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O fim das Noites Trabalho Sujo no Alberta #3

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É o fim de uma era. Foi-se o tempo em que a melhor sexta-feira de São Paulo acontecia no porãozinho da histórica Avenida São Luís. Diga adeus ao papel de parede de jogo da velha e à sequência de “No Scrubs” seguida de “Lose Yourself to Dance” ou “Lança Perfume”. Nunca mais o balde de gelo com a garrafa de uísque na cabine um degrau mais alta que a pista, com sua iluminação de camarim, o ar condicionado pingando, o calor insuportável e todo mundo sorrindo. As duplas de desconhecidos que até o fim da noite eram casais. O retorno que desligava sozinho. As pernas femininas descendo correndo a escada como termômetro de que aquela música funcionava mesmo. O volume cortado no refrão pra todo mundo cantar junto. A partir de hoje, oficialmente, as Noites Trabalho Sujo não acontecem mais na casa que viu a festa nascer.

Lembro quando o Ivan veio conversar comigo, em 2011, sobre a possibilidade de fazer uma festa semanal em sua recém-inaugurada casa. O Alberta #3, no centro, havia sido batizado a partir das músicas homônimas de Dylan e tinha suas paredes forradas com fotos de ícones de um rock bem roqueiro – Ramones, Stones – afinal era a casa do Ivan, um jornalista que sempre prezou pela estética transgressora do rock clássico. Já eu havia largado a ortodoxia do rock há muito tempo e, embora ainda fiel aos clássicos, sempre vi essa “atitude” como um fundamentalismo pop. Por outro lado, sempre tive vontade de ter uma festa semanal e fiz a ressalva: “Não é uma festa rock”. Ivan arregalou o olho já esbugalhado, como se não cogitasse a possibilidade que eu tocasse outros gêneros (e como se nunca tivesse me visto discotecar). “Tá bom, mas é uma festa do quê?”, perguntou. “De dance music”, respondi na galhofa. Ele não engoliu direito aquela história e nos primeiros meses foi realmente complicado – na primeira festa, ainda nos tempos da Gente Bonita, com o Kalatalo, já estávamos tocando funk carioca enquanto umas caras amarradas ficavam encostadas na parede, pedindo AC/DC através do celular. Na segunda noite, as meninas da Awe Mariah conseguiram fazer trenzinho no meio da pista quando tocaram axé music. A cara do Ivan era de pavor. A pista estava inteirinha sorrindo, fora os camisas-pretas encostados na parede. Eu sempre me divertia.

Comecei a chamar amigos, muitos deles que nunca haviam discotecado na vida (confiando apenas no bom gosto musical de cada um), para dividir a cabine comigo em longos sets que podiam ir para todos os lados, todos os gêneros, todas as épocas, todos os idiomas. A única regra era que o clima fosse pra cima e que a pista estivesse cheia e se divertindo. E não foi uma regra imposta, foi um clima que se instaurou a partir das pessoas que escolhi para fazer a festa comigo.

Depois de um ano tocando todas as sextas sem parar, precisei fazer uma cirurgia (pra finalmente consertar o braço, agora 100%) e convidei três amigos mais próximos para dividir a sexta-feira comigo. Danilo, Babee e Pattoli já haviam passado pela cabine do Alberta comigo mais de uma vez e sabíamos dos gostos em comum a ponto de saber que funcionaria dividir a festa entre nós quatro. E deu mais certo do que imaginávamos. Hoje a Noite Trabalho Sujo somos nós quatro e já estamos nos espalhando por aí, como vocês sabem.

Mas, no fim do ano passado, o Alberta teve problemas internos e ficou fechado por alguns meses (o que, no fim, deu origem às festas Sussa e Naites, já encubadas na minha cabeça, esperando sair) e agora neste começo de 2014 mais uma vez voltou a ser fechado. Ao mesmo tempo já vínhamos percebendo que o espaço do Alberta estava ficando pequeno para o nosso público, populoso o suficiente para causar as já infames filas na porta de nossas festas na Trackers. Ao mesmo tempo, recebemos uma proposta para mudar de casa. Essa série de fatores culminou no anúncio de que não haverá mais Noites Trabalho Sujo no Alberta #3.

Na memória, grandes momentos. Duas noites Beatles. Uma noite contando a história do rock em ordem cronológica. A noite do especial relâmpago Beastie Boys no dia em que o MCA morreu. A catártica discotecagem do saudoso Fred :~~~~. A Bia correndo para a pista quando tocava “Moves Like Jagger”. O Márvio dependurado na escada dublando “Don’t Stop Me Now”. Os pedidos de música no fumódromo. As meninas subindo nos totens quando tocava Britney Spears. “Sereia” do Lulu Santos. Tocar Pavement quando Mariana Neri aparecia. Aretha Frankin. Guilherme Arantes. LCD Soundsystem. Mutantes. Daft Punk. Neutral Milk Hotel. Rage Against the Machine. Led Zeppelin. Beyoncé.

Agradeço portanto a todos que tocaram comigo, a todos que foram às festas e vieram me cumprimentar pelo set ou pelo site, aos que se acabaram de dançar e aos que não dançaram mas ficaram num canto só sacando a convulsão pra cima daquela pequena multidão. Agradeço ao Ivan, à Thea, à Neiva, à Noemi e a todo mundo que conheci graças ao Alberta #3, sócios, funcionários, ex-funcionários e amigos em comum. E, claro, o agradecimento saudação ao trio Luiz, Babee e Danilo, formado durante esse período e que agora seguem junto comigo pra esse novo capítulo.

Porque a festa não pode parar – e as Noites Trabalho Sujo continuam a partir de abril em um novo endereço. Semana que vem eu falo mais disso. Enquanto isso, não esqueçam que neste fim de semana tem Naites no Neu e Sussa junto com a pool party Boogie Woogie no Telstar Hostel da Vila Mariana (sim, pool party = piscina liberada!). As sextas-feiras irão para um outro patamar ainda mais foda. Até breve.

Trabalho Sujo @ Apartamento BYOB

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Começamos a invadir 2014 – e o primeiro espaço a ser ocupado é o já clássico Apartamento BYOB, que recebe neste sábado uma versão heavy da Noite Trabalho Sujo, em clima disco retrofuturista – muito groove pesado e beats do espaço, aquele ponto em que o funk se mistura com a new wave, em que rock e dance music são quase a mesma coisa, onde não existem fronteiras entre indie e o hip hop, entre o electro e a soul music, entre a discoteca e a música brasileira. E para ampliar ainda mais os horizontes desse sábado intergaláctico chamamos os curitibanos dos Sweet Grooves para nos presentear com mais um set de future R&B daqueles atordoantes. Prepare-se para a primeira viagem!

“Quando parecia impossível… Eles foram lá e fizeram!”
Trabalho Sujo ao Infinito e Além
Sábado, 15 de março de 2014, a partir das 23h
Com: Alexandre Matias, Babee, Luiz Pattoli e Danilo Cabral, apresentando Sweet Grooves.
Apartamento BYOB – Rua Oscar Freire, 2298, do lado do metrô Sumaré.
R$ 30 – Aceita cartões de débito e crédito

Noites Trabalho Sujo apresenta Pattoli x Wilsera

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Recuperados das folias mominas? É bom que estejam, porque aqui as coisas não param – e sexta-feira o homem-carnaval Luiz Pattoli recebe o mister soul Wilson Farina para uma pista daquelas de cansar de tanto dançar. Vambora?
Pra chegar na festa, basta seguir as coordenadas no site do Alberta #3 ou na página do evento do Facebook – e mande seus nomes pra lista de desconto até às 20h pro email noitestrabalhosujo@gmail.com. Março promete mudar tudo!

TRABALHO SUJO + AVALANCHE TROPICAL no CARNAVAL 2014

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E seguimos esse incrível verão 2014 com um baile de carnaval daqueles! Na última noite do carnaval deste ano, damos início a mais um novo experimento pop psicodélico na sede da Associação Brasileira de Empresários de Diversões, no centro da maior cidade da América do Sul, saudando a entrada da quarta-feira de cinzas. O happening alto astral conta com a sua disposição para vir fantasiado pois a noite se divide entre os maestros da good vibe da Noite Trabalho Sujo (Alexandre Matias + Luiz Pattoli + Babee + Danilo Cabral), que chamaram a trupe da Avalanche Tropical (Dago, Fer Tedde, Drunk Disco e Holger discotecando) para transformar essa passagem de terça-feira gorda para quarta-feira de cinzas naqueles momentos eternos de celebração feliz, em que o tempo parece congelar para todo mundo cantar junto e se acabar de dançar. Esse laboratório de boas vibrações começa a partir das 23h45 no mesmo lugar de sempre, nossa querida Trackers (R. Dom José de Barros, 337). Só entra no evento quem confirmar a presença pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h da terça-feira de carnaval. Repetindo: venha fantasiado.

BAILE DE CARNAVAL TRABALHO SUJO 2014
Terça-feira, dia 4 de março de 2014
Trabalho Sujo + Avalanche Tropical
DJs: Alexandre Matias, Danilo Cabral, Luiz Pattoli e Babee (Trabalho Sujo) e Dago, Drunk Disco, Holger DJs e Fer Tedde (Avalanche Tropical)
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30, mas só entra com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com

Noites Trabalho Sujo apresenta Luiz Pattoli + Dani Cruz

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A melhor sexta-feira de São Paulo começa esse fevereiro quente sob o comando de Luiz Pattoli, que convidou Dani Cruz para dividir os CDJs numa noite que promete sorrisos escancarados e pernas doendo de tanto dançar! E as coordenadas pra chegar lá você já sabe – senão, dá uma sacada no site do Alberta #3 quanto na página do evento do Facebook – os nomes pra lista de desconto vão para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h! Vamo lá!

VERÃO 2014! TRABALHO SUJO + SELVAGEM + MISSIN LINK!

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Ah, o verão… A melhor estação do ano, aquela em que o calor humano e o solar se unem numa celebração de cores, sabores e sons… E o verão de 2014 tá daqueles – por isso vamos celebrá-lo daquele jeito, com mais um capítulo de nosso experimento pop na sede da Associação Brasileira de Empresários de Diversões, no centro da maior cidade da América do Sul, em pleno aniversário de 460 anos. Desta vez, nosso happening psicodélico transdimensional movido a música e alto astral vem capitaneado pelos condutores da Noite Trabalho Sujo (Alexandre Matias + Luiz Pattoli + Babee + Danilo Cabral), que convidaram as duplas Missin Link (Daniel Prazeres e Vanessa Gusmão) e os célebres Selvagem (Augusto Olivani e Millos Kaiser) para transformar a noite do sábado para o domingo em uma comemoração ao prazer de estar vivo. Nosso experimento coletivo começa a partir das 23h45 no mesmo lugar de sempre, a querida Trackers (R. Dom José de Barros, 337). Só entra no evento quem confirmar a presença pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h do dia do acontecimento.

TRABALHO SUJO VERÃO 2014
Sábado, 25 de janeiro de 2014
Pista 1: Alexandre Matias, Luiz Pattoli, Babee e Danilo Cabral
Pista 2: Daniel Prazeres e Vanessa Gusmão + Augusto Olivani e Millos Kaiser
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
A partir das 23h45.
Entrada: R$ 25 (até a 1h) e R$ 35 (da 1h em diante) apenas com nome na lista através do email noitestrabalhosujo@gmail.com