Favorito da casa, o ilustrador curitibano remixa clássicos do Banksy usando personagens da Disney e da Hanna Barbera…
E os grafites viraram até até um livro de colorir! Fictício, por enquanto:
Eis a primeira faixa do novo disco do Goblin Rebirth, uma das três bandas que sobrevive da fama de um dos grupos mais importantes do rock progressivo italiano, o Goblin, que alcançou fama mundial ao musicar os primeiros experimentos do mestre Dario Argento com o cinema de horror. A longa “Book of Skulls” começa com uma groove funk com um pé no Black Sabbath que, com solos de teclados que aos poucos vão acelerando o ritmo rumo uma perseguição anos 80 com guitarras que passeiam do drama David Gilmour no final do Pink Floyd aos delírios progressivos que Steve Harris proporcionava às guitarras do Iron Maiden. Uma longa faixa instrumental que intercala momentos empolgantes e outros bregaços – às vezes ao mesmo tempo – que mostram que a banda vai além de um mero cover de si mesma.
Bem boa essa música nova do Foals, “What Went Down”, que também batiza o próximo disco da banda, que vai ser lançado no finzinho de agosto. Aumenta o som!
A capa e a ordem das faixas estão aí!
“What Went Down”
“Mountain At My Gates”
“Birch Tree”
“Give It All”
“Albatross”
“Snake Oil”
“Night Swimmers”
“London Thunder”
“Lonely Hunter”
“A Knife In The Ocean”
Há quatro anos os suecos do Radio Dept. atingiram sua maturidade musical com o excelente Clinging to a Scheme, mas desde então só deram notícia quando lançaram a faixa “Death to Fascism” na época das eleições em seu país, no fim de 2014. Mas 2015 os traz de volta, a princípio com um EP de três faixas, que antecipa o lançamento de um disco para o fim do ano. E a faixa-título do novo disco, Occupied é um transe indie-dance daqueles que só eles sabem fazer…
O velho 007 vai muito além do mítico Dry Martini, como vê-se nesse infográfico:
Vi aqui.
A dupla nova-iorquina Ratatat continua preparando o terreno para a chegada de seu novo disco, chamado Magnifique, que será lançado no mês que vem. Agora é a vez de “Abrasive”, que chega com guitarras em riste e um clipe minimalista sobre o movimento.
Um dos discos que eu mais estou esperando desse ano é o segundo trabalho do ex-Saint Pepsi Ryan DeRobertis, que agora atende por Skylar Spence. E ele anunciou que o disco sai no segundo semestre com mais uma inédita, a irresistivelmente narcisista “Can’t You See”, em que o próprio autor explica-se em um único verso (“I slowed down some music and called myself an artist” – “desacelerei umas músicas e me chamei de artista”).
Hit prontinho, dizaê. O disco chama-se Prom King e abaixo segue a capa e a ordem das músicas.
“Intro”
“Can’t You See”
“Prom King”
“I Can’t Be Your Superman”
“Ridiculous!”
“Fall Harder”
“Bounce Is Back”
“Affairs”
“All I Want”
“Cash Wednesday”
“Fiona Coyne”
Gabriela Deptulski abriu um portal intertemporal no sábado passado na Casa do Mancha. Seu My Magical Glowing Lens pode ter começado como um promissor projeto shoegaze num quarto em Colatina, no Espírito Santo, apenas com um computador, uma guitarra e vários pedais, mas ela está inconscientemente traçando um cânone desprezado por muitos ao fazer a conexão entre duas vertentes hoje clássicas no rock: a era de ouro dos anos 60 e a era pós-punk dos anos 80.
O fato do My Magical Glowing Lens não ser mais só Gabriela e sim uma banda com baixo, guitarra, teclado e bateria reforça essa conexão, mas ela já estava nos solos de guitarra da cantora e compositora, que embora sussurrasse sob camadas de microfonia seguindo a escola de bandas como Cure, Echo & the Bunnymen, Jesus & Mary Chain e My Bloody Valentine, já ecoavam sombras de Eric Clapton, Syd Barrett, Jimi Hendrix e Robbie Krieger.
A transformação do MMGL em banda conta com a aproximação do grupo The Single Malt, de Vila Velha, uma banda claramente com referências sessentistas e o diálogo do trio com a vocalista e guitarrista está engatando bem. O guitarrista Raími Leone funciona como contraponto perfeito para os solos de Gabriela, puxando bases hipnóticas ou improvisando solos de outra natureza, mais blues que psicodélica. Alternando ente o baixo e o teclado (onde faz as linhas de baixo), Pedro Moscardi deixa evidente as referências do início do rock pesado, ecoando Jack Bruce, Glen Hughes, John Entwistle e até Geddy Lee. Só o baterista Rafael Borges destoa do grupo, não por falta de afinidade e sim por excesso – ao esmurrar seu kit como um Keith Moon, ele perde a sutileza de seu instrumento nas partes que requerem mais intensidade do que força, mas nada que comprometa a apresentação.
A conexão entre as duas vertentes musicais – rock clássico e indie rock – pode ter sido acionada via Kevin Parker – é evidente a influência do guitarrista do Tame Impala no trabalho de Gabriela, mas ela é mais negada pelos fãs do que pelos músicos: o Jesus & Mary Chain se descrevia como o cruzamento de Stooges com “Be My Baby” e Beach Boys, o Echo & the Bunnymen venerava os Doors e o Cure gravou “Purple Haze” do Jimi Hendrix. Ao cutucar nessa ferida, o My Magical Glowing Lens pode estar começando uma utopia do indie rock brasileiro dos anos 90. Quem esteve lá sabe.
Filmei todo o show, saca só:
Jurassic World fez história no fim de semana com a estreia mais bem sucedida da história do cinema (meio bilhão de dólares, ninguém poderia prever isso), mas um fã cogitou uma teoria sobre o primeiro e o novo filme da série dos dinossauros que poderia explicar como o personagem de Chris Pratt começou a respeitar os velocirraptores. Escrevi sobre isso lá no meu blog no UOL.
Depois do excelente disco acústico Morning Phase, Beck volta para o groove e para a guitarra elétrica com a primeira faixa de um álbum ainda sem título nem data de lançamento, “Dreams”. Segue a média do cara, que é alta.











