O raio X de Virgin da Lorde

Lorde comemorou um ano de seu Virgin disponibilizando 49 demos e versões alternativas (além de fotos aleatórias do período de gravação) em um site chamado XRAYS, prometendo inclusive lançar estas novas gravações em um novo formato digital. Ela aproveitou o aniversário do disco para falar sobre o processo de gravação do álbum, que não pode traduzir em palavras à época do lançamento, e como ele mexeu com sua vida num longo texto em sua newsletter. “Eu usava um jeans masculino e um moletom preto com capuz e zíper todos os dias, não importava o clima”, escreveu a cantora neozelandesa. “Minhas espinhas formavam uma barba espessa que descia pelo pescoço, eu me sentia monstruosa e sagrada (…) Concentrei-me em cantar para mim mesma da maneira como precisava que cantassem para mim. Aos poucos, fui dando música e palavras a histórias antigas que eu tinha medo de contar. As expulsei de dentro de mim e me senti mais leve. Viver nessas canções teve um efeito de encantamento. Senti-me mudar. O disco Brat surgiu, um sistema climático de ousadia e fragilidade. Minha fase incipiente tornou-se, de repente e de forma impactante, algo externo. Tive de encarar de verdade as minhas questões e manter-me aberta. Charli me manteve por perto e me deu a medida certa de espaço — isso exige carinho de verdade. Minha fé na música como tecnologia social foi restaurada. Nas festas e festivais, eu fumava, cantava e me sentia parte da raça humana.” Leia abaixo a íntegra do texto sobre o disco, que também pode ser ouvido a seguir:








