
Um dos motivos do sucesso de Guardiões da Galáxia é seu roteiro essencialmente simples contando com personagens coloridos e hilários. Nesse sentido, não é de se estranhar que ele funcione tão bem como um jogo do Nintendinho, como sugere o pessoal do CineFix que fez essa adaptação…
Se ligou na trilha sonora, né?

É muito bom saber que as Sleater-Kinney estão de volta. E pra gravar o primeiro clipe da volta, elas chamaram um monte de amigos (dos comediantes Fred Armisen, Sarah Silverman e Andy Samberg ao Gerard Way do My Chemical Romance, passando pelo J. Mascis do Dinosaur Jr., a multiartista Miranda July e a atriz Ellen Page) para cantar a música em frente à webcam, num vídeo baratíssimo e quase sem a música original.
E na semana passada elas se apresentaram pela primeira vez ao vivo em anos, tocando a faixa “A New Wave” no programa do David Letterman.
Já disse e repito: tomara que alguém as traga pro Brasil. O show deve ser incrível.

Frank Ocean tá que não se aguenta pra lançar música nova. Primeiro foi a vinheta esticada “Memrise”, que lançou no ano passado, como uma espécie de prenúncio de seu próximo disco. E na semana passada ele aproveitou que no último dia 16 a cantora Aaliyah completaria 36 anos se estivesse viva para regravar um clássico do repertório da musa R&B, “At Your Best (You Are Love)“, dos Isley Brothers, que Aaliyah puxou para si. Frank tira os beats, os samples, os vocais de apoio e deixa apenas o piano para acompanhar seu vocal choroso.

Mal Björk anunciou que iria lançar disco novo em 2015 e Vulnicura já vazou. O que poderemos esperar do novo disco de nossa islandesa favorita?


Do mesmo jeito que Twin Peaks aos poucos ensaia sua inusitada volta para 2016, outra série dos anos 90 que foi crucial para tornar a paisagem televisiva mais interessante no século 21 também começa a cogitar sua volta. A Fox anunciou interesse em voltar a fazer novas temporadas de Prison Break, 24 Horas e… Arquivo X! Tanto o criador da série Chris Carter quanto seus dois protagonistas David Duchovny e Gillian Anderson são simpáticos à idéia – e recriar o universo de paranóia e conspiração do seriado original parece fazer ainda mais sentido no século 21. O problema é que tanto Anderson quanto Duchovny têm compromissos com a NBC (David estará num seriado que ainda irá ser lançado chamado Aquarius enquanto Gillian segue na segunda temporada de Hannibal) e os dois só poderiam voltar à Fox caso terminem suas obrigações contratuais. O que não é o caso de Chris Carter, que teve um projeto de série (The After) recentemente dispensado pela Amazon e está mais do que disposto a voltar àquele FBI que encobre contatos de seres humanos com alienígenas. Mas, pensando bem, não seria mais interessante criar novos agentes para voltar a fuçar nas pastas secretas que Mulder descobriu nos anos 90, requentando o tema com novos personagens? Talvez com pontas de Mulder e Scully em vez de simplesmente apelar para o revival? Imagina o Mulder apenas como fonte, só passando informações pela metade sobre casos que assistimos na primeira encarnação da série… Mas, por enquanto, só temos especulações. E torcida, claro.

Dylan continua sua saga de trovador do século 20 e no mês que vem lança mais um disco de canções alheias – no caso, músicas consagradas por Frank Sinatra no disco Shadows in the Night. Já tínhamos ouvido “Full Moon and Empty Arms” no ano passado e agora ele vem com a bucólica “Stay With Me”. Eu sou fã, então já sabem o que achei…

Esta segunda década do século está assistindo a uma mudança drástica na abordagem digital da Amazon, que começa a investir pesado em conteúdo. Depois de ganhar Globos de Ouro com o seriado Transparent, do ano passado, a loja digital segue apostando em suas próprias produções e anunciou que contratou Woody Allen para desenvolver um seriado. “Eu não sei como me meti nessa. Eu não tenho idéias nem sei por onde começar”, disse o diretor em uma declaração à imprensa.
A notícia pode parecer inusitada mas faz todo sentido. Woody Allen passa por altos e baixos justamente por ser um autor prolífico, que não consegue ficar sem filmar por muito tempo (ele dirige praticamente um filme por ano). Ao deixar a telona por uma temporada, ele pode desenvolver uma de suas deliciosas histórias com vários personagens com mais profundidade, misturando tanto o ar fugaz e informal de grande parte de sua obra com o tom mais sério e existencialista de seus filmes consagrados. Ele pode não apenas se dar bem com o novo formato (bem provável) como aspirar mergulhos artísticos ainda mais ousados (coisa que ele já não faz há uns bons… vinte anos?).
Sem contar que é mais um passo rumo à abolição das diferenças as telas em que assistimos essas histórias audiovisuais – afinal, o que impediria a Amazon de passar a primeira temporada de um seriado de Woody Allen… no cinema?

O novo disco de nossa querida PJ Harvey está sendo gravado ao vivo em frente ao público que participar de sua exposição Recording in Progress, que expõe, precisamente, a gravação de seu nono disco. É quase um mês em que ela e seus parceiros musicais Flood e John Parish trabalharão em um estúdio construído na Somerset House, em Londres, entre a sexta passada (dia 16 de janeiro) e o meio do mês que vem (dia 14 de fevereiro). Os ingressos, claro, já estão esgotados.

