Que mané Stone Roses…
Rapaz, que pérola!
Pinçada do disco Disney Adventures in Samba pelo blog Cinemeando – indicação do Thiago.
Ninguém lembra de como certas coisas são difíceis para um tiranossauro. Veja só:
Minha coluna no Link desta semana foi sobre o filme dos Chemical Brothers que vi na semana passada.
Imagine um filme-show em um cinema-pista-de-dança
Longa do Chemical Brothers mistura tudo
Uma hora e meia em uma sala de cinema assistindo a um show dos Chemical Brothers gravado no Japão. A experiência pode parecer atordoante para quem associa tal exibição aos velhos concertos de rock que eram lançados em salas de cinema, como The Song Remains the Same, do Led Zeppelin, lançado no Brasil com o infame nome de Rock É Rock Mesmo, nos anos 70. Ainda mais porque muita gente ainda vê apresentações de música eletrônica como meros nerds apertando botões e mexendo em equipamentos que pouco lembram instrumentos musicais.
O fato é que Don’t Think, o primeiro longa-metragem da dupla que popularizou a música eletrônica nos anos 90, foi exibido na quinta-feira passada em São Paulo e em outras 19 cidades no mundo inteiro, como pré-estreia. O lançamento de verdade acontece no próximo fim de semana e deve chegar a outros cinemas do Brasil (por enquanto foram anunciadas, além de São Paulo, datas no Rio de Janeiro, em Fortaleza, no Recife, em Curitiba e em Salvador).
Don’t Think, no entanto, é mais do que um simples “filme de show”. Para começar, em vez de ser lançado em DVD, como a maioria dos lançamentos desta natureza, Ed Simons e Tom Rowlands preferiram lançá-lo no cinema, para que a audiência não ficasse isolada, em casa, e sim conectada com mais gente interessada no evento.
E o filme vai além do mero registro do show. Afinal, apesar de ser uma dupla, os Chemical Brothers contam com um terceiro elemento, Adam Smith, responsável pela projeção das imagens que invadem os telões durante os shows dos Brothers. É ele quem assina a direção do filme – e, assim, mistura imagens que foram capturadas por dezenas de câmeras no show com as imagens que foram projetadas durante o show, transformando a tela de cinema num telão.
Aí basta seguir o conselho do título do filme – Não Pense, em inglês – e se deixar levar pela avalanche de sons e imagens, com hits como “Hey Boy Hey Girl”, “Block Rockin’ Beats” e “Galvanize” servindo de trilha sonora para cortes rápidos que intercalam imagens de animais, igrejas, palhaços e pessoas dançando com o público japonês extático.
O único problema é assistir a isso numa poltrona. O ideal é que a sala não tivesse cadeiras e o público pudesse dançar. E que o som (7.1 na gravação original) fosse bem mais alto.
O que me levou a imaginar um futuro em que bandas podem fazer shows e retransmiti-los em salas de cinema como se o público estivesse no lugar.
Imagine cidades do mundo inteiro interconectadas por um show que está acontecendo em um só lugar, transmitido em tempo real e com imagens editadas na mesma hora.
A telepresença não é novidade – São Paulo já assiste a transmissões de ópera feitas no exterior em salas de cinema, por exemplo –, mas ao destruir as barreiras entre filme, show e registro de show, os Chemical Brothers podem estar dando origem a um novo tipo de formato.
‘Link’ começa o ano com estreia de quatro colunas
A coluna da repórter Tatiana de Mello Dias nesta edição é uma das novidades do Link em 2012. Ela não chama-se P2P à toa – é a face impressa do blog de mesmo nome, publicado no site do Link desde o início de 2010, sobre as transformações que o digital vem impondo à cultura. Ao assumir o blog, Tati virou setorista e seria natural que assumisse uma coluna sobre o tema. A partir de hoje, o blog P2P passa a ter seu nome.
