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Loki

E neste sábado, os queridos Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo debutaram no Lollapalooza com sangue nos olhos e três músicas novas — “Cinema Brasileiro” (que Sophia já toca em seus shows solo), “Ao Sul do Mundo” e “Eu Não Bebo Mais” —, além de terem usado sua aparição em rede nacional para deixar bem claras suas posições políticas. Mandaram muito bem!

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E essa dose dupla em setembro no Hollywood Bowl, em Los Angeles? Os ingressos começam a ser vendidos na semana que vem, mas podia virar uma turnê e passar por aqui, hein? Please come to Brasil, LCD Soundsystem e Pulp!

Um dos meus artistas novos favoritos, a dupla argentino-californiana Magdalena Bay, dona do excelente Imaginal Disk do ano passado, passeou pelos estúdios do programa Like a Version, da rádio australiana Triple J, que sempre convida artistas para tocar suas músicas e interpretar uma música alheia. E que beleza ver que o grupo não apenas escolheu David Bowie – artista que é claramente patrono de sua personalidade musical -, como pinçou um hit de sua fase oitentista, o que torna ainda mais próximo do som da banda. Dá uma sacada nessa versão de “Ashes to Ashes”… Se você gostou e não conhece a banda, faça-se esse favor: Continue

Patti Smith foi a estrela da vigésima edição de um evento de caridade para arrecadar fundos para a educação nos EUA realizado nesta quarta-feira no Carnegie Hall de Nova York, mas nossa senhora punk foi o assunto e não a única intérprete – e assim o palco foi invadido por estrelas do naipe de Bruce Springsteen, Michael Stipe, Sharon Van Etten, Angel Olsen, Johnny Depp, Sean Penn, Jim Jarmusch, Courtney Barnett, entre outros medalhões pupilos de nossa deusa. A banda que acompanhou a maioria do grupo era formmada por Tony Shanahan (que toca na banda de Patti) e Charlie Sexton (que tocava com Dylan) nas guitarras, Flea (ele mesmo, do Red Hot) no baixo, Benmont Tench (dos Heartbreakers de Tom Petty) no piano e Steve Jordan (que hoje toca nas turnês dos Stones) na bateria. Vou soltando alguns vídeos no decorrer do dia e juntando todos aí embaixo – começando por essa versão que a Karen O fez pra “Gloria” seguido de Bruce Springsteen mandando “Because the Night”, Michael Stipe cantando “My Blakean Year” e “People Are Strange” dos Doors (banda crucial na formação de Patti), Angel Olsen cantando “Easter”, Sharon Van Etten cantando “Pissing in a River” e todo mundo junto (Bruce, Karen, Michael, Angel Olsen, Sharon Van Etten, Johnny Depp, Courtney Barnett, Matt Berringer do National, Alison Mosshart dos Kills, Karen O do Yeah Yeah Yeahs, Paul Banks do Interpol e outros convidados) cantando “People Have the Power” com nossa senhora. . Benzadeusa…

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Madonna em Copacabana e Ainda Estou Aqui são dois investimentos do Itaú em cultura que mostraram que o banco não está pra brincadeira quando quer fazer bem feito, mas por melhor que fosse a intenção de fazer Jorge Ben regravar “Os Alquimistas Estão Chegando”, o resultado ficou aquém da expectativa (ouça abaixo). Mas será que isso é só um aperitivo de um projeto que fará o velho mago revisitar seu Tábua de Esmeralda? Tenso… Continue

Monstro renascido

O ritual aconteceu e o Monstro Amigo agora é Monstro Enigma. Grupo paulistano de rock progressivo liderado pelo tecladista Lukas de Vasconcellos Pessoa, passou por uma mudança de integrantes e hoje é formado pelo baterista Theo Amorim e pelo baixista Gabiroto – e a nova formação pedia a mudança de nome. Assim, Lukas transformou o Centro da Terra no palco deste ritual, quando não apenas abriu a noite trazendo o próprio Monstro Enigma ao palco (criado com lixo reciclado), como trouxe um espetáculo prog à moda antiga, com direito à apresentação de personagens, trocas de figurino e a criação de ambientes musicais completamente distintos, indo da música caipira (quando Lukas puxou um violão e misturou uma composição própria com uma música feita por seu pai, que estava na plateia) à tradição da canção brasileira (no momento em que a cantora carioca Daíra subiu ao palco), passando por delírios virtuoses ao piano, spoken word sobre virtudes e vícios, solos de baixo, incursões jazz funk com o prog brasileiro e acrobacias (com saltos ousados de Gabiroto e o tecladista solando com seu instrumento na nuca no final do show). Uma apresentação ousada e catártica, que marcou em grande estilo a nova fase dessa banda ímpar no cenário musical paulistano atual.

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E nesta última terça-feira de março, o Centro da Terra participa do ritual de transformação de uma banda, quando o trio psicodélico Monstro Amigo se metamorfoseia em Monstro Enigma, inaugurando uma nova fase. O evento de metamorfose contará ainda com a participação da artista Daíra, que abre uma nova dimensão na carreira do grupo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados no site do Centro da Terra.

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Salto no abismo

Na terceira noite de sua temporada Quem Vê, Pensa no Centro da Terra, os Fonsecas deram seu salto mais ousado ao se entregar em uma noite de improviso sem canções estruturadas. Mas se antes da apresentação estavam receosos do resultado, bastou subir no palco para entender que a maior dificuldade do salto era o primeiro passo – uma vez caindo no abismo os quatro lembravam que estavam juntos e a conexão musical de Thalin, Felipe Távora, Valentim Frateschi e Caio Colasante falou mais alto, criando uma liga de ritmo e harmonia que abria possibilidades extremas para a apresentação, indo de um terreiro fictício aos extremos do noise, passando por flertes com o krautrock e free jazz. Mas não estavam só e a presença de Anna Vis (soltando seu spoken word com pedais de efeito que alteravam sua voz), de Julia Toledo (equilibrando-se entre o piano preparado, teclados elétricos e synths) e de Francisco Tavares (o “seu Fran”, pai do baterista Thalin, que esmerilhou na percussão) os ajudou a descer nessa região desconhecida de sua própria musicalidade, mostrando que eles têm um show de improviso na manga, sempre que precisarem – é só ligar esse modo.

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E o metapseudodocumentáriofake sobre o Pavement finalmente sai do circuito dos festivais e estreia nos cinemas comerciais – a princípio apenas nos EUA – e justamente por isso Pavements ganha seu primeiro trailer oficial, que demonstra como diretor Alex Ross Perry mistura sua megalomania de araque com a preguiça blasé da icônica banda indie norte-americana criando algo que não é só um registro sobre um trabalho artístico, como uma continuação e uma espécie de validação – usando muitos superlativos – da história da banda. Assista abaixo: Continue

O lançamento do disco novo dos Boogarins no Rio de Janeiro no Circo Voador virou um senhor festival de indie rock brasileiro ao reunir as bandas Exclusive os Cabides, Gueersh, Drogma e Lê Almeida numa mesma sexta-feira. Os ingressos já estão à venda.