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Loki

psicoacustica

Aproveitando o relançamento dos três primeiros vinis do Ira!, o site Azoofa (esse nome é muito feio, broder) fez uma longa entrevista com o Nasi, que comentou sobre a relação do Psicoacústica com o nascimento do mangue beat:

“Foi um disco que decepcionou não só as rádios e a gravadora, mas também parte da crítica, que classificou o Psicoacústica como um disco pretensioso. Tipo: ‘Quem são esses caras aí pra misturar maracatu com rap e rock?’. Até hoje vejo o cara que falou isso aí assinando diversas resenhas. Mas de certa forma, despretensiosamente, Advogado do Diabo acabou sendo a base do manguebeat. Não que fizemos a música e dissemos: “Estamos aqui inaugurando o manguebeat!”. Não, mas eu falei pro André: “Você é pernambucano, conhece a levada do maracatu, faz no pandeiro! Vamos fazer um rap, vamos colocar guitarra, um scratch!” Na época eu chamei o Thomas Pappon, ex-baterista do Voluntários e que hoje é jornalista da BBC, pra fazer o release do Psicoacústica. Ele fez um release todo cheio de frescura, mas um outro jornalista me disse que o Thomas riu pra caralho do disco, que achou uma bosta! Lembro de ir com o André na casa dele, picar o release e jogar na cara dele. Vai se fuder, você não e obrigado a gostar! Se você não gostou, não faz um release falando da rebimboca da parafuseta! Tudo isso é só pra dizer que é um disco que não passou batido! (…) Quando nós conhecemos o Chico Science, não existia Nação Zumbi. Conheci o Chico quando ele tinha o Loustal ainda (embrião da Nação Zumbi, formada em 1989 por ele, Lúcio Maia e Dengue). Ele trabalhava, inclusive, num balcão da Vasp, ainda! Eu já trabalhava com rap e ele veio falar, certa vez: ‘Sou fã de rap, gosto do Thaíde, que você produziu…’.”

Leia a entrevista inteira lá no site deles.

noites3abril2015

Vamos começar abril chacoalhando os quadris e cantando sem parar? Recepcionamos o novo mês e o outono ao receber as meninas do Batom Vermelho. Mesmo desfalcadas de Renata Miranda, que agora é mestra no velho continente, Camila Regis e Giovana Sanchez reúnem clássicos do rock, pérolas indies e hits pop que fazem jus à ja tradicional discotecagem no inferninho da rua São Luiz. Vem dançar com a gente!

Noites Trabalho Sujo apresenta Batom Vermelho
Com Alexandre Matias, Camila Regis e Giovana Sanchez
Sexta-feira, 3 de abril de 2015
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

O encontro foi tão épico que além do selfie com David Lynch, o vocalista dos Flaming Lips também postou uma foto dele tirando o selfie com o cineasta lóki.

…doin selfie with David Lynch!!!!! Such a Coool motherfucker!!! So glad I got to be part of his thing!!!!!

Uma foto publicada por Wayne Coyne (@waynecoyne5) em

4:20

rayeyes

leftfield-2015

Eis outra novidade de 2015: o Leftfield, clássica dupla eletrônica dos anos 90 que voltou à ativa como o projeto solo de um de seus integrantes Neil Barnes, irá lançar seu primeiro disco desde Rhythm and Stealth, de 1999. Alternative Light Source deverá ser lançado em junho e o grupo já antecipou o bate-estaca com a faixa “Universal Everything”.

camelo

Aproveitando sua vinda para o Brasil com a Banda do Mar, Marcelo Camelo, que está morando em Lisboa com Mallu Magalhães, lança sua primeira faixa solo desde o novo projeto com a jovem musa. A instrumental “Pazpazpazpazpazpaz” tem as mesmas influências de western spaghetti e surf music da Banda do Mar, mas as motivações são diferentes, como ele explicou no Facebook:

