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Loki

Conto d’Os Fadas


(Foto: Filipe Vianna/Divulgação)

Qual foi a minha surpresa quando descobri que a fotógrafa Anna Bogaciovas, que encontrava por aí registrando shows em São Paulo, também tinha uma banda! Ela toca guitarra e canta n’Os Fadas, cuja inspiração óbvia – desde o nome – são os Pixies e que ainda conta com Augusto Coaracy na bateria, Gabriel Magazza, que também toca no Culto ao Rim, na guitarra, e Rafael Xuoz, no baixo. O grupo está prestes a lançar seu disco de estreia – o EP Sono Ruim – e antecipa o primeiro trabalho com o single “Sei Lá Vie”, que alterna os vocais pontiaguados de Anna com o peso dos instrumentos e chega às plataformas digitais nessa sexta. Mas a banda antecipou pra cá e o single já pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

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Prazer enorme receber Maria Beraldo para sua temporada no Centro da Terra, que toma conta do palco do teatro do Sumaré a partir desta segunda-feira até o final de julho. Em Manguezal ela recebe chapas e comparsas em fusões de diferentes ecossistemas – daí o título da temporada, esta vegetação que funciona como palco para o encontro de águas, floras e faunas, que ela se refere como berçário do mar. A cada nova segunda ela recebe diferentes convidados para aproveitar o momento de transição entre seu disco de estreia e o próximo álbum, que vem burilando há tempos. Ela começa convidando a irmã Mariá Portugal para uma noite de improviso nessa primeira apresentação, dia 10, e na semana seguinte recebe a maravilhosa Josyara para um tributo a Cássia Eller, no dia 17. Depois, dia 24, ela envereda pelo pagode ao lado do compadre Rodrigo Campos e encerra a temporada no dia 31, reunindo os chapas Marcelo Cabral e Lello Bezerra para mostrar algumas canções inéditas. As apresentações acontecem sempre às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.

No ano passado, o guitarrista carioca Guilherme Lírio percebeu que um ano exato afastava João Gilberto e Ennio Morricone do mundo dos vivos, pois o maior artista da história do Brasil morreu exatamente um ano antes do grande compositor da história do cinema. Unidos por um mesmo 6 de julho, Lírio aproveitou a coincidência para cogitar o que aconteceria se um tocasse músicas do outro e assim fez “Valzer (Quanto Sono Belli I Yogi)” de um Morricone invadindo o álbum branco de João e “O BimBom, o Mau e o Feio”, quando João entra no velho oeste de Sergio Leone.

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Depois do trauma que marcou o lançamento do segundo disco de seu trabalho solo, Aos Prantos, a cantora e compositora Letícia Novaes lançou seu terceiro disco sem fazer muito alarde e sem olhar para trás. Letrux Como Mulher Girafa parte de impressões que teve durante este período trágico que atravessamos a partir de sua conexão com a natureza e com os bichos, que pautam o repertório de uma coleção de faixas que foi produzida por João Brasil, velho parceiro de Letícia mas que nunca mais tinham trabalhado juntos. O disco, que ainda conta com participação de Lulu Santos e consolida a banda que formou para seu primeiro álbum, Em Noite de Climão, vai ser lançado neste mês de julho com shows no Rio de Janeiro (dias 7 a 8 no Teatro Prudential) e em São Paulo (dias 13, 14 e 15 no Sesc Pompeia).

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A parceria da cantora curitibana Betina com o grupo sergipano Cidade Dormitório apareceu no disco que o grupo lançou no ano passado, mas só ganha clipe este ano, quando a diretora Alice Stamato convenceu os dois a retratar a romance descrito na faixa como uma relação lésbica. “Essa música de amor retrata o distanciamento, o desmembramento e o reconhecimento individual, assim como as placas tectônicas que se afastam após uma colisão”, teoriza Betina. “Ela destaca especialmente o momento da separação física e mental, mesmo que os indivíduos não consigam se afastar emocionalmente.” O clipe estreia nesta sexta-feira, mas já pode ser assistido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

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Mais uma pro site da CNN Brasil sobre o Zé Celso, desta vez entrevistando seu biógrafo, Aimar Labaki.

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Com a morte de Zé Celso, o site da CNN Brasil me convidou para escrever sobre o momento em que seu Teatro Oficina virou a cultura brasileira do avesso a partir de duas montagens: a do Rei da Vela de Oswald de Andrade e a de Roda Viva de Chico Buarque.

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Que tragédia um dos maiores nomes da cultura brasileira morrer desta forma. Evoé, Zé!

Começamos o segundo semestre no Centro da Terra reunindo no mesmo palco duas bandas que já têm uma conexão univitelina, mesmo que nasceram em épocas diferentes. A Antiprisma já está na estrada há tempos e temos a inglória lembrança de termos desmarcado um show às vésperas da trágica pandemia que abateu-se sobre nós em 2020. Já o Retrato é novíssimo e está começando a lançar seus primeiros fonogramas no mundo. A conexão entre as duas bandas é que o casal Elisa Moreira e Victor José, que forma o Antiprisma, acompanha a dupla Ana Zumpano e Beeau Gomez, que forma o Retrato, como integrantes de sua banda e vice-versa. Foi a partir desta costura que os dois grupos inventaram o espetáculo Reflexvs, que mostram nesta segunda-feira no Centro da Terra, quando aproveitam a misturar suas formações com outras disciplinas, ao reunir Raquel Diógenes nas projeções, Debbie Hell com performances que incluem tinta e papel e o poeta Rodrigo Qohen, que narra os atos na dois, além da presença de John Di Lallo, que toca sintetizadores com os dois grupos e mostra seu próprio trabalho solo, e outras possíveis surpresas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados através deste link.

Panteras, formigas, zebras, aranhas, crocodilos, abelhas, hienas, leões.. Letrux abriu a jaula das faixas de seu terceiro disco, que lança nessa sexta-feira, entregando o mundo animal que pauta Letrux Como Mulher Girafa, entregando inclusive a participação especial do álbum, Lulu Santos. E entre as canções inteiras, pequenos intervalos que funcionam como ensaios meio making-of de momentos mais intimistas entre os integrantes da banda, num disco que brinca de parecer frágil para não entregar toda sua força de cara (minha favorita é “Louva Deusa”, com as gaivotas que antecedem um verso que vai fazer todo mundo se identificar). Aproveito a deixa para ressuscitar uma matéria que fiz pro site da UBC quando ela estava lançando o ótimo Aos Prantos, lançado no fatídico 13 de março de 2020 que nos arremessou num dos abismos (o pandêmico) que caímos nos últimos anos. A pauta abordava a forma como a cantora e compositora carioca lidava com as redes sociais, ao mesmo tempo em que o então novo disco tocava em feridas que se tornariam ainda mais densas à luz daquela nova realidade que nem sabíamos que enfrentaríamos (a entrevista foi feita antes do lançamento do disco). Daí o assunto da conversa com Letícia ter sido estranhamente premonitório, pois conversamos sobre saúde mental e o uso das redes sociais.

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