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Loki

Uma das maiores bandas psicodélicas de todos os tempos deu sinal de vida! Sem lançar nada inédito desde o século passado, a banda Olivia Tremor Control vinha trabalhando no que seria seu terceiro álbum num ritmo quase geológico, até que, em 2012, um aneurisma interrompeu bruscamente este processo ao matar um de seus fundadores, o genial Bill Doss. Depois do luto, o outro fundador da banda, Will Cullen Hart, seguiu trabalhando no disco até como um tributo ao amigo, anunciando que seria o último disco da banda, mas até esta sexta-feira não havia nenhuma música do Olivia lançada neste século – quando o Bandcamp da banda anunciou não apenas uma, mas duas novas faixas e maravilhosas, a solar “Garden of Light” e a melancólica “The Same Place”, além de uma camiseta com um novo logotipo da banda. E as músicas são tão boas que parece que é 1996 de novo. Será que o disco novo finalmente está vindo? Tomara! Ouça abaixo: Continue

Toma pós-punk!

E quarta-feira também foi dia de comemorar o aniversário do Guilherme Held, quando ele colocou seu CØMA, projeto pós-punk que inventou com a baterista Bianca Godoi, em prática na Porta, em sua segunda apresentação. E por mais que a primeira, que aconteceu no Centro da Terra, tenha funcionado, foi nesta vez que o grupo mostrou a que veio, pra começar pelo próprio guitarrista ter se apresentado de pé (o que não aconteceu no teatro porque sua correia arrebentou minutos antes do show), o que permitia que o aniversariante regesse o groove quadrado da banda em seus riffs instantâneos, fazendo a baterista e o baixista Rubens Adati o acompanharem na base repetitiva enquanto o vocalista Otto Dardenne e Joana Bergman e Danilo Sansão, ambos pilotando synths, pudessem florear por sobre o ritmo primal. O fato do público também estar de pé ajudou bastante no fluxo da noite, até contar com uma participação especial surpresa – até pra banda – quando Tony Gordin invadiu o palco para tocar bateria (ao lado de Bianca) ou dividir os vocais com Otto, tão surpreso com o feat inusitado quanto todos os presentes. É pós-punk que você quer? Então toma! E a noite encerrou com a hashtag puxada por Décio 7, que chegou quase no fim, exigindo #mudalogoguiheld.

Assista abaixo: Continue

Mais CØMA

Mais uma vez apareço na Porta, desta vez pra discotecar após a segunda apresentação do grupo CØMA, o projeto pós-punk criado por Guilherme Held, Bianca Godoi, Otto Dardenne, Rubens Adati, Joana Bergman e Danilo Sansão, que se apresentará nesta quarta-feira, a partir oito da noite. Quem abre a noite é o trio Los Otros, que prepara o terreno para outras discotecagens, do DJ André Pio, do DJ Cosmic Pulses (que criou a playlist que inspirou a existência da banda) e do Érico Theobaldo, que também tocam na mesma noite. Lembrando que o Porta fica na rua Horácio Lane, 95, e os shows devem acontecer às 20h e às 21h. Vamos lá?

E por falar em disco cinquentenário, compartilho aqui as impressões atuais do mestre Tom Zé sobre o primeiro disco solo de Arnaldo Baptista, o imortal Lóki?, que também completa meio século de idade neste 2024, e que nunca tinha sido ouvido pelo lóki baiano. O texto foi publicada pelo próprio Arnaldo em sua conta no Instagram. Leia abaixo: Continue

Para comemorar o cinquentenário de um dos discos mais importantes da história do rock progressivo, o Genesis anunciou neste mesmo novembro em que The Lamb Lies Down on Broadway completa meio século de existência o lançamento de uma caixa que disseca o ápice da primeira fase do grupo inglês, seu sexto álbum e último disco com Peter Gabriel à frente da banda, que antevê a chegada do punk rock numa obra-prima de seu rock barroco sobre um futuro distópico protagonizado por um pixador nova-iorquino, o jovem porto-riquenho Rael. A caixa reúne duas versões do disco remasterizadas neste ano sob supervisão tanto de Peter Gabriel quanto do tecladista Tony Banks, uma delas a versão original e a segunda a primeira vez que o grupo a tocou ao vivo, no Shrine Auditorium de Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 24 de janeiro de 1975 (que eu acho melhor que o disco original, devido à performance do vocalista). A versão ao vivo já havia sido lançada ao público no primeiro volume da caixa Genesis Archive, que cobre a fase Peter Gabriel da banda (entre 1967 e 1975), lançada em 1998. A novidade é que a nova versão traz pela primeira vez o bis desta noite, quando o grupo ainda tocou “Watcher Of The Skies” e “The Musical Box”. A nova caixa ainda traz um cartão com direito a download de demos do grupo (os primeiros takes de “The Lamb Lies Down On Broadway” e “Fly On A Windshield”, o primeiro e segundo take de “Here Comes The Supernatural Anaesthetist” e “The Lamia” e uma versão demo de “It”), um livro de mesa de 60 páginas escrito pelo jornalista inglês Alexis Petridis (que além de principal crítico de música pop do Guardian também foi ghost-writer da autobiografia de Elton John e entrevistou os cinco integrantes da banda, Phil Collins, Steve Hackett e Mike Rutherford, além de Gabriel e Banks) e réplicas do programa dos shows da turnê de 1975, do ingresso e do pôster oficial. A nova versão será lançada em dois formatos (em quatro CDs ou cinco LPs) no dia 28 de março do ano que vem e já está em pré=venda. Veja a capa da caixa, um vídeo de lançamento do novo formato e ordem das músicas nos discos abaixo: Continue

Vamos pro Picles! Sexta-feira tem mais Inferninho Trabalho Sujo, desta vez na casa que viu a festa nascer com duas atrações daquelas: quem abre a noite é a novata Lotsze, que acaba de lançar seu disco de estreia, Excelentes Exceções e prepara o terreno para uma banda veterana de Inferninho, os mineiros do Varanda, que tocam seu recém-lançado disco de estreia, Beirada, pela primeira vez no Inferninho. E a noite termina comigo comandando a pista ao lado da minha comissária da loucura Bamboloki, que me ajuda a incendiar a pista do Picles, que fica no número 1838 da rua Cardeal Arcoverde, no coração de Pinheiros! Vamos?

