
Scorsese continua trilhando outra carreira paralela de contador de histórias. Além de autor e cronista da sociedade americana em seus próprios filmes e de crítico em suas séries sobre a história do cinema, ele aos poucos se consolida como o biógrafo oficial do rock clássico. Depois de assinar obras contando momentos importantes de nomes como Bob Dylan, George Harrison e Rolling Stones, o velho Marty agora assume o papel de produtor executivo do documentário que contará a história dos 50 anos do Grateful Dead, a banda psicodélica que forjou o arquétipo de hippie no imaginário norte-americano. “O Grateful Dead era mais do que uma banda”, disse o diretor em uma declaração reproduzida pelo Hollywood Reporter, “eles eram seu próprio planeta, populado por milhões de fãs devotos. Estou muito feliz que esse filme está sendo feito e orgulhoso por estar envolvido.” O filme vai ser dirigido por Amir Bar-Levi (autor dos documentários The Tillman Story, Pintora aos 4 Anos e Re:Generation).


Os espanhóis Ocean Brothers são especialistas em filmar dentro do mar e brincar com “efeitos especiais” produzidos apenas com truques de luz e câmera, sem computação gráfica nem pós-produção. O resultado é incrível.

The Endless River, o inesperado e quase-instrumental disco do Pink Floyd, será lançando do início do mês que vem e a banda segue alimentando seu canal do YouTube. Desta vez, reuniu depoimentos de David Gilmour e Nick Manson sobre as gravações do novo disco e sua relação direta com o disco anterior da banda, The Division Bell, em cujas sessões os teclados inéditos de Ricky Wright, morto em 2008, foram recuperados.



Em plena nova fase de ouro do vinil, todo mundo está convertendo seus arquivos de áudio em caixas caprichadas repletas de discos pretos – quanto mais, melhor. Agora é a Universal que relança todos os discos oficiais do Cream, o mítico power trio de hard rock psicodélico do final dos anos 60, numa só caixa, mantendo a arte original de cada um dos álbuns originais. A saber, são seis: Fresh Cream (1966), Disraeli Gears (1967), o duplo Wheels of Fire (1968) e os póstumos Goodbye (1969), Live Cream (1970) e Live Cream Volume 2 (1972), os dois últimos gravados nas turnês do trio inglês nos Estados Unidos em 1967 e 1968, respectivamente. Live Cream também trará “Lawdy Mama”, gravada em 1967 e nunca lançada oficialmente pelo grupo (à exceção de uma aparição na caixa Crossroads, de Eric Clapton). A caixa já está em pré-venda e chega às lojas no meio de dezembro. Abaixo, a ordem das faixas:

Foram vários os pontos altos do show que Emicida apresentou na semana passada no Sesc Pinheiros: além de repaginar seu último disco e alternar entre o agogô, a caixinha de fósforo e a MPB, Leandro cantou Adoniran Barbosa, Sampa Crew, Código Fatal, resgatou várias antigas que não tocava há eras e puxou para o palco, pela primeira vez, “Papel Rima e Coração“. Mas ninguém acreditou quando ele começou a puxar “Nosso Sonho”, do Claudinho e Buchecha, e todo mundo cantou junto. Foi demais:
Eis os vídeos que fiz do show da quinta-feira.

Dono de um dos melhores discos de 2014 (seu primeiro disco solo Everyday Robots funciona como um resumo de sua carreira), Damon Albarn já está planejando seus passos para o ano que vem. Em entrevista ao Sydney Morning Herald, o líder do Blur disse que já está começando a reativar sua banda de desenho animado Gorillaz para lançar algo em 2016 e diz já ter pronto o disco novo do The Good, The Bad & The Queen, supergrupo que mantém ao lado do guitarrista do Verve Simon Tong, do baixista do Clash Paul Simonon e do baterista nigeriano Tony Allen). Além de não descartar a continuidade do próprio Blur: “Eu imagino que haveria algum tipo de futuro, mas por enquanto não tenho tempo para o futuro – só o presente. Quem sabe?”
