
Enquanto o segundo disco de Criolo não dá as caras, Criolo lança os dois singles que antecipou no ano passado como um clipe de ficção científica escrito e dirigido pelo cineasta Denis Kamioka, o Cisma, que levou o Grajaú onde o rapper nasceu e cresceu para o ano de 2044, num filme com ares cyberpunk – só que as projeções futuristas tão mais pra Grajaú 2017 do que pra daqui a 30 anos (afinal, arma que surge de uma impressora 3D, drone traficante, identificação eletrônica e empregado catando cocô de cachorro do patrão são coisas que já existem hoje). A falha do clipe, no entanto, é ter posto uma data – se não tivesse marcado o ano em que se passa, poderia se passar por um 2014 um pouco mais exagerado. Não que isso diminua o clipe em si, veja abaixo:
Mas o principal do curta-clipe é que ele foi feito com o dinheiro do artista e não fica atrás de clipes de artistas que contam com patrocinadores – sejam gravadoras multinacionais ou empresas fazendo renúncia fiscal.



Outro edit, dessa vez feito pelo DJ Malandro (nova-iorquino fissurado em música brasileira), pega “Girassol”, do Alceu Valença, e mexe daqui, estica de lá, deixando a música ao mesmo tempo reconhecível e nova. Ficou demais, saca só:

E essa injeção de beats que os irmãos Soulwax deram na “Love Letters” do Metronomy? Na medida!

Nem o calorão foi o suficiente para reduzir o ânimo na festa que armamos no Apartamento Byob sábado passado. As fotos da Ju deixam clara a descontração e vibe boa da noite, checa só aí embaixo:

Mexe aqui, cola acolá, dá um tapinha ali – o produtor Rafael Moraes quase não mexeu na “Estelar” original de Marcos Valle em seu edit, só deu um up pra deixa-la mais afeita às pistas atuais. Ficou bem fera.
Vi no Radiola Urbana.



Uma idéia simples: botar uma câmera num drone, filmar uma série de tomadas aéreas e depois adicionar efeitos especiais na pós-produção. E assim os caras da Corridor Digital fizeram um filme do Super-Homem baratinho – e bem legal.
O futuro do cinema promete.