A cara do Bacuri

Eis a capa de Bacuri, o disco novo dos Boogarins que sai na próxima semana. A arte é do pernambucano Samuel de Saboia.

Lóki? Enorme

Pude passear neste domingo pelo fantástico IV Festival Mário de Andrade, realizado pela biblioteca municipal de mesmo nome em suas instalações e redondezas, e é sempre bom ver a rua viva acesa pela arte e cultura. E entre estandes de editoras alternativas bem específicas, leituras de poemas e textos, exposições e exibição de filmes a praça Dom José Gaspar, ao lado da Biblioteca, fervia de gente ávida por cultura – e a edição deste ano do festival tornava tudo ainda mais intenso ao se pautar pelo centenário do movimento surrealista. E entre os shows do domingo – que contavam com apresentações do grupo Rumo e do Noporn em homenagem à Liana Padilha – pude ver a versão que o quarteto Sophia Chablau & Uma Enorme Perda de Tempo fez ao lado de Vítor Araújo para o primeiro disco solo do eterno mutante Arnaldo Baptista, o cinquentenário Lóki?. A celebração começou de trás pra frente, com o disco sendo relido a partir de seu lado B, que abre com a música-tema “Cê Tá Pensando que Eu Sou Lóki?”, e o grupo desmontando a maioria das músicas originais em arranjos que misturavam elementos eletrônicos, hardcore, jazz funk e de música brasileira ao mar de baladas rock do disco de 1974. O clima frio e chuvoso do fim de semana também deu um tempo e abriu um bem-vindo sol, deixando a tarde deste domingo bem agradável, o que ajudou ainda mais a recepção da releitura feita pelo grupo paulistano ao lado do músico pernambucano.

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Surreal! O adjetivo é óbvio e perfeito para comemorar o inacreditável IV Festival Mário de Andrade, que a Biblioteca Pública de mesmo nome, um dos aparelhos culturais mais clássicos de São Paulo, discorre neste fim de semana. São três dias celebrando 100 anos de surrealismo numa mostra de fazer o olho de qualquer um que goste de arte e cultura brilhar de tantos nomes e temas fodas que serão abordados. Boogarins com Edgar, Grupo Rumo completando 50 anos, Sophia Chablaue e Uma Enorme Perda de Tempo tocando o Loki? do Arnaldo Baptista, Bia Junqueira e Vj Spetto relendo o Manifesto Surrealista, Noporn om Jup do Bairro celebrando Liana Padilha, Caetano Galindo lendo Leonora Carrington e Samuel Beckett, Luiza Lian tocando seu 7 Estrelas, Jal Vieira e Fábio Kabral falando sobre afrofuturismo, Verônica Stigger e Taisa Palhares falando sobre mulheres surrealistas, Getúlio Abelha, Peter Pal Pelbart e Bruna Beber falando sobre loucura e criação artística, Ava Rocha tocando seu Néktar, Daniel Galera e Márcia Tiburi falando sobre distopias, Cristhiano Aguiar e Santiago Nazarian falando sobre o insólito na ficção, performance de Fabiana Faleiros, Maria Isabel Iorio, Gal Freire e Renato Negrão lendo poemas de Roberto Piva (que também será celebrado por Marcelo Drummond e Teatro Oficina), Eduardo Sterzi e Gustavo Silveira Ribeiro falando sobre censura na literatura brasileira, Márcia Kabemba e Pedro Cesarino falando sobre xamanismo e literatura, estreia do documentário O Álbum Privado de Elsa Schiaparelli e exibições de As Pequenas Margaridas (de Věra Chytilová) e muitas outras falas, mostras, feiras, debates, shows, exposições e outras atividades que acontecerão nos dias 15, 16 e 17 deste mês. E o melhor: tudo de graça! A programação completa pode ser vista nesse site.

Nós vamos invadir sua praia! O Picles acaba de anunciar sua primeira incursão para fora de São Paulo e o foco inicial é o Rio de Janeiro, quando promovem, entre os dias 5 e 9 de dezembro um festival itinerante passando pro quatro diferentes casas de show do balneário fluminense. Dia 5 eles levam O Grilo e Chorões da Pisadinha para o Agyto, no dia seguinte Anelis Assumpção, BNegão e Tulipa Ruiz tocam no Sacadura 154, no sábado tem Esteban Tavares, Jonas Sá e Julia Mestre no Galpão Ladeira das Artes e encerram a invasão dia 8 com shows de Rafael Castro e Silvia Machete, além de DJ set de Alice Caymmi no MotoCerva. Os ingressos já estão à venda e tem mais informações no Instagram que eles criaram pra divulgar a nova fase. Mas será que eles teriam coragem de abrir um Picles no Rio?