
O Daft Punk acabou mesmo? Porque vez por outra a dupla francesa aparece com algo pra que a gente não esqueça de sua existência – e desta vez, em parceria com a marca Pleasure, o grupo lança uma série de produtos, que vão de peças de vestuário a suportes de livros, bola de futebol, carteira e até um jogo de dardos. Uma boa ação de marketing, mas será que vai vir além disso?
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Um festival de jazz com Dom Salvador, Rosa Passos, João Bosco, Vanessa Moreno e Michael Pipoquinha, Banda Black Rio, Chico César e Fabiana Cozza, Egberto Gismonti, entre outros músicos. Melhor: de graça. Esse é o Cerrado Jazz Festival, que acontece em na Caixa Cultural de Brasília, entre os dias 7 e 10 de agosto desse ano, e mostra como é possível fazer festivais sem precisar apelar pra nomes gigantescos, hypes da vez e dezenas de artistas. Coisa fina.
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Lembra que o Kevin Parker tocou uma música inédita do Tame Impala quando discotecou em Barcelona na época do festival Primavera Sounds? Pois ele abriu a semana postando uma galeria de fotos em seu Instagram que, ao que tudo indica, acompanha o processo de produção do novo álbum – de cenas no estúdio a fotos de divulgação, passando por encontro com amigos e listas do que deveria ser feito, além do barrigão de sua companheira Sophie Lawrence, que espera o segundo filho do casal – escrevendo “estive ocupado” na legenda. Nesta terça ele atualizou seu site com uma paisagem estéril com um link para quem quiser deixar seus contatos para saber das novidades em cima da hora. Por isso prepare-se que o quinto disco do Tame Impala vai vir de uma hora pra outra.
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Outra segunda-feira com os Kartas no Centro da Terra e de novo entramos num território desconhecido, desta vez selvático e silvestre, com o grupo invocando características caóticas da natureza entre chocalhos, tambores, apitos e corpos em movimento, que começaram a noite com entrada de Herika Reis Kohl e Nova Buttler em tríade com a vocalista Marcela Mara. À medida em que adentrávamos no abismo percussivo, aos poucos revelava-se a voz e o berimbau de Paola Ribeiro, o pulso e timbres de Cacá Amaral e Paula Rebellato e o sopro de Eldra, acompanhando o quarteto central – Mara, Zozio, Guilherme Paz e Karin Santa Rosa (além da pequena Cora, sempre à espreita) – que dividiram-se entre batuques e guizos, baixo e rabeca, tambores e pratos, sempre abrindo clareiras mentais no breu cênico lindamente iluminado por Mau Schramm e interrompido uma única vez, com a entrada autoritária do drone ambient ativado pela instalação sonora de Gustavo Torres, num ótimo contraponto às fronteiras “indomesticáveis”, como repetia Mara na parte final, que tomaram conta da noite.
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Não é novidade que os gerentes do poder público paulista sempre se posicionam de forma agressiva quando artistas que se colocam politicamente contra o posicionamento ideológico do governador ou do prefeito da vez e desta vez a vítima foi a banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, que fazia um show de graça na Praça do Patriarca dentro da programação do dia do rock promovida pela prefeitura de São Paulo, na sexta-feira, e foi vítima de censura. Primeiro desligaram o telão da banda que mostrava números sobre a situação dos moradores de rua na cidade e a bandeira do estado palestino, entre outras mensagens, e depois o próprio microfone da Sophia, que, como é de costume, não deixou barato e partiu pra cima, mesmo sem som.

