam a mostrar seu novo disco, Falha Comum, o primeiro desde Rakta III, de 2016. De lá pra cá, a banda fundada por Carla Boregas e Paula Rebellato passou por um mudança considerável na formação, com a mudança da baterista Nathalia Viccari para Buenos Aires e a entrada de Maurício Takara em seu lugar – o que inevitavelmente as levou para um lugar menos punk e mais etéreo, reforçando a camada ritualística de seus shows. O novo disco, que será lançado dia 1° de abril, já tem capa e nome das músicas (abaixo) e o primeiro single, “Flor da Pele”, que mostra o rumo gótico e psicodélico que aos poucos elas estão tomando.

rakta-falhacomum

“Falha Comum”
“Flor Da Pele”
“笑笑”
“Fim Do Mundo”
“Estrela Da Manhã”
“Miragem”
“Ruína”

M. Takara e Valério no CCSP

takara-valerio

Neste sábado, Maurício Takara lança seu novo EP Música Resiliente Para Pessoas e Lugares na mesma apresentação que o Valério, de Guarulhos, também lança o seu, Meio do Céu. Os shows começam às 19h (mais informações aqui).

17 de 2017: 4) Segundamente

042017-segundamente

A primeira curadoria que exerci em 2017 começou no ano anterior, quando a Keren me chamou para assumir o papel de curador de música do Centro da Terra. Para mim o desafio era simples mas ao mesmo tempo complexo: chamar artistas para valorizar o espetáculo e criar novos projetos a partir do próprio local (ele mesmo uma viagem para dentro, como o próprio tom do meu 2017). Uma matemática irracional me fez criar o projeto Segundamente, em que artistas têm quatro segundas-feiras para criar um projeto próprio, de preferência inédito. Assim, tivemos os 15 anos de carreira do Tatá Aeroplano em março, o Chega em São Paulo de Negro Leo em abril, o Mergulho de Tiê em maio, o Depois a Gente Vê de Thiago França em junho, o Na Asa de Luísa Maita em julho, o Música Resiliente em Camadas Lentas do Maurício Takara em agosto, o Mete o Loco de Rafael Castro em setembro, o Persigo SP de Saulo Duarte em outubro e o Enfrente de Alessandra Leão em novembro, além dos shows individuais de Iara Rennó (Feminística), Luiza Lian (Oyá: Centro da Terra) e Papisa (Tempo Espaço Ritual), nos meses com cinco segundas-feiras. Foram meses de aprendizado e preparo, intensos e emocionantes, com o desafio de fazer o público da região do Sumaré sair de casa nas segundas-feiras para ver shows que não veria em nenhum outro lugar. Ainda teve o sensacional encontro com todos estes artistas na primeira segunda de dezembro, provando que a música vibra sem precisar de regras ou planos. É só deixar rolar. Agradeço imensamente a todos os artistas que convidei e também a todos que foram convidados por estes artistas, transformando o Centro da Terra em um núcleo de produção musical avançada numa época em que fazer cultura parece ser subversivo – porque talvez o seja.

Corte e M. Takara de graça no CCSP

corte-takara

Encerrando a programação do Bicho de Quatro Cabeças no Centro Cultural São Paulo, o baterista do Hurtmold, Maurício Takara, apresenta seu projeto solo ao lado do Corte, banda formada por músicos do Bixiga 70 com a Alzira Espíndola, mais uma vez de graça, desta vez na Jardel Filho, às 19h (mais informações aqui).

Bicho de Quatro Cabeças

bicho-de-quatro-cabecas-adoniran-]

O Mês da Cultura Independente realizado pela Secretaria Municipal de Cultura acontece no mês de agosto e o Centro Cultural São Paulo abre as portas para o encontro de quatro das principais bandas independentes da cidade. O evento Bicho de Quatro Cabeças reúne Rakta, Hurtmold, Bixiga 70 e Metá Metá durante o mês no CCSP, trazendo apresentações dos quatro grupos, de seus projetos paralelos e um grande evento que reunirá os quatro simultaneamente. Eu falei com a Roberta Martinelli sobre este experimento, cuja descrição e programação seguem abaixo e nas redes do Centro Cultural São Paulo.

Bicho de Quatro Cabeças

Quatro das principais bandas independentes de São Paulo, Rakta, Bixiga 70, Metá Metá e Hurtmold em atividade têm vários pontos em comum que tornam suas carreiras semelhantes, embora cada uma delas busque uma sonoridade completamente diversa umas das outras. Em comum, elas têm o fato de que, além de prezarem pela própria sonoridade em detrimento de qualquer aspiração comercial, também gerenciarem as próprias carreiras, terem projetos paralelos, transitarem entre diferentes públicos e artistas e serem autossusentáveis.

Bicho de Quatro Cabeças é o encontro entre estas quatro bandas e seus públicos no Centro Cultural São Paulo e acontece durante todo o Mês da Cultura Independente, em outubro de 2017. O evento começa com uma grande apresentação em quatro entradas em que integrantes das quatro bandas realizam uma sessão de improviso inédita, trocando de formações e cada hora indo para uma direção musical. Serão quatro entradas que permitem a troca de públicos durante estas entradas – e quem ficar de fora pode acompanhar as outras entradas através de um telão afixado na área externa da Sala Adoniran Barbosa.

O evento também conta com shows das bandas separadamente, além de apresentações que reúnem diferentes projetos paralelos dos quatro coletivos, permitindo inclusive novas colaborações entre integrantes dos diferentes projetos definidos durante o percurso. O evento terá também quatro pôsteres produzidos pelas próprias bandas, que também são responsáveis pela comunicação visual dos próprios trabalhos.

Todas as atrações são gratuitas.

5.10 – Bicho de Quatro Cabeças
6.10 – Acavernus / Carla Borega
8.10 – Rakta
13.10 – A Espetacular Charanga do França
14.10 – Metá Metá
15.10 – Anganga / MdM Duo
19.10 – Décio & Held / Sambas do Absurdo
20.10 – Atonito / Sambanzo
22.10 – Kiko Dinucci / Plim
26.10 – Naxxtro / Bode Holofonico
27.10 – Corte / M. Takara
28.10 – Hurtmold
29.10 – Bixiga 70