Sua coluna, quinzenal, alterna-se com a coluna No Arranque, do editor-assistente Filipe Serrano, dedicada ao cenário de startup no Brasil e no mundo. Filipe tem um blog com seu nome desde o fim de 2011 e também começa 2012 como colunista do Link. Outras novas colunas já circulam no caderno desde o início do ano, estas semanais. Homem-Objeto, do repórter Camilo Rocha, dedicada a testes de aparelhos, e esta Impressão Digital, que deixou as páginas do Caderno 2 no final de 2011 para frequentar este caderno. E são apenas as primeiras novidades de 2012. Outras virão.

Sorry Tati, te cortei da foto pra concentrar no casal OEsquema 😛
Liv e Arnaldo tiraram janeiro para passar a lua de mel no já mítico cruzeiro do Weezer e a Liv começa a contar como foi num post de seu blog:
Não adiantou me beliscar, sacudir a cabeça, fechar e abrir os olhos repetidas vezes. Só acreditei que estava fazendo um CRUZEIRO de Miami a Cozumel apinhado de BANDAS LEGAIS quando o weezer Rivers Cuomo, viciado em soccer, começou a bater bola ao lado do palco montado no ensolarado deck e tocou os primeiros acordes de “Hash pipe”. Cercados por três mil pessoas – sendo 30 brasileiros, todos devidamente identificados pela obcecada equipe deste blog (ou seja, eu) – Rivers, Brian Bell, Scott Schrinner e Pat Wilson fizeram um dos shows mais inusitados de sua longa carreira e, certamente, um dos mais inesquecíveis da vida de geral que estava ali.
Antes disso, o Diego já havia alertado que um vídeo com quase todo o show em que o grupo toca o primeiro disco – o “Azul” – já estava online.
E o show do Pinkerton, alguém viu? E eu tou esperando o cartum do Arnaldo sobre essa trip.
Parece um Assassinos por Natureza com a estética clean de mentira dos anos 00. Ou se Um Dia de Fúria tivesse sido escrito pela Sophia Coppola com o Mark Millar.
Mas foi escrito e dirigido pelo Bobcat Goldthwait. Sim, o Zed:
Ícone feminista brasileiro, Patrícia Galvão, a Pagu, também fazia tiras de quadrinhos para o jornal O Homem do Povo, que ela lançou com o marido, Oswald de Andrade. Só existem oito dessas tiras, batizadas de Malakabeça, Fanika e Kbelluda, que foram resgatadas pela Mariamma, no Lady’s Comics.
Vale ler o post original.
Mais um texto do Žižek sobre o movimento Occupy, desta vez caracterizando-o como parte de um movimento que deve erodir, por vez, o conceito tradicional de burguesia. Um trecho:
Está claro, obviamente, que o enorme renascimento dos protestos no último ano, da Primavera Árabe ao Leste Europeu, do Occupy Wall Street à China, da Espanha à Grécia, não devem definitivamente ser desconsiderados como uma revolta da burguesia assalariada – eles guardam potenciais muito mais radicais, de forma que devemos nos engajar numa análise concreta caso a caso. Os protestos estudantis contra a reforma universitária em curso no Reino Unido são claramente opostos às barricadas do Reino Unido em agosto de 2011, este carnaval consumista de destruição, a verdadeira explosão dos excluídos. Em relação aos levantes do Egito, pode-se argumentar que, no começo, houve um momento de revolta da burguesia assalariada (jovens bem educados protestando contra a falta de perspectiva), mas isto foi parte de um amplo protesto contra um regime opressivo. Entretanto, até que ponto o protesto conseguiu mobilizar trabalhadores e camponeses pobres? Não seria a vitória eleitoral dos islâmicos também uma indicação da base social estreita do protesto secular original? A Grécia é um caso especial: nas últimas décadas surgiu uma nova “burguesia assalariada” (especialmente na administração estatal superdimensionada) graças à ajuda financeira e empréstimos da União Europeia, e muitos dos protestos atuais, mais uma vez, reagem à ameaça de perda destes privilégios.
A íntegra pode ser lida abaixo ou no blog da Boitempo.
E o Mayer, que toca essa semana no Rio e em São Paulo, apareceu no meio do set do Breakbot, depois do show do Rapture no Circo Voador, para avisar do seu show:
Ele toca em São Paulo na próxima quinta, no Cine Jóia, e parece que ainda tem ingresso vendendo…














