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Loki

Charli XCX fez o último show da turnê de seu disco Brat nessa sexta-feira, em Seul, na Coréia do Sul. Parece que agora o verão Brat chegou mesmo ao fim. Mas ao mesmo tempo ela lançou o primeiro teaser sobre seu próximo projeto, o documentário fake The Moment sobre a ascensão de uma cantora pop, escrito e dirigido pelo escocês Aidan Zamiri, que estreia na direção de um longa depois de dirigir clipes (como “360” da própria Charli e “Birds of a Feather” da Billie Eilish), que ainda terá participações de Alexander Skarsgård, Rosanna Arquette, entre outros. O teaser mostra apenas uma claquete com o nome do filme dando início a uma gravação, o que parece marcar que a partir de agora esse é o assunto da nossa querida XCX. Vamos ver… Continue

O King Gizzard & The Lizard Wizard não para! Depois de ter lançado o melhor disco de 2025 até agora – o inacreditável Phantom Island – e de ter tirado seus discos do Spotify, eles seguem fazendo shows intermináveis e barulhentos com uma agenda intensa desde maio deste ano. E acabaram de premiar o público que foi vê-los na primeira noite do seu próprio festival – Field of Vision, em Buena Vista, nos EUA, em que prometerem shows de três horas em cada uma das noites – com uma participação especialíssima, ao convidar ninguém menos que Jello Biafra para dividir o palco com eles na clássica “Police Truck”, dos Dead Kennedys. Vestindo uma camiseta pró-Palestina, Jello, em ponto de bala, encerrou a apresentação chamando o grupo de sua banda favorita, além de gritar “Palestina livre e fuck the police!”. Bora!

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Saiu a divisão por dias do festival chilenos Primavera Fauna e a gente ainda sem saber se o Weezer toca em qual festival aqui, se vai ter mesmo Massive Attack no Brasil e se algum herói pode trazer o Mogwai pra nossa área… Dá vontade de ir pra Santiago, diz aí.

Mais um Inferninho Trabalho Sujo no Porão da Casa de Francisca e aos poucos vamos engatilhando a festa nesse icônico palco da cidade, cuja localização subterrânea e as frondosas cortinas vermelhas sempre premiam a noite com aquela atmosfera lyncheana. Dessa vez reuni Mundo Vídeo e Dadá Joãozinho na mesma noite, inaugurando a parceria desses dois artistas que logo lançarão um material conjunto que foi apresentado pela primeira vez nessa sexta-feira. A noite começou com a apresentação enxuta e direta do Mundo Vídeo, Gael Sonkin e Vítor Terra digladiando guitarras como se jogassem videogame, disparando bases eletrônica – por vezes frenéticas, outras mais relax – para cantar sobre dramas emocionais do dia a dia. O público foi enchendo o porão e curtindo o primeiro show e aos poucos se preparava para a segunda parte da noite…

Depois foi a vez de Dadá Joãozinho fazer sua apresentação para antecipar o encontro dos dois artistas, que aconteceria no final da noite. Mas como Vítor Terra já está na formação da banda de Dadá – ao lado de Bruno Mamede (sopros), Éverton Santos (baixo), Filipe Castro (percussão) e João Viegas (teclados) -, Gael Sonkin subiu junto com essa banda desde a primeira música e o encontro de Dadá com Mundo Vídeo começou a partir do show do primeiro. O rapper carioca começou o show com sangue nos olhos, provocando o público para dançar e bater cabeça de uma forma insistente, enquanto apresentava músicas de seus dois discos e uma versão para “Nunca Vi Você Tão Triste” de Zeca Pagodinho, além de convidar Popoto, vocalista da banda Raça, para subir no palco e dividir os vocais de “Olha Pra Mim”, single que lançou no fim do ano passado. O show cresceu ainda mais quando, em sua parte final, os dois artistas mostraram as primeiras composições inéditas pela primeira vez ao vivo, fazendo todo mundo entrar em suas frequências. Onda boa.

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Em mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Porão da Casa de Francisca, reúno dois novos nomes da atual cena musical brasileira que estão começando um trabalho conjunto. O artista Dadá Joãozinho, de Niterói, transcende estilos e passeia por gêneros musicais distintos como rock, samba, pop, jazz, hip-hop, soul e MPB trazendo a cada faixa um retrato de múltiplas temporalidades, cruzando passado, presente e futuro, misturando repertórios de seus discos Tds Bem Global (este também lançado pelo selo californiano Innovative Leisure) e 1997. Já a dupla carioca Mundo Vídeo mistura informações desconexas – que vão do rock à trilha sonora de videogame, passando por música brasileira, rock clássico, reggae, hyperpop, pós-punk e funk – de forma frenética, transformando seu show num ataque aos sentidos, que deu origem ao disco Noite da Lua Torta, lançado pelo selo Balaclava no ano passado. Os dois artistas estão prestes a lançar um EP conjunto e nesta apresentação farão seu primeiro show experimentando um novo repertório, tocando juntos além de fazer seus dois shows isolados, antecipando a parceria. Antes e depois dos shows, eu mