
“Um homem e uma mulher se aproximam e se unem no ciclo de vida de um organismo sem idade. Identidade torna-se uma ilusão na medida em que eles lutam para reunir os fragmentos de suas vidas destroçadas”
Essa é a ~sinopse~ de Upstream Color, o novo filme de Shane Carruth, diretor e autor do magnífico Primer, de 2004, talvez a obra mais perturbadora já feita sobre viagens no tempo – e que custou apenas 7 mil dólares. E agora ele vem com este seu segundo filme, sente só:
Dá uma sensação de Terrick Mallick com Darren Aronofsky, um Lynch com complexo de épico, mas eu não duvido nada que seja algo completamente diferente.


E esse encontro do John Fogerty com a banda do Dave Grohl?
Fueda.

Consegui descolar essa versão online pro tal Primer, pra quem ainda não teve a oportunidade de assistir a essa obra-prima da década passada (infelizmente, só com legendas em italiano). Prepare-se para um mindfuck em escala épica, que faz Inception parecer só um filme de ação. Um filmaço daqueles que quanto menos você souber sobre o filme, melhor. E ele, ao contrário da tendência do século 21, tem apenas pouco mais de uma hora.



Dois jovens mestres da pista de dança moderna se encontraram para um back-to-back de puro delírio soul, funk e disco. Numa apresentação de duas horas no programa do DJ Nic Tasker, Jamie Xx e Jon Talabot mostraram que são, no fundo, farinha do mesmo saco. Felizmente. Vi na Dazed & Confused.

A música nem é propriamente o problema (é só uma balada inofensiva com uma letra boba, tem muita coisa pior por aí), mas que porra de visual é esse? É como um figurinista de novela das sete dos anos 80 imaginaria um “roqueiro”…

E no post em que eu falei sobre a música nova do Amarante, o Roger comentou de uma música que ele já vinha tocando nos shows, linkando o sambinha “Pode Ser”, tocado num show em homenagem ao poeta, ator, produtor e agitar cultural carioca Ericson Pires, que morreu no ano passado.
O Marcos do RockInPress (de onde saiu a foto que ilustra este post) esteve naquele show e em seu relato sobre a noite também linkou outra que Amarante tocou no show, a bucólica “O Cometa”, composta com o amigo André “Malvados” Dahmer (que também já compôs com o Camelo).
A impressão é que o Little Joy é que foi seu primeiro disco solo, disfarçado de disco de banda…

Uma das artistas mais importantes de hoje em dia fala sobre pessoas que você não (ainda) conhece.
Vi no Bruno.