
Nosso querido Ryan DeRobertis mudou seu pseudônimo por questões legais – e a partir de agora o disco que aguardamos do Saint Pepsi é, na verdade, o primeiro disco de Skylar Spence. O nome – que batiza uma das músicas de seu excelente Hit Vibes, de 2013 – é uma mistura do prenome do personagem de Drew Barrymore e do sobrenome do personagem de Edward Norton no musical de Woody Allen Todos Dizem Eu Te Amo, que também foi usado no vídeo de anúncio da mudança de nome:
Aliás, se você ainda não ouviu o Hit Vibes, tá dando mole…

Às vésperas de lançar o novo disco do Chromatics, Johnny Jewel continua esvaziando seu HD em sua conta do Soundcloud, liberando faixas inéditas tanto de sua principal banda quanto de projetos individuais ou paralelos como Desire, Glass Candy e Simmetry. Na página do Facebook da banda, ele libera para download por blocos, em arquivos zipados. E é cada pérola…
É só ficar de olho no Soundcloud dele…

O nova-iorquino Matthew Anthony Belanger deu um jeito de “Brooklyn Baby”, da nossa querida Laninha, funcionar bem na pista. Ficou mais quadradona, mas desce bem, saca só:

Repostei outro dia uma versão editada do clássico discurso de David Foster Wallace “This is Water” em inglês e o Jader avisou que eles já tinham traduzido lá no Papo de Homem. Pois reposto essa tradução aqui:
Todas as experiências pelas quais vocês passaram tiveram, sempre, um ponto central absoluto: vocês mesmos. O mundo que se apresenta para ser experimentado está diante de vocês, ou atrás, à esquerda ou à direita, na sua tevê, no seu monitor, ou onde for. Os pensamentos e sentimentos dos outros precisam achar um caminho para serem captados, enquanto o que vocês sentem e pensam é imediato, urgente, real. Não pensem que estou me preparando para fazer um sermão sobre compaixão, desprendimento ou outras “virtudes”. Essa não é uma questão de virtude – trata-se de optar por tentar alterar minha configuração padrão original, impressa nos meus circuitos. Significa optar por me libertar desse egocentrismo profundo e literal que me faz ver e interpretar absolutamente tudo pelas lentes do meu ser.
Estou certo de que vocês já perceberam o quanto é difícil permanecer alerta e atento, em vez de hipnotizado pelo constante monólogo que travamos em nossas cabeças. Só vinte anos depois da minha formatura vim a entender que o velho clichê de ‘ensinar os alunos como pensar’ é, na verdade, uma simplificação de uma idéia bem mais profunda e séria: aprender a pensar na verdade significa aprender a exercer algum controle sobre como e o que você pensa. Significa estar consciente e atento o suficiente para escolher ao que você presta atenção e para escolher como você constrói significado a partir da experiência. Porque se vocês não puderem fazer esse tipo de escolha na vida adulta, estarão em apuros.
Acredito que a essência de uma educação na área de humanas, eliminadas todas as bobagens que vêm junto, deveria contemplar o seguinte ensinamento: como percorrer uma confortável, próspera e respeitável vida adulta sem já estar morto, inconsciente, escravizado pela nossa configuração padrão – a de sermos singularmente, completamente, imperialmente sós.
Claro que nada disso é provável, mas tampouco é impossível. Tudo depende do que vocês queiram levar em conta. Se estiverem automaticamente convictos de conhecerem toda a realidade, vocês, assim como eu, não levarão em conta possibilidades que não sejam inúteis e irritantes. Mas, se vocês aprenderam como pensar, saberão que têm outras opções. Está ao alcance de vocês vivenciarem uma situação ‘inferno do consumidor’ não apenas como significativa, mas como iluminada pela mesma força que acendeu as estrelas.
Relevem o tom aparentemente místico. A única coisa verdadeira, com V maiúsculo, é que vocês precisam decidir conscientemente o que, na vida, tem significado e o que não tem.
Nas trincheiras do dia-a-dia, não há lugar para o ateísmo. Não existe algo como ‘não venerar’. Todo mundo venera. A única opção que temos é decidir o que venerar. E o motivo para escolhermos algum tipo de Deus ou ente espiritual para venerar – seja JC ou Alá, seja Jeová ou a Deusa Mãe Wicca, ou as Quatro Nobres Verdades, ou algum conjunto inviolável de princípios éticos – é que todo outro objeto de veneração te engolirá vivo. Quem venerar o dinheiro e extrair dos bens materiais o sentido de sua vida nunca achará que tem o suficiente. Aquele que venerar seu próprio corpo e beleza, e o fato de ser sexy, sempre se sentirá feio – e quando o tempo e a idade começarem a se manifestar, morrerá um milhão de mortes antes de ser efetivamente enterrado.
No fundo, todos nós já sabemos de tudo isso. É o que está no coração de mitos, provérbios, clichês, epigramas e parábolas. Ao venerar o poder, você se sentirá fraco e amedrontado, e precisará de ainda mais poder sobre os outros para afastar o próprio medo. Venerando o intelecto, sendo visto como inteligente, acabará se sentindo burro, um farsante na iminência de ser desmascarado. E assim por diante.
Mas a parte traiçoeira destas formas de adoração não é que elas sejam ruins ou pecaminosas – é que elas são inconscientes. Elas são configurações padrão. São o tipo de veneração em direção à qual você vai gradualmente se acomodando, dia após dia. Você se torna mais seletivo em relação ao que quer ver, ao que valorizar, sem nem mesmo se dar conta de que esta fazendo escolhas.
O chamado ‘mundo real’ não o desencorajará de operar na configuração padrão, porque o chamado ‘mundo real’ dos homens e dinheiro e poder cantarola alegremente numa poça de medo e raiva e frustração e desejo a a veneração que cada um faz de si mesmo. A nossa cultura consegue canalizar essas forças de modo a produzir riqueza, conforto e liberdade pessoal. Ela nos dá a liberdade de sermos senhores de minúsculos reinados individuais, do tamanho de nossos crânios, onde reinamos sozinhos.
Esse tipo de liberdade tem suas vantagens. Mas existem outros tipos de liberdade. Sobre a liberdade mais preciosa, vocês pouco ouvirão no grande mundo adulto movido a sucesso e exibicionismo. O tipo de liberdade que realmente importante envolve atenção, consciência, disciplina, esforço e capacidade de efetivamente se importar com os outros, repetidamente, numa miríade de maneiras triviais e sem glamour, todos os dias. Isso é liberdade de verdade. Isso é ser educado, e compreender como pensar.
É sobre o valor real de uma educação real, que não tem quase nada a ver com conhecimento, e tudo a ver com simples consciência; consciência do que é tão real e essencial, tão oculto à vista de todos nós, o tempo todo, que nós temos que ficar lembrando a nós mesmos, de novo e de novo: ‘Isso é água. Isso é água.’
É inimaginavelmente difícil fazer isso, ficar consciente e vivo no mundo adulto, um dia após o outro. O que significa que outro grande clichê também é verdade: a sua educação realmente é o trabalho de uma vida toda. E começa agora. Eu desejo a vocês muito mais que sorte.”

Apesar da chamada da TV Câmara pegar só o factóide (“a suspensão do carnaval 2015“), o que o vereador Gilberto Natalini (PV) fala é seríssimo: por que o governo de São Paulo não está na televisão pedindo para que as pessoas economizem água?
O apocalipse Alckmin Dead está vindo aí…

Depois de passar 2014 brincando de dance music com o projeto Les Sins, Chaz Bundick volta a dar notícias como Toro y Moi. E logo no início do ano ele já anunciou que What For?, seu quarto disco em estúdio, deve sair em abril. O primeiro single, “Empty Nesters” mostra que ele está indo além do funk e da disco music, incorporando guitarras, um brilho power pop e um quêzinho de psicodelia sessentista, numa faixa bem ensolarada.

O disco novo do Gang of Four – What Happens Next – está programado para o mês que vem e entre as participações especiais, há duas faixas com a vocalista Alison Mosshart, do Kills. “England’s In My Bones” não é tão aguda e urgente quanto a “Broken Talk” que eles mostraram no ano passado, mas tá lá a indefectível guitarra ruidosa de Andy Gill.

Que delícia essa bordoada do maestro italiano Giorgio Moroder para os vocais deliciosos de Kylie Minogue. Essa “Right Here, Right Now” tá prontinha para a pista, é só espalhar…

