
Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead que na paralela também tem uma carreira de compositor erudito, vai ter uma de suas peças eruditas tocadas pela Orquestra Sinfônica Brasileira ainda este mês. A “Norwegian Wood Suite” foi composta como trilha sonora do filme de Tran Anh Hung de mesmo nome e vai ser regida pelo maestro Roberto Minczuk nas duas apresentações. Aqui dá pra comprar os ingressos pra apresentação no Rio, que acontece no dia 23 e aqui para apresentação em São Paulo, que acontece dia 26. Se você não conhece a peça, olha ela aqui, sendo tocada pela primeira vez em público pela BBC Concert Orchestra (e se você quiser baixar, tem a música aqui):

Vocês lembram que o South Park tirou um sarro com a Lorde dia desses, né? No episódio da semana retrasada do desenho, a cantora neozelandesa era, na verdade, o pai do Stan, um dos moleques da série, que gravava o que sentia quando ia ao banheiro e depois tratava as canções com o autotune para deixá-las com cara de que foram gravadas por uma adolescente.
South Park
Get More: Comedy Central
A própria Lorde riu da piada, que continua, dessa vez o próprio South Park oferece a música para download gratuito – a versão foi gravada pela cantora australiana Sia.
South Park fans, you got it here first — download the song "Push" for FREE here http://t.co/bLqNi8s7Kv
— South Park (@SouthPark) October 16, 2014
Se você não quiser baixar, dá pra ouvir aqui.
Paródia séria, bicho…

Neil Young não para – e depois de lançar um disco gravado numa cabine telefônica, apresenta seu novo projeto: Storytone, um disco gravado sozinho que, na versão deluxe, tem uma segunda versão, gravada com uma orquestra com 92 músicos. Ouça só como ficou a versão para “Who’s Gonna Stand Up?”, que eu já tinha postado aqui, acompanhada da tal orquestra:
O músico ainda encontra tempo para lançar um segundo livro de memórias, chamado Special Deluxe: A Memoir of Life & Cars, além de continuar vendendo seu tocador de música chamado Pono. Em uma das entrevistas de divulgação do novo disco, o velho canadense passou pelo programa do polêmico radialista Howard Stern e aproveitou para explicar para Stern porque o Crosby Stills Nash & Young não deve voltar a tocar nunca mais. “Tocar com Stills e Nash era realmente ótimo”, mas quando foi perguntado sobre David Crosby, apenas respondeu que “desejo o melhor para ele (Crosby) em sua vida.” E acrescentou: “Já estivemos juntos por muito tempo. Fizemos muitas coisas boas. Por que devemos voltar juntos e celebrar o quanto éramos bons? Que diferença isso faria? Não é pelo público e também não é pelo dinheiro.” Dá pra ouvir o programa inteiro abaixo (em inglês):



Notícias de Nick Cave pra quem gosta de Nick Cave: toda sua discografia com os Bad Seeds será relançada em vinil entre o fim deste ano e o começo do ano que vem. É uma história de 14 álbuns que completa 30 anos com o aniversário do primeiro disco da banda, From Her To Eternity, de 1984. A remasterização foi feita por Mick Harvey, fiel escudeiro de Cave, e os primeiros discos saem agora, dia 27 – From Her To Eternity, The Firstborn Is Dead e Your Funeral… My Trial. No dia 17 de novembro chegam às lojas Nocturama, o irrepreensível Abattoir Blues/The Lyre Of Orpheus e o recente Dig, Lazarus, Dig!!!!. Dia 24 é a vez de Kicking Against The Pricks e o filé mignon da discografia do australiano fica pra 2015, com os relançamentos de Tender Prey, The Good Son, Henry’s Dream, Let Love In, Murder Ballads, The Boatman’s Call e No More Shall We Part.

Emicida lança seu disco mais recente em vinil num show nessa quinta e sexta no Sesc Pinheiros e eu tenho um par de ingressos aqui pra sortear para o primeiro dia. E o show que o rapper apresentará nessa semana não é o mesmo em que lançou o mesmo álbum, há um ano, no mesmo Teatro Paulo Autran. Para apresentar o vinil d’O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui, Emicida também desenterrou clássicos de sua curta e notável carreira, como “E.M.I.C.I.D.A” , “Só Mais Uma Noite”, “Cacariacô”, “Rua Augusta” e “Então Toma” e vai inclusive assumir a MPC em uma das músicas. Ainda há ingressos à venda, mas quem quiser concorrer a um par de ingressos pra essa quinta-feira é só contar qual é a sua música favorita do Emicida e explicar por quê (e não esqueça de colocar seu email pra que eu entre em contato). Abaixo os vídeos que fiz do show de lançamento desse disco mais recente, no ano passado.

Minha incansável busca pelo Bloody Mary perfeito via Instagram começou de brincadeira e foi parar na matéria de capa do caderno Comida da Folha de São Paulo de hoje. Segue o texto:
Na busca do drinque perfeito, o que importa é a própria busca
Desceu tão bem que eu tive que registrar. Era véspera do Natal de 2012 em Nova York eu fui com minha mulher comer no bistrô Artisanal, na Park Avenue.
Vinha de um ano embalado em bloody marys feitos em casa, na minha primeira e quase irônica tentativa de voltar a cozinhar —fazendo um drinque.
Mas quando tomei o bloody mary daquele lugar, puxei o celular discretamente para lembrar-me da cara dele. Ao chegar de volta ao hotel, marquei a foto com uma hashtag de brincadeira, que deu origem a uma caça: #embuscadobloodymaryperfeito.
Sabia da contradição. Afinal, ao contrário da maioria dos drinques, o bloody mary não tem receita específica —e até sua origem histórica é uma das mais imprecisas entre as bebidas modernas.
Ele vai ao gosto do barman, que por vezes prefere mais encorpado, outras mais suave, umas vezes mais discreto e outras mais marcante. Não há bloody mary perfeito e sim aquele que cai do jeito certo na hora certa (como os do Sub Astor, do Epice, do Bravin, do Jacarandá, do Mimo, do Ecully, do Ici ou do Spot).
Já desdenhei da mistura como troçava meu mestre da cozinha, o saudoso Fred Leal, que sempre ria ao ver o drinque e pedia para “jogar logo uma carne moída pra agilizar esse bolonhesa!”. Mas o bloody mary bateu naquela hora mágica —a da ressaca.
A mistura embrenha-se nas entranhas e na cabeça com a mesma intensidade, acalentando enquanto arde, despertando e desopilando —e, de repente, o estalo que faz tudo aquilo fazer sentido.
Sigo em busca do cálice inalcançável. Atrás do equilíbrio exato dos sabores do tomate, do álcool e do limão, da espessura densa do suco de tomate feito em casa, do ponto perfeito entre a ardência da pimenta e o salgado do molho inglês, sal de aipo na borda do copo, sem muita frescura na decoração (basta só uma rodela de limão…) e, de preferência, um canudo preto. Sem bacon, sem guarda-solzinho, sem aquela triste cenoura ornamental.
O que importa é a busca, afinal.
Alexandre Matias, 39, é jornalista e busca o bloody mary perfeito em sua conta no Instagram @trabalhosujo


Estamos, eu e minha mulher, desde o mês passado, cuidando das mídias sociais do documentário Democracia em Preto e Branco, de Pedro Asbeg. O filme conta a história da democracia corinthiana de Sócrates, Wladimir e Casagrande, que peitou a hegemonia de Vincente Matheus ao mudar a hierarquia de funcionamento da equipe. Mas o documentário não é só futebol e observa o que aconteceu no Corinthians no início dos anos 80 sob dois outros prismas: o político, quando a ditadura militar começava a perder forças, principalmente a partir do movimento Diretas Já, e o cultural, quando uma nova geração de bandas começa a questionar o autoritarismo dos dias de chumbo.
Narrado por Rita Lee e com uma das últimas entrevistas do grande Sócrates, o filme vai ser exibido apenas em sessões fechadas nesse fim de semana em algumas cidades (saiba mais como comprar seu ingresso pelo site oficial do documentário) e tem pré-estréia gratuita hoje, às 20h, no Museu do Futebol, ali no Estádio do Pacaembu. É só chegar uma horinha antes pra garantir seu ingresso de graça. Olha o trailer, que delírio:
Curta a página no Facebook do documentário aqui, aqui tem o Twitter, aqui o Instagram e aqui o canal do YouTube. E dá uma fuçada porque tem bastante conteúdo!