

A editora norte-americana Simon and Schuster está elevando para um novo patamar as publicações de luxo dedicadas à música – e reuniu todas – TODAS – as letras de Bob Dylan (inclusive as de todas as versões de sua extensa coleção pirata Bootleg Series) num volume tão denso que pesa nada menos que 6,3 kg. O livro custa salgados duzentos dólares, mas uma edição ainda mais azeda chega a nada menos que US$ 5 mil, pois apenas estes 50 exemplares virão com um autógrafo do próprio Bob. É preciso ser muito fã…

Eis a música nova do disco novo do Pink Floyd, ripada do rádio. “Louder than Words” talvez seja uma das canções mais inofensivas da história da banda, mas por outro lado, é a única com letra no quase instrumental The Endless River. Vamos ver se o disco sobrevive às palavras, já que as de 2014 soam chatas e sem graça. E pode ficar tranquilo que essa música vai tocar sem parar.
Ao menos o solo de guitarra é bonito. Óbvio, mas bonito.
Incrível esse retrato que o ilustrador James Zark fez do Alan Moore inspirado no Coringa de Brian Bolland, da Piada Mortal, escrita por Moore.

Vi no Boing Boing.

A quem interessar possa: Björk avisou pelo Facebook que não poderia comparecer ao London Film Festival essa semana, que iria exibir seu Biophilia Live porque, ora vejam só, ela está gravando disco novo, que será lançado em 2015.


A revista T do New York Times conseguiu reunir integrantes distantes de uma família musical para um longo papo sobre música pop, carreira e ser mulher entre Stevie Nicks, o rosto e coração da fase clássica do Fleetwood Mac, e suas pupilas, as irmãs Danielle, Este e Alana Haim. E não foi só o papo – o trio Haim ainda se juntaou à velha loba para uma interpretação ao piano da clássica “Rhiannon“.
Fãs da banda, as Haim já tocam uma versão de uma música da fase bluesy do Fleetwood Mac, do final dos anos 60, “Oh Well“. Saca só:


Mais um daqueles shows que prometem: Patti Smith já avisou que, no ano que vem, fará alguns shows tocando seu primeiro disco Horses na íntegra. Lançado em 1975 Horses pode ser considerado o marco zero da era punk, pois foi o primeiro registro de uma cena barulhenta que começou a se apresentar num muquifo nova-iorquino chamado CBGB’s e que deu ao mundo bandas como Talking Heads, Television, Ramones e Blondie, entre outras – gente que foi influenciar, na Inglaterra, o nascimento de bandas como Sex Pistols, Clash, Buzzcocks e outras tantas.
Patti contou a notícia à Rolling Stone, quando lembrou que o disco havia sido programado para ser lançado no dia 20 de outubro de 1975, data que marcaria o 121º aniversário do poeta francês Arthur Rimbaud, um dos ídolos de Patti, ao lado de Jim Morrison e Lou Reed. “Algo aconteceu por causa da crise do petróleo – eles não tinham vinil suficiente – e o disco teve de ser adiado e eu fiquei bem chateada. Até que o (fundador da gravadora Arista) me disse que ‘era uma pena, o disco só poderia sair no dia 10 de novembro, não há nada que possamos fazer.’ E então eu ri e disse: ‘bem, esse é o aniversário da morte de Rimbaud’. Ainda era mágico”, disse a cantora e compositora ao site da revista.
Mais do que importante, Horses é um disco perfeito: tem o despojo do punk sem abrir mão de uma musicalidade clássica e Patti realmente encarna esse híbrido de Rimbaud e Jim Morrison andrógino que era a cara do rock nos anos 70, perdido entre o glam e o início do punk, ciente de sua rebeldia e de sua decadência. É o passaporte dela para entrar na história – e não apenas na do rock. E se você ainda não ouviu…

Anthony Gonzalez aproveitou o relançamento de seus três primeiros discos gravados sob o nome de M83, todos fora de catálogo, para relançar clipes que ninguém viu na época. Já são três clipes “novos” tirados do disco Before the Dawn Heals Us, de 2005 – que foi relançado junto com M83 de 2001 e o clássico Dead Cities, Red Seas & Lost Ghosts de 2004, que vêm juntos com duas coletâneas de remixes e sobras de dois destes discos, Dead Cities, Red Seas and Lost Ghosts Remixes and B-Sides e Before The Dawn Heals Us Remixes and B-Sides. Os clipes seguem abaixo e são das faixas “Lower Your Eyelids To Die With The Sun”, “In The Cold I’m Standing” e “Moonchild”. Pra variar, aquela viagem em câmera lenta que a gente tanto gosta com aqueles visuais lindaços…

Altos século 21: light painting feita com drones.
E a gente tá só no começo do século… Vi na Juxtapoz.