
Não dê mole: o cientista louco do Sonic Youth faz quatro shows em São Paulo no mês que vem e os ingressos já estão à venda no Sesc – são dois ao lado de sua banda, The Dust, na choperia e dois com sua mulher Leah Singer, no teatro. Metade banda de rock, metade projeto artístico – quatro vezes o experimentalismo elétrico do velho Lee. Imperdível.


Um tumblr dedicado a cabeças explodindo.


E pensar que uma cena dessas já foi motivo de controvérsia pesada. Aí embaixo tem mais.

Sim, música nova dos Pixies! E dá pra baixar no site deles.
“Bag Boy” foi composta e gravada antes de Kim Deal anunciar, há duas semanas, que estava de saída da banda. Resta a dúvida: será que vão lançar um disco com o nome de Pixies SEM a Kim? Complicado… A música nova já tem clipe, saca só aí embaixo:

E virando o disco pra outras faixas, vale frisar que “Lose Yourself to Dance” já é um dos hits da Noite Trabalho Sujo – e que o Daft Punk acaba de lançar o clipedessa que é das melhores faixas de Random Access Memories. Olha a finesse.
Updeite: o clipe é fake, mas não perde o brilho.

Nessa versão, Daniela Andrade chamou Tim Atlas pra dar uma cara Xx ao hit do Daft Punk. Às vezes fica parecendo uma paródia que não quer ser engraçadinha.

A notícia que um livro foi apreendido como se fosse arma no Rio de Janeiro (e justo o Mate-Me Por Favor!) é outro indício de autoritarismo latente que ronda esses dias estranhos que estamos vivendo e mais do que motivo para ficarmos atento à tomada de nossas liberdades. O próprio Ivan Pinheiro Machado, dono da L&PM que publicou o livro apreendido, dá o tom de indignação frente uma situação dessas no blog de sua editora:
“Meu pai era um inimigo da ditadura militar de 1964. Por isso nossa família sofreu vários tipos de intimidações e perseguições. Minha casa foi invadida várias vezes pela repressão. A que mais me marcou foi o dia em que a polícia política (DOPS) invadiu nossa casa e prendeu centenas livros da grande biblioteca do meu pai. “Vamos queimar esta imundície comunista”, dizia o delegado, jogando ensaios de Marx e Schopenhauer numa caixa de lixo.
Ontem eu vi um delegado exibindo na TV um livro publicado pela L&PM Editores: Mate-me por favor dos jornalistas e críticos musicais Legs McNeil e Gillian McCain apreendido na casa de um suposto vândalo.
Não me interessa o que o rapaz fez. Mas o que me chamou a atenção foi a naturalidade com que o delegado apreendeu o livro. Um delegado que não serve a uma ditadura e apreende um livro é porque tem a vocação do autoritarismo. E nenhum respeito por um livro. Mate-me por favor é um livro maravilhoso, editado por minha indicação. Não faz a apologia da violência. Muito pelo contrário. Ele trata de jovens que foram abandonados pelo sistema e elegeram a música como uma forma de protesto. E esta música foi uma bofetada no sistema. Esta música fez com que os delegados e os políticos voltassem os seus olhos para uma enorme legião de jovens sem futuro e sem emprego nos idos dos anos 80. A L&PM Editores, meu caro delegado, já foi vítima durante sua história nos anos sombrios da ditadura de vários delegados que odiavam livros.
O que me surpreende é que um bom livro seja alinhado junto a facas e correntes e exibido na TV como se fosse uma arma. E ninguém diz nada. Lembrou-me o tira ignorante que invadiu a casa do meu pai nos anos 70 para prender os “livros comunistas”. Ele não teve dúvidas; atirou-se na estande e pegou o O vermelho e o negro de Stendhal como um símbolo desta “corja vermelha que quer tomar conta do país…”
Inevitável lembrar não apenas da ditadura militar brasileira, mas na viagem que fiz à Berlim há pouco me deparei com uma frase de uma peça de 1821 citada em uma placa no meio da Bebelplatz, a praça alemã que serviu de palco para a fogueira de livros promovida pelos nazistas em maio de 1933:
“Das war ein Vorspiel nur, dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen.”
Onde começam queimando livros, terminam queimando gente. Não dá pra aceitar isso numa boa.

O Big Picture, do Boston Globe, fez um senhor apanhado com as imagens mais impactantes dos protestos que assistimos no Brasil nas últimas semanas. Tunguei algumas pra cá, aí embaixo:

E aos poucos o Franz Ferdinand começa a mostrar as músicas de seu novo disco… A primeira é boa, a outra mais ou menos, saca só aí embaixo:


Chegou a vez do próprio Daft Punk remixar “Get Lucky”…
Mas o Last Gas Station colocou o remix (que tem quase 10 minutos) no ar e ele não é lá grandes coisas…