
Agora vai! Depois de algum suspense o grupo goiano Boogarins acaba de confirmar a data de lançamento de seu quinto disco, chamado Bacuri, que chega ao público no dia 26 deste mês. O anúncio veio com a primeira canção que o grupo mostra do novo disco e “Corpo Asa” dá uma boa medida do que vem por aí: um disco psicodélico e cheio de guitarras como lhes é característico, mas com canções coesas e redondinhas, puxando a tônica para sensações íntimas e sentimentos plenos, como se a loucura desse tempo para desencantar o bem estar do grupo consigo mesmo. Não é exagero dizer que ele estão prestes a lançar seu melhor disco e um dos melhores discos de 2024.
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Saldei uma dívida deste ano: não tinha visto ao vivo ainda a dupla Kim e Dramma, formada pelo vocalista Kim Cortada e pelo baterista Quico Dramma, que lançaram um bom disco de estreia (No Ombro dos Outros) e consegui resolver isso nesta sexta-feira, no Porta Maldita, quando fizeram o segundo show desde o lançamento do álbum – e que bela surpresa. Não bastasse a ferocidade vocal e presença de palco do vocalista e os tempos quebrados e pulso firme do batera, eles ainda contam com um trio de músicos conhecido da noite paulistana que ajudaram a encorpar ainda mais o som da dupla – metade d’Os Fonsecas – o baixista Valentim Frateschi e o guitarrista Caio Colasante – e o tecladista Eduardo Barco, que dão ainda mais força pro som da dupla, levando-os para outra dimensão ao vivo. Muito bom.
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Corro dali a tempo de chegar no início da segunda sessão do dia da suíte a quatro mãos que Arrigo Barnabé e seu fiel escudeiro Paulo Braga fizeram no Tavares Club, pequeno recanto na parte superior da ótima Casa Tavares, na Vila Madalena, que recebeu o mestre dodecafônico para destrinchar sua magnus opus Clara Crocodilo em dois pianos. E entre explicações sobre a música serialista e uma recitação do primeiro canto do Inferno de Dante Alighieri traduzido por Augusto de Campos, Arrigo passeou por seu grande disco em uma sessão ao mesmo tempo intimista e intensa.
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E quem lançou disco nesta terça-feira foi o senhor Flying Lotus, ao revelar o EP Spirit Box, com forte influência de Twin Peaks.
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Paul Morrissey, que morreu vítima de pneumonia nesta segunda num hospital em Nova York, sempre será lembrado como o cineasta que deu dinâmica e movimento às experiências cinematográficas de Andy Warhol – que, por ser fotógrafo e artista plástico, trabalhava apenas com imagens estáticas. Ao lado de Warhol, dirigiu filmes de baixo orçamento sobre a vida marginal na maior cidade norte-americana, filmando histórias com hipsters, traficantes, travestis e viciados em drogas em filmes como Flesh (1968), Trash (1970), Heat (1972), Flesh for Frankenstein (1973) e Blood for Dracula (1974). Mas sua associação com Warhol também foi uma conexão com o Velvet Underground e além de ter dirigido com seu parceiro o único documentário sobre a banda quando ela ainda existia, The Velvet Underground and Nico: A Symphony of Sound (assista-o abaixo), lançado no ano anterior do lançamento do primeeiro disco da banda, que é de 1967, também foi empresário do grupo de Lou Reed e John Cale entre 1966 e 1967 e batizou o happening que colocou a clássica banda no mapa da intelligentsia nova-iorquina, chamado de Exploding Plastic Inevitable.
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Nossa senhora Patti Smith volta ao Brasil para uma única apresentação no recém-inaugurado Teatro Cultura Artística, que aproveita a oportunidade para ampliar sua programação para além da música erudita. Além de Patti, que veio pela última vez ao país em 2019 e apresenta-se no teatro à frente do coletivo Soundwalk Collective no dia 30 de janeiro do ano que vem, o teatro também fará outras apresentações fora de seu escopo tradicional nos meses seguintes, realizando apresentações de Alaíde Costa e José Miguel Wisnik em março, da cantora norte-americana Samara Joy, que esteve no Brasil em 2023, em julho e da dupla Sheku Kanneh-Mason e Isata Kanneh-Mason em outubro. Os ingressos para o show de Patti serão vendidos a partir do próximo mês, assim que estiverem à venda reforço por aqui.

LCD Soundsystem, Charli XCX, Stereolab, Kim Deal, Haim, Spiritualized, Jesus Lizard, Wet Leg, TV on the Radio, Salif Keita, Floating Points, Magdalena Bay, Jamie Xx, Idles, Chappell Roan, Cat Power, Fontaines D.C., Caribou, Parcels, Clairo, Beach House, FKA Twigs, Sabrina Carpenter, Beabadoobee, John Talabot, Destroyer… OLHA A ESCALAÇÃO DO PRIMAVERA DE BARCELONA DO ANO QUE VEM… Os ingressos começam a ser vendidos na próxima semana através desse link.

Há duas semanas, os Boogarins oficializaram que seu disco novo estava pronto e que seria chamado de Bacuri, ameaçando soltá-lo a qualquer momento – e até agora nada. Enquanto não sabemos a data de lançamento do próximo álbum, os heróis da psicodelia do cerrado acabaram de anunciar que o show de lançamento de seu próximo álbum acontecerá no Cine Joia, no dia 6 de dezembro – e os ingressos já estão à venda neste link. Alguma dúvida que vai ser apoteótico?

Como quem não quer nada, o LCD Soundsystem de James Murphy soltou uma música inédita no programa Soup to Nuts da DJ e apresentadora inglesa Anu Ambasna na rádio online NTS. “X-Ray Eyes” é a segunda música que o grupo lança desde seu último álbum, American Dream, de 2017 – antes disso, a única música inédita foi “New Body Rhumba”, escrita para a adaptação para o cinema que o cineasta Noah Baumbach fez do romance de Don DeLillo Ruído Branco, em 2022. A nova faixa, que é melhor que a anterior, no entanto, não parece estar vinculada a nenhum novo projeto e, segundo a DJ, deve ser lançada em breve. Será que tem disco novo dos caras vindo aí? Escute a música nova do grupo nova-iorquino a partir do minuto 20 do programa abaixo: Continue

Corro dali pro centro de São Paulo pra participar da comemoração de um ano do Matiz, bar no terraço do Edifício Carlos Rusca, na Martins Fontes. Com um dos melhores equipamentos de som da cidade, o lugar tem seu foco nos drinks e na audição e eventualmente chama músicos para apresentações ao vivo, como foi o caso desta terça-feira de aniversário, quando contaram com Arto Lindsay em show solo na abertura, seguido do trio MTZ, liderado por um dos responsáveis da noite, Rodrigo Coelho, que assume o baixo e que iria receber Marina Lima, mas hoje sabemos porque ela não foi, sendo substituída por Fernanda Abreu. Não consegui ficar no segundo momento da noite, mas pude ver mais uma apresentação do americano-brasileiro Arto Lindsay, que novamente apenas com sua guitarra no wave, transformou o terraço do Matiz em uma câmara de ruídos elétricos, disparando microfonia, efeitos e seu toque frenético sobre composições próprias e até uma do sambista Batatinha. Surreal poder ver esta apresentação do ângulo que vi, entre uma pequena multidão de descolados modernos paulistanos e o horizonte cinza noturno de fachadas de prédio aparentemente sem alma, algo que casou bem com as frequências soltas disparadas pelo guitarrista noise.
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