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Loki

A caixa da PELVs

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E por falar em anos 90, uma das melhores bandas indies brasileiras, a carioca PELVs resolveu comemorar duas décadas de atividade lançando uma caixa digital, dividida em quatro volumes de acordo com os quatro discos lançados preguiçosamente durante sua existência. A caixa será posta para download no site da banda e trará uma série de extras, entre versões alternativas, demos, covers e gravações raras da história da banda.

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Eles descolaram uma música para mostrar aqui no Trabalho Sujo (uma versão manhosa para “Still P.G.“, do disco Pensinsula), mas além desta, logo em seguida seguem as capas de cada volume e quais músicas estão em cada um dos volumes, além do EP virtual que liberaram há pouco, com quatro faixas:

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4:20

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Um pouco antes da querida Lana Del Rey descer aos trópicos pela primeira vez (ela é uma das atrações do festival Planeta Terra desse ano), ela anunciou no Twitter seu novo projeto – um filme de meia hora chamado… Trópico:

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O filme é produzido por Rick Rubin e dirigido por Anthony Mandler (que já trabalhou com a cantora nos clipes de “National Anthem” e “Ride“) e estréia ainda esse ano, mas não muito mais novidades sobre a produção. Vamos esperar…

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Depois de dois shows com o pé na música pop, o sonic youth Lee Ranaldo mostrou seu lado artsy ao se apresentar na semana passada no mesmo Sesc Pompéia em que mostrou seu disco solo mais recente, só que atravessando o lado da rua, no Teatro da unidade, e não mais na Choperia. Sozinho no palco do teatro, ele desbravou o terreno da microfonia e do barulho sem as muletas da melodia, do refrão ou de letras. Dedicou sua apresentação ao puro ruído elétrico, transformando sua guitarra em uma antena reverberadora de sons muito mais do que um instrumento musical. Mexendo nos botões dos pedais e de dois amplificadores espalhados pelo palco, ele usava um arco de violoncelo e baquetas para vibrar a eletricidade sonora pelas cordas da guitarra, além de arrastá-la no chão, pendurá-la numa corda no palco e girá-la sobre a própria cabeça. O teatro só tinha uma das metades abertas pois a apresentação – chamada “Sight Unseen” contava com uma apresentação em vídeo, feito pela esposa Leah Singer, projetada num telão atrás de Lee. O filme intercalava cenas de árvores ao vento a cenas de diferentes platéias em situações distintas, colando as imagens com sons de diálogos, ruídos de multidão e palavras repetidas. Na primeira performance, na terça-feira passada, ele ficou sozinho no palco e não sentou em momento algum. No dia seguinte, empunhou seu instrumento como guitarra por poucas vezes, convidou um grupo de percussionistas brasileiros (Maurício Takara entre eles) para tocar aleatoriamente ampliando o próprio caos elétrico, além de passear pelo público. Dois shows distintos e bem diferentes do que ele fez na semana anterior. Em comum, apenas o entusiasmo em conversar com o público ao final e, claro, paredes de microfonia, marca registrada do sujeito. Fiz uns vídeos aí embaixo, olha só:

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Pazes 2013

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Uma das melhores surpresas da música eletrônica brasileira nos últimos anos – o paulistano radicado em Brasília Pazes – lançou seu primeiro disco fora de nosso país no mês passado. O EP Sleeping Dolls saiu pela gravadora californiana Time No Place e já vem colhendo bons elogios – a Fact, por exemplo, chamou a faixa “Frozen”, gravada com os vocais da cantora turca Biblo, de “o que aconteceria se ‘Tick of the Clock‘, dos Chromatics, fosse gravada pelo Massive Attack”. Responsa:

Tive a satisfação de colocar o Lucas Febraro, nome de batismo do artista, na programação do Prata da Casa do ano passado. Foi o show mais vazio de todo o ano (não tinham vinte pessoas), mas também foi o show mais de vanguarda que passou por aquele palco em 2012. Dá uma sacada nesses vídeos que fiz, aí embaixo:

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Uma banda que poderia tranquilamente se beneficiar das décadas como artista cult para atingir um público maior e faturar mais dinheiro que em toda sua carreira seria o Hüsker Dü, mas é uma volta controversa, principalmente por conta da relação entre seus principais compositores, Bob Mould e Grant Hart. Enquanto Mould seguiu seu rumo depois da banda primeiro com o trio Sugar e depois com uma estabelecida carreira solo (que, pelo que consta, finalmente vem ao Brasil esse ano), Hart teve uma vida pós-banda bem errática, lançando projetos e discos que não deram certo e não repercutiram direito, muito por seu envolvimento com drogas. Agora ele acaba de lançar The Argument, disco duplo inspirado no Paraíso Perdido do poeta inglês John Milton que vem colhendo boas resenhas. Dá pra ouvi-lo aí embaixo:

Mas o estado de Hart não é dos melhores, como podemos ver no vídeo abaixo:

Vamos torcer que o novo disco o reabilite a voltar com a moral que merece.

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Mais uma prova do novo disco do Sebadoh, que de novo dá indícios de que pode ter o maior sucesso comercial de sua carreira num disco de volta.

Quando disse que esse novo Defend Yourself levaria a banda “para as massas”, não estava sugerindo que eles fossem chamados pra ser headliner do próximo Rock in Rio nem que gravassem singles com Justin Timberlake e Adele. Mas não custa lembrar que o Sebadoh, por maior que seja sua relevância atual, é uma banda minúscula – daquelas que são conhecidas apenas por quem gosta muito de rock independente norte-americano ou que se interessa por música pop de uma forma bem ampla (um público bem pequeno). O nome até pode ter aparecido em uma capa de alguma edição da Spin nos anos 90 (nem lembro), mas se tiver aparecido foi muito mais para dar credibilidade indie à publicação do que para vender mais exemplares da revista (lembro deles citados na capa de uma Ray Gun que trazia a foto do Beck, mas a Ray Gun era bem menos comercial que a Spin…).

E o pouco de Defend Yourself que já apareceu por aí (mais especificamente essa primeira faixa, “I Will”) é muito mais fácil de atingir um público maior do que o do saudoso Lado B da MTV brasileira, fase Massari. Compare com o lamento de canções como “Two Years Two Days“, “Soul and Fire” e “Happily Divided” ou com rocks frágeis como “Not Too Amused“, “Brand New Love” e “Rebound” com essa música nova (que parece misturar essas diferentes qualidades). Junte isso a uma cultura cada vez mais nostálgica e em breve teremos uma nova geração descobrindo clássicos perdidos dos anos 90 como Bubble & Scrape, Smash Your Head in the Punk Rock e Sebadoh III, além de ser seduzido pela melancolia de parte do hardcore americano dos anos 80 e pelo faça-você-mesmo extremo da estética lo-fi. E, pensando bem, faz todo sentido: depois da volta do vinil e de um revival do cassete, era inevitável que tivéssemos a volta do gravador de fitas Tascam, de quatro canais (é questão de tempo…).

Apesar das brigas da última década do século passado, os três Sebadohs já voltaram a se conversar faz tempo, tanto que o novo disco nem sequer é a primeira volta do grupo (que voltou há cinco anos, tocando ao vivo seus discos na íntegra), mas é a primeira vez que voltam a lançar material novo desde 1999. E podem, como havia dito antes, atingir um público bem maior do que o que tiveram em vida. É a recompensa de manter-se fiel aos seus princípios para, no final, colher o que plantou.

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E já que falei em Sebadoh, que tal um show deles no meio dos anos 90?

Coisa finíssima.

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Essa idéia é muito boa pra ficar só num trailer fake feito pelo College Humor, fala sério.