Trabalho Sujo - Home

O raio X de Virgin da Lorde

Lorde comemorou um ano de seu Virgin disponibilizando 49 demos e versões alternativas (além de fotos aleatórias do período de gravação) em um site chamado XRAYS, prometendo inclusive lançar estas novas gravações em um novo formato digital. Ela aproveitou o aniversário do disco para falar sobre o processo de gravação do álbum, que não pode traduzir em palavras à época do lançamento, e como ele mexeu com sua vida num longo texto em sua newsletter. “Eu usava um jeans masculino e um moletom preto com capuz e zíper todos os dias, não importava o clima”, escreveu a cantora neozelandesa. “Minhas espinhas formavam uma barba espessa que descia pelo pescoço, eu me sentia monstruosa e sagrada (…) Concentrei-me em cantar para mim mesma da maneira como precisava que cantassem para mim. Aos poucos, fui dando música e palavras a histórias antigas que eu tinha medo de contar. As expulsei de dentro de mim e me senti mais leve. Viver nessas canções teve um efeito de encantamento. Senti-me mudar. O disco Brat surgiu, um sistema climático de ousadia e fragilidade. Minha fase incipiente tornou-se, de repente e de forma impactante, algo externo. Tive de encarar de verdade as minhas questões e manter-me aberta. Charli me manteve por perto e me deu a medida certa de espaço — isso exige carinho de verdade. Minha fé na música como tecnologia social foi restaurada. Nas festas e festivais, eu fumava, cantava e me sentia parte da raça humana.” Leia abaixo a íntegra do texto sobre o disco, que também pode ser ouvido a seguir:  

Lorde ♥ Charli XCX

Enquanto isso, nos Estados Unidos, Lorde convocava a própria Charli XCX pro seu show em Los Angeles no sábado pra ver se conseguia manter a chama da novidade que seu novo disco traria pra desbravar todo o semestre… E apelando pra “Girl, So Confusing”, claro.

Assista abaixo:  

Lorde tá fazendo direitinho…

Além de criar o hype pro seu novo disco de forma cirúrgica: escolhendo músicas-chave para abrir o tema de seu novo álbum Virgin e sua sonoridade para o público ao mesmo tempo em que cria a tensão necessária entre aparições presenciais e presença digital que ela aprendeu com o Brat da Charli, de quem ela recebeu o bastão. Virgin, que foi lançado nessa sexta-feira, ainda não é uma obra-prima, mas é ótimo de ponta a ponta, completo e bem resolvido, retomando a promessa que era a artista neozelandesa quando lançou seu primeiro disco, o excelente Pure Heroine, e corrigindo os desvios comerciais que fez ao tornar-se uma artista pop para além do circuito indie (com seu segundo disco, Melodrama, que é bom, mas exagerado) e da fase hippie–chic do disco Solar Power (que a gente perdoa porque era pandemia – e nos deu pelo menos um hit). Fora que, uma vez lançado, o disco ganha uma vida para além da expectativa de sua autora, que mais uma vez, com maestria, soube aproveitar o momento fazendo uma aparição surpresa no festival inglês de Glastonbury, quando abriu os trabalhos na sexta-feira ressignificando o horário das 11h30 da manhã num festival deste porte no que seria a princípio um DJ set, mas que no fim foi um show de verdade, em que ela pode tocar, na íntegra, o recém-lançado álbum, Excelente.

Veja abaixo:  

Lorde 2025: “Quando você tem um martelo, tudo parece ser prego”

Assim Lorde recepciona os ouvintes de seu quarto álbum, Virgin, que sai na próxima sexta, mas já teve sua faixa de abertura revelada uma semana antes. “Hammer” segue a mesma linha de crescendos dos dois singles anteriores, mas puxa mais pelo primeiro, “What Was That” (eletrônica classuda que aos poucos vai criando clima de pista), do que pelo segundo, “Man of the Year” (mais dramática e épica), estabelecendo um padrão que possivelmente repete-se pelo disco, saindo de climas intimistas para mais expansivos, sempre tratando de temas ao mesmo tempo íntimos e maduros – “não sei se é amor ou ovulação”, canta logo na abertura. O clipe tá aí embaixo:  

Lorde 2025: “Você me conheceu numa época estranha da minha vida”

“Você me conheceu numa época estranha da minha vida” – citando uma frase do Clube da Luta numa música que fala sobre a própria masculinidade, Lorde seguiu a construção de seu verão Virgin nesta quinta-feira, ao lançar, com alarde, o segundo single de seu próximo disco, “Man of the Year”, uma música ainda melhor que a ótima “What Was That”, que usou para abrir os trabalhos. Com produção de Jim-E Stack e cello gravado por Dev “Blood Orange” Hynes, ela escreveu o seguinte sobre a música nova em seu site: “Andar de bicicleta. Fumar. Nadar. Força nova em meus ombros. Sentir algo despertando. Primeiro tapar meu peito. Tanto medo de ser ele. A festa da GQ. Deitar no sofá branco com o microfone na mão e deixar rolar. Sol (…) O som do meu renascimento.” Além de lançar o single – junto com um belo clipe minimalista -, ela também revelou a ordem das faixas do novo álbum, que traz músicas com títulos como “Shapeshifter”, “Favourite Daughter”, “Current Affairs”, “GRWM”, “If She Could See Me Now” e “David”, entre outros. Veja o clipe e o nome das músicas abaixo:  

Lorde 2025: O Homem do Ano

Lorde anunciou mais um single de seu quarto disco Virgin pra semana que vem (aparentemente na próxima quarta-feira) e mostrou há pouco um trecho trechinho de “Man of the Year”, em que fala sobre sua sexualidade. Assista abaixo: