

Em 2010, a pedidos da revista Fact, o produtor londrino Harry Agius, o Midland, havia dado um tapa na singela “Olson“, do Boards of Canada, dando-lhe um groove inexistente na versão original e levando a música para outra dimensão. Agora ele libera sua versão – inclusive pra download – em sua conta no Soundcloud.

Avonmore, o disco mais recente de Bryan Ferry, pode não ter o brilho e o viço dos seus clássicos, mas vem sendo bem tratado especialmente nos remixes. Já toquei aqui o remix do Leo Zero pra faixa de abertura do disco, “Loop de Li”, e agora ele liberou o remix que a dupla Idjut Boys fez para a faixa-título do novo disco – que ficou fino como o que eles já haviam feito anteriormente com “Don’t Stop the Dance“. E se a curva ascendente continuar assim, vamos esperar pelo remix do Todd Terje – afinal eles até gravaram música juntos esse ano…

Primeiro foi o teaser da faixa nova, depois o anúncio do disco novo e agora é a vez do Modest Mouse nos mostrar como ficou a versão final de “Lampshades on Fire”. Aumenta o som!

Senão…

E o canadense David Pimentel, que atende pelo pseudônimo de Pomo, pegou a única música que a dupla AlunaGeorge lançou em 2014 e deu uma bela baixada de bola – sem necessariamente fazer “Supernatural” perder seu groove. Só ficou mais… suave.

Fredrik Wilkingsson, um sueco fanático por Bob Dylan, passou por uma experiência de ouro graças a um reality show. O programa Experiment Ensam (Experimento Só) leva participantes para passar sozinho por situações que normalmente são vividas em multidões e Fredrik foi escolhido para assistir sozinho a um show de Bob Dylan. Além de ser uma experiência emocional intensa, ela ainda cutucou bem os princípios cogitados pelo programa, que fala sobre solidão, sociedade e aceitação social. No show, que pode ser assistido abaixo, Dylan tocou versões para “Heartbeat” de Buddy Holly ,”Blueberry Hill” de Fats Domino e “It’s Too Late (She’s Gone)” de Chuck Wills.

O guitarrista do Radiohead, Jonny Greenwood, segue sua missão de tornar a música erudita mais acessível, rompendo as barreiras entre o clássico e o popular (como eram as coisas antes da música gravada). Desta vez ele topou gravar um episódio do programa Boiler Room – dedicado a sets de DJs e produtores transmitidos ao vivo via internet – com solistas da London Contemporary Orchestra, interpretando composições próprias e outras obras de Messiaen, Steve Reich, Edmund Finnis e Ysaÿe durante a apresentação no Albert Hall de Manchester, na Inglaterra. Ao contrário da maioria das apresentações erudita, o público foi convidado a trocar de lugares durante a apresentação, bater palmas, conversar e até mesmo usar seus celulares (especificamente em “Self Portrait with Seven Fingers” do próprio Jonny) – justamente para romper a aura de sofisticação que hoje repousa sobre a música clássica. “Quando ela se tornou clássica, já não era mais popular. Ao mesmo tempo, as atitudes em relação a ela mudaram: você não pode tossir, você tem de estar sempre no mesmo assento. Isso é bem diferente de como eram as apresentações do passado. Nelas, as pessoas gritavam e a música de câmera era apresentada em bares, com as pessoas bebendo e batendo palmas mesmo antes do final”, conta o cofundador da LCO, Robert Ames. É uma apresentação de tirar o fôlego – mas não do jeito que estamos acostumados…
Jonny Greenwood – “Prospectors Arrive” (da trilha de Sangue Negro)
Jonny Greenwood – “There Will Be Blood” (da trilha de Sangue Negro)
Messiaen – “Vocalise-Étude”
Michael Gordon – “Industry”
Jonny Greenwood – “Self-Portrait with Seven Fingers”
Steve Reich – “Electric Counterpoint”
Jonny Greenwood – “Application 45 Version 1” (da trilha de O Mestre)
Jonny Greenwood – “Miniature”
Edmund Finnis – “Brother”
Jonny Greenwood – “”Sweetness of Freddie” (da trilha de O Mestre)
Ysaÿe – “Sonata No.2: I. Obsession ”
Jonny Greenwood – “Loop”