“Essa vai pra quem ja foi agredido, violentado na sua individualidade. Pra quem já teve no seu corpo, morada da alma, a presença imposta por alguém mais forte, mais oportuno, mais violento. Às mulheres, gays, travestis, crianças, homens. Ao rapaz de São Carlos na capa da Uol. Aos homossexuais espalhados por todo país. Aos pobres, ricos, grandes e baixos, fortes e fracos. A todos que um dia perderam a autonomia irrevogável do seu próprio corpo pra alguém que sentiu-se neste direito. Essa vai pra que não tenhamos vergonha. A vergonha não é sua. Não tenham vergonha. Não tenham vergonha do que sofreram. Não tenham vergonha diante do seu agressor, nem diante dos que fazem piada da sua dor, do seu medo, dos que aproveitam da sua história pra rir por alguns minutos e se imaginam fora e acima dos problemas.
Existe um lugar melhor nesse mundo e é pra lá que estamos indo.
Vamo?”

4:20

maldito

trackers2abril2015

ANALÓGICODIGITAL – TRABALHO SUJO + VENENO SOUNDSYSTEM
Madrugada da Paixão – Quinta, 2 de abril de 2015 – Véspera de feriado
Só entra qm mandar nome para o email noitestrabalhosujo@gmail.com

A última vez que conduzimos nosso experimento de concentração de boas vibrações durante uma madrugada era terça-feira de carnaval e recebíamos 2015 no antológico reencontro gongórico das forças telúricas das Noites Trabalho Sujo e do Veneno Soundsystem revivendo as célebres noites ANALÓGICODIGITAL na rediviva Associação Brasileira de Empresários de Diversões no centro da maior cidade da América do Sul. Passada a quarentena, nos reencontramos mais uma vez para mais uma virada noturna de delírio e prazer desenfreados, quando os arqueólogos do registro sonoro em bolachas pretas Ronaldo Evangelista e Peba Tropikal recebem a ilustre presença do jovem mestre Yoka, do clã Somatória do Barulho, e o quarteto das Noites Trabalho Sujo Alexandre Matias, Babee, Danilo Cabral e Luiz Pattoli mais uma vez se unem para contar a segunda década do século passado reativando a memória afetiva de gerações. Para participar desta nova madrugada da paixão não esqueça de inscrever-se pelo endereço de correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com, única possibilidade de ingresso nesta transição épica de felicidade em movimento.

ANALÓGICODIGITAL – MADRUGADA DA PAIXÃO 2015
Noites Trabalho Sujo (Alexandre Matias, Babee, Danilo Cabral e Luiz Pattoli) conta a história da música pop em ordem cronológica e Veneno Soundsystem (Peba Tropikal e Ronaldo Evangelista) recebem Yoka (Somatória do Barulho)
Quinta, 2 de abril de 2015
A partir das 23h30
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com

sticky-fingers

Os Rolling Stones estão preparando uma reedição remasterizada para um de seus maiores clássicos, o pegajoso Sticky Fingers, que já está em pré-venda em diversos formatos diferentes e com um monte de versões alternativas e extras. Entre eles está essa incrível aparição acústica de uma das baladas mais cruéis da banda, “Wild Horses”. Clássico é isso aí!

ffs-piss-off

E eis que surge a primeira faixa do projeto paralelo do Franz Ferdinand com a velha dupla new wave Sparks – e o resultado é bem previsível, embora isso não seja propriamente um demérito. Ao associar-se com os Sparks, a banda escocesa quis sublinhar uma série de elementos em sua própria sonoridade que tinham em comum com o grupo dos anos 80 e a primeira música do FFS, chamada escrotamente de “Piss Off”, é uma espécie de Monty Python oitentista em forma de canção pop. O que parece indicar um caminho possível para o novo trabalho – algo mais voltado para a diversão dos integrantes das duas bandas do que para tentar reinventar a roda da música pop em pequenas teses disfarçadas de singles. Talvez seja melhor assim.