
Já em clima de carnaval? Ou tá mais na vibe de jogar tudo pra cima e simplesmente comemorar os dias de folga? Ou está trabalhando no feriado e quer se acabar ao menos em um dos dias, sem querer saber de samba e blocos de rua? Então já convoco: hoje é dia do Baile Psicodélico de Carnaval das Noites Trabalho Sujo, em que eu, Danilo e Malg quebramos tudo na base da expansão da consciência via pista de dança, por isso prepare-se que essa sexta de carnaval promete ser inacreditável. Para chegar à já famosa melhor sexta de São Paulo, basta seguir as coordenadas na página do evento no Facebook ou no site do Alberta – e dá pra mandar nomes pra lista de desconto para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. Hora de rasgar a fantasia!

E por falar em Mombojó, o grupo lançou assim como quem não quer nada, seu novo disco, a antologia 11° Aniversário, programado originalmente para ser lançado no ano passado pois foi quando eles perceberam que a banda já existia há uma década. O disco já está à venda digitalmente via iTunes e em vinil na loja do selo do grupo, o Joinha, e o grupo me chamou para assinar o release deste novo/velho trabalho, que reúne novos arranjos para músicas dos três discos da banda como se fechassem a tampa de uma primeira fase. Conheço os Mombojó desde que eles apareceram há dez anos com o disco gratuito Nadadenovo e trabalhei na gravadora Trama na mesma época em que eles foram contratados pela gravadora para lançar seu segundo disco, por isso escrevo o texto abaixo com admiração e orgulho, afinal foram artistas que vi criar seu próprio caminho de perto e é bom vê-los amadurecer assim. Antes, o single do disco novo, “Procure Saber”:


O pródigo pianista Vitor Araújo e Chiquinho, tecladista do Mombojó, juntaram seus instrumentos para celebrar o carnaval de seus ancestrais pernambucanos, com aquele sabor retrô do começo do novo século, e inventaram o Diatron, projeto em que relembram antigos frevos tocados com timbres dos anos 80. Parece só uma piada, mas pare e preste atenção: é coisa séria. Digo, pra quem, como eu, acha que carnaval é coisa séria.

A gravação aconteceu no mês passado.
Alguém podia trazer os caras prum show num lugar pequeno…

Fevereiro já começou e você ainda não descolou seu calendário? O povo do Beleléu, de Brasília, tá vindo pra São Paulo no sábado depois do carnaval para lançar o seu já clássico calendário Pindura, em que reúnem bambas dos quadrinhos e ilustração de todo o país para desenhar cada dia do ano. Dá pra comprar pelo site deles e também no dia do evento. Abaixo tem algumas imagens da edição 2013 do calendário:

Se alguém te contasse essa história, você diria que era mentira…


Clipe novo do nosso amigo Chaz Bundick, que combina bem com esse verão de mentira que está rolando esse ano…

Outro titã do jazz que se vai.
O trompetista, que começou no Art Blakey’s Jazz Messengers nos anos 50 e tocou com gigantes como John Coltrane, Sonny Rollins, Thelonious Monk Herbie Hancock e Eric Dolphy, entre outros, foi para além do jazz quando criou seu grupo Blackbyrds, que fez a ponte do gênero com o funk e a black music do começo dos anos 70.
Décadas depois, foi descoberto anos mais tarde por diferentes gerações do hip hop, que o acolheu em samples, a princípio pela geração do jazz rap (Us3 e o Jazzmatazz) e depois por outros notáveis contemporâneos como Pharcyde, Nas, Organized Konfusion, Madlib e J Dilla, este último, talvez o produtor do gênero que mais tenha sido influenciado por Byrd.
A notícia de sua passagem já circulava desde o início da semana e foi confirmada nesta quinta-feira por seu sobrinho Alex Bugnon, via Facebook, que admitiu que o tio, de 80 anos, havia morrido nesta segunda-feira, 4, em Delaware, onde vivia.