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Loki

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Na semana passada, a filha de Alan Moore, Leah, anunciou que seu pai havia terminado de escrever Jerusalem – e que o segundo romance do mestre dos magos da HQ teria um milhão de palavras.

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Comparando, a Bíblia tem 200 mil palavras e Guerra e Paz, do Tolstoi, tem pouco mais de meio milhão.

O esforço pesado de Alan Moore é um trabalho que começou há seis anos e explora ainda mais o conceito de seu primeiro livro, A Voz do Fogo, em que ele voltava à pré-história para contar diferentes estágios no tempo do condado onde nasceu e reside, Northamptonshire. Jerusalem vai mais a fundo nessa história ao focar em uma área central da cidade de Northampton. “Meu próximo livro terá alguns milhões de palavras e será apenas sobre esta sala de estar”, riu em uma entrevista que deu em 2011 sobre o livro ao New Statesman.

Na mesma entrevista, ele dizia que escrevia o livro para “provar a inexistência da morte”, enquanto encarna diferentes estilos literários, à maneira como faz na saga A Liga Extraordinária. A diferença é que em Jerusalem não há referências visuais e os devaneios linguísticos incluem um capítulo escrito de forma quase cifrada emulando James Joyce e outro em que evoca uma peça de Samuel Beckett em que o dramaturga fala sobre críquete e igrejas. Há inclusive um capítulo que se passa numa quarta dimensão, o que pode ser a chave não apenas para o livro, mas para toda a obra de Alan Moore:

“Cheguei à conclusão que o universo é um lugar de quatro dimensões em que nada acontece e nada se move. A única coisa que move-se no eixo do tempo é nossa consciência. O passado ainda está aí, o futuro sempre esteve aí. Todos os momentos que já existiram ou ainda existirão fazem parte desse hipermomento gigante no espaço-tempo. (…) Quando você pensa numa viagem padrão em três dimensões – por exemplo, estar em um carro que anda por uma estrada. As casas pelas quais você passa desaparecem atrás de você, mas você não duvida que se você voltasse, as casas continuariam ali. Nossa consciência só se move de uma forma pelo tempo, mas acho que a física nos diz que todos aqueles momentos ainda estão ali – e quando chegamos ao fim de nossas vidas não há para onde a consciência possa ir, exceto voltar ao começo. Vivemos nossas vidas o tempo todo, mais uma vez.”

Não vejo a hora de ler isso!

4:20

bb

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Todos atentos.

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Noite Trabalho Sujo espetacular na sexta passada lá no Apartamento Byob, quem foi sabe. Quem não foi fica com o gostinho das fotos tiradas pelo compadre Fabs, que dão bem o tom de como foi a esbórnia. Nesse finde não tem festa, mas no próximo voltamos com a formação completa, aguardem!

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4:20

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Em uma recente entrevista ao blog SpeakEasy, do Wall Street Journal, o diretor Guillermo Del Toro deu dicas de como será a continuação de seu fantástico Pacific Rim:

“O que já dá pra contar: Zak (Penn, roteirista) e eu nos envolvemos e começamos a ficar trocando idéias entre nós e Travis (Beachman, também roteirista) há um ano e meio. E eu disse para o Zak para continuar tendo idéias até encontrarmos uma que realmente vire o filme do avesso, por assim dizer (…) É difícil imaginar um mundo que não venha de um quadrinho, que tenha sua própria mitologia, por isso tivemos que sacrificar muitos aspectos para conseguir colocar tudo no primeiro filme. Como, por exemplo, o “drift” (a conexão neurológica que precisa ser realizada entre os dois pilotos dos robôs gigantes, os jaegers), que era um conceito interessante. E um portal rasgou o tecido de nosso universo, que ferramentas eles estavam usando? Então chegamos a uma idéia bem interessante. Não quero estragar, mas acho que no final do segundo filme as pessoas vão entender que os dois filmes se sustentam sozinhos. Eles são bem diferentes um do outro, mesmo que, esperamos, tragam o mesmo espetáculo feliz gigantesco. Mas o tom dos dois filmes será bem diferente.”

Na mesma entrevista, Del Toro falou de outro velho projeto seu – levar As Montanhas da Loucura, do mestre do horror pulp H.P. Lovecraft, para a telona:

“Esse é o filme que eu realmente quero fazer algum dia, ele ainda é caro e ainda… Acho que do jeito que os filmes classificados como sendo adequados para maiores de 13 anos têm se tornado mais flexíveis, acho que poderemos deixá-lo com essa classificação, mas eu vou lutar para deixá-lo o mais horripilante que eu consiga mas sem ser tão gráfico. Há basicamente uma ou duas cenas no livro que as pessoas não se lembram que são bem gráficas. Como, por exemplo, a autópsia feita pelos aliens em um ser humano, que é uma cena muito chocante. Mas acho que dá pra achar maneiras de filmá-la. Veremos. É certamente uma possibilidade no futuro. A Legendary estava disposta a bancá-lo a um tempo atrás, por isso sei que eles amam o roteiro. Veremos. Espero que aconteça. Certamente é um dos filmes que eu mais quero fazer.”

E o entrevistador perguntou ao diretor se havia a possibilidade de haver uma conexão entre Pacific Rim e As Montanhas da Loucura – afinal, o vilão do universo de Lovecraft também é um monstro de uma outra dimensão. Del Toro riu e disse que não.

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Segue à toda a adaptação do primeiro romance de Neil Gaiman, American Gods, para a televisão. O produtor Bryan Fuller, que assumiu a bronca de transformar o livro em seriado depois que a HBO abandonou o barco, tem dado uma série de entrevistas sobre os estágios de desenvolvimento do novo projeto. Ele explicou para o site Den of Geek que um dos motivos da série ter sido deixada de lado pela HBO talvez tenha sido uma possível concorrência com Game of Thrones, que também parte de um universo mágico em livros que está sendo expandido graças à TV. Ele disse que um dos desafios do estágio atual tem sido escolher o ator que irá fazer o personagem Shadow, um dos principais da série:

“Ele é cigano? Hispânico? Negro? Ou todos esses num só? Sabemos que ele não é branco. Acho que se escolhermos alguém branco para fazer o papel de Shadow vamos ser os maiores cuzões da televisão.”

Em entrevista à Craveonline, Fuller disse que os três primeiros episódios já foram escritos e que a produção deverá começar no meio do ano que vem. Ele falou sobre como a série parte do ponto de partida do livro para explorar mais a fundo personagens que têm pequenas participações no livro e ainda cogitou misturar o universo de American Gods com o do segundo livro de Gaiman, Filhos de Anansi, que parte de uma premissa semelhante à do primeiro livro. O ponto a favor dessa história toda é que o próprio Neil figura como produtor executivo da nova adaptação, o que garante uma certa liberdade para expandir a história. Mas Gaiman escreverá algum episódio?

“É bom que ele escreva”, riu Fuller.

Seguimos acompanhando novidades por aqui. E a imagem deste post é da ilustradora indiana Anamika Baruah.

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Em 2008, James Houston botou velhos computadores para tocar Radiohead, vocês devem se lembrar:

Agora ele foi além no mesmo conceito e está compondo suas próprias músicas.

Muito bom.

E por falar em Guillermo del Toro, olha que maravilha esse mashup feito pelo mexicano Turrilandia.

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Dois dos principais ícones pop do mundo atualmente, James Franco e Lana Del Rey têm sido vistos juntos… Ele já postou foto dela duas vezes em sua conta do Instagram

Interessa só às revistas de fofoca ou daí pode sair… arte?