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Loki

GEORGE-CLINTON

Sim! O senhor P-Funk dá as caras na Virada Cultural 2013, do dia 18 pro dia 19 de maio, e ainda traz na bagagem o Black Star de Mos Def e Talib Kweli na bagagem. Que boa notícia!

4:20

gato-golfinho

daftpunk

Calma que ainda não é turnê – é só um clipe feito por um fã do novo single do Daft Punk, reunindo imagens da dupla e da Pharrell como se “Get Lucky” fosse uma música pra se ouvir na estrada.

Vi na Prefix.

lana_del_rey_

Eis mais uma inédita de Lana Del Rey em 2013, desta vez sua faixa na trilha do remake que Baz Luhrman fez para o Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. Apenas correta.

4:20

syd-

astrolabio-coma

Não há nada de novo no som do Astrolábio – projeto que começou pelas mãos dos arquitetos e instrumentistas Arthur Mei e Pedro Cornetta, ambos obviamente apaixonados por Pink Floyd. O som no EP Coma (que pode ser baixado no site de sua gravadora, a Sinewave) é uma peça musical dividida em quatro partes e conduzida pelo andamento hipnótico de sequências de acordes ao piano acompanhadas de solos épicos com a mesma queda para o blues elétrico que David Gilmour. Baixo e bateria, neste caso, ficam em segundo plano e funcionam mais como coadjuvantes para definir intensidade do que protagonistas, como no Pink Floyd. Ocupando o espaço entre a guitarra e os teclados, texturas sonoras analógicas e efeitos vintage ajudam o grupo a entrar em uma viagem que descrevem, em inglês, disposta a guiar “the visitor through strange landscapes created by surrealistic collages, in a mystical and scientific journey to the center of yourself”. Maior blá-blá-blá. Mas dê uma chance ao som:

A descrição – que ganha forma de narração na faixa “Imagens En Mouvement”, dita por Nathália Rodrigues – é melhor compreendida quando descobrimos que Coma é a trilha sonora para um filme de mesmo nome, dirigido pelo próprio Pedro Cornetta, metade da banda. veja abaixo:

Mesmo assim, falta alguma coisa. Talvez seja o primeiro passo rumo a um amadurecimento mais autoral e menos formulaico. Mas é um bom começo.

Modus-Cover

O estúdio belga Coming Soon aceitou o desafio da revista inglesa Modus para fazer a capa de sua edição sobre educação em um quadro negro. Ficou demais, veja abaixo:

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keith-harring-brasil

Guto Barra e Gisela Matta (esta última recentemente morta ao andar de bicicleta no Rio de Janeiro) assinam a direção do documentário Restless: Keith Haring in Brazil sobre as vindas de um dos pais do grafitti moderno ao Brasil nos anos 80, especificamente para a cidadezinha de Serra Grande, perto de Ilhéus, na Bahia. N’O Globo, o Calbuque conversou com Barra, Julia Gruen (da Keith Haring Foundation, que banca o filme) e Kenny Scharf, artista plástico norte-americano, amigo pessoal de Keith, que morreu em 1990, e dono de um dos últimos resquícios da vinda de Haring ao Brasil, um mural pintado no chão. Veja o trailer de Restless abaixo:

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Smiths 8-bit

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O canadense Jairus Khan fez essa versão de “Bigmouth Strikes Again” de brincadeira, mas não é que ficou legal?

tomverlaine

Tudo bem que, fora Jimmy Rip – o segundo guitarrista que assumiu o posto depois que Richard Lloyd deixou a banda em 2007 -, o Television que se apresentou na quarta passada no Beco era o mesmo que havia gravado Marquee Moon. Era o mesmo Billy Ficca de cabelo descolorido e comprido firme na bateria e o mesmo Fred Smith, que a idade transformou num tiozão do churrasco, com o mesmo baixo forte e preciso. Mas o show era – como sempre foi – de Tom Verlaine. É ele quem ergue a banda a um nível extraterreno, que disse o célebre Ahmet Ertegün, da Atlantic, ao se recusar contratá-los por considerá-los música de outro planeta. Seus épicos urbanos são cantados com uma voz ao mesmo tempo doce e resmungona e ele floreia estas composições que remetem a um Bob Dylan indie com uma guitarra magistral, de ângulos improváveis, tocada com o polegar, sem palheta.

No show desta semana, a terceira passagem da banda por São Paulo, não foi diferente. Embora a harmonia entre os quatro seja incandescente e do substituto Jimmy Rip faça jus às frases originais de Richard Lloyd, o holofote naturalmente cai sobre Verlaine. Isso acontece justamente pelo instrumental de sua banda orbitar ao redor da força gravitacional gerada pela alternância dos versos de suas canções mundanas e de seu timbre elétrico ímpar. É a mistura improvável de canções mundanas e solos transcendentais que formam o coração e o cérebro do grupo. E o fato do homem Television ter o dobro da idade da média da platéia do Beco não o torna tão distante daquela realidade – a fauna da rua Augusta em 2013 não é muito diferente da Nova York do final dos anos 70, talvez mais populosa. Mas descer a rua paulistana antes de assistir aos nova-iorquinos foi uma experiência complementar ao show. Grisalho e de cabelo curto, Verlaine parecia mais um velho punk disposto a cantar as glórias de seu tempo, mas bastou a banda começar a tocar e suas duas vozes – a da garganta e a da guitarra – pareciam estar falando sobre a rotina daquele lugar, em São Paulo.

Entre clássicos e músicas menos conhecidas, a banda começou o show pontualmente às 11 da noite e segurou quase duas horas de apresentação, com poucas músicas durando menos que cinco minutos. O grupo até arriscou uma música nova e uma versão de “Persia” com vocal e letra, fazendo jus à sua lenta tradição de moldar canções com o passar das décadas. Afinal, lá vão quase quarenta anos desde o primeiro disco e a discografia oficial do Television, sem contar os discos ao vivo, tem apenas três discos de inéditas. O público, mais velho e mais intenso que o que assistiu ao Toro y Moi duas semanas antes naquele mesmo lugar, pedia músicas da clássica estréia da banda no grito e fechava os olhos em transe durante os longos solos de guitarra. E depois dos doze minutos de “Marquee Moon” ao vivo, a banda ainda voltou para um bis com “Psychotic Reaction” do Count Five, um clássico do protopunk psicodélico, fechando a experiência como se o Television fosse uma banda adolescente.

Fiz uns vídeos, confira abaixo.

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