Também não é novidade que a banda está apertando cada vez mais a questão política em seus shows, desde o uso constante que a vocalista faz de um keffiyeh enrolado no pescoço ao próprio uso do telão – como fizeram em sua apresentação no Lollapalooza deste ano, exigindo a prisão de Bolsonaro – como ferramenta de protesto, compondo inclusive músicas que tocam especificamente nesta questão, como as inéditas que apresentaram pela primeira vez neste primeiro grande festival, transmitido pela TV. E que bom que eles estão dando a cara – todo artista tem que se posicionar politicamente! Logo depois da censura, Sophia soltou um vídeo deixando bem clara sua posição política e botando o dedo na cara do prefeito Ricardo Nunes. “A gente não foi contratado pelo prefeito, a gente foi contratado pela prefeitura, a prefeitura é dinheiro de todos nós, povo de São Paulo”, reclamou em vídeo divulgado em contas de Instagram, antes de ameaçar de volta: “Eles acharam que iam calar a gente agora fazendo esse tipo de coisa, mas eles criaram um monstro que vai ser a nossa resposta”, continuou Sophia, que arrematou, que “não vão silenciar o rock, porque o rock é transgressor e propõe mudanças. Sejamos radicais”
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Ana Frango Elétrico começa a despedir-se de seu Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua e além de uma série de shows marcada para o início do semestre, ele resolveu marcar essa fase final do seu terceiro álbum lançando dois singles – a versão de ‘Não Tem Nada Não” que ela tem tocado nos shows (agora com a presença do próprio autor, Marcos Valle) e uma música inédita, a deliciosa “A Sua Diversão”, que ela lançou de súbito no fim desta semana. Sente o drama abaixo: Continue

Picles lotado na comemoração de dois anos do Inferninho Trabalho Sujo em plena quarta-feira, graças ao showzão que Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo fizeram. O quarteto, que tocou na edição de inauguração da festa naquele mesmo palco dois anos atrás, passou músicas de seus dois discos em versão fulminante, aproveitando a melhor sensação proporcionada pela festa, quando público e banda se fundem num mesmo organismo – sempre em êxtase. E ainda tocaram música nova! Foi demais! E semana que vem trago novidades pois estou só começando o terceiro ano do Inferninho…
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Um dos principais nomes da história do hip hop pouco a pouco está voltando à ativa, já prometeu disco novo para esse ano e anuncia oficialmente sua vinda ao Brasil para três shows nesta quinta-feira, como pude antecipar em primeira mão. O De La Soul deixou de ser um trio para tornar-se uma dupla após a passagem do fabuloso MC Trugoy the Dove em 2023, mas mantém-se como uma unidade sólida quando os remanescentes Posdnuo e Maseo seguiram fazendo shows, coordenando relançamentos (como a edição especial do disco The Grind Date, que lançaram em 2004, e comemoraram 20 anos depois) e, às vésperas de mais uma vinda para o Brasil, preparam o lançamento de um novo álbum. A dupla vem ao país em outubro e fará shows em São Paulo (dia 2, no Áudio), Curitiba (dia 3 na Pedreira Paulo Leminski) e Rio de Janeiro (dia 4, no Vivo Rio). Os ingressos começarão a ser vendidos no início da semana que vem – e rola um papo que eles vêm acompanhado de um nome igualmente pesado na história do rap… Quem será?

Tocando para uma casa cheia, Marcos Suzano mostrou que não precisa de muito para criar um universo. Apresentando seu espetáculo Suzano San Duo no Centro da Terra, ele entregou-se ao improviso rítmico por mais de uma hora de transe hipnótico ao lado de seu comparsa de groove, Guilherme Gê, que disparava efeitos enquanto pilotava teclados e synths. A apresentação começou com Suzano só ao berimbau, como se saudasse o público sem interferência eletrônica. Mas logo que chamou Gê para o palco, entrou numa frequência contínua de loops que gravava a partir de levadas feitas ao pandeiro ou tocando com as mãos os pads do instrumento de percussão eletrônica HandSonic e a superfície sensível do enorme sensor de tato do ATV aFrame, conduzindo o público para rodas de samba que se transformarvam em grooves retos próximos do techno e da house, improvisos de free jazz polirrítmico ou delírios puramente prog, numa noite em que a percussão era protagonista com toda excelência de linguagens. Ao final da apresentação, ele trouxe uma releitura para “Samba Makossa” de Chico Science & Nação Zumbi ao pandeiro, no único número que cantou em todo o show. Foi demais.
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Enorme satisfação em receber o renomado percussionista Marcos Suzano pela primeira vez no palco do Centro da Terra, para onde traz sua apresentação Suzano San Duo, em que divide a noite com Guilherme Gê. Os dois embarcam numa viagem percussiva que sai de instrumentos clássicos como pandeiro e berimbau para ferramentas eletrônicas rítmicas como HandSonic e ATV aFrame, experimentando ritmos afrobrasileiros em loops e bases que passeiam por diferentes searas musicais, sempre voltando para a base do percussionista carioca, as mil facetas do samba. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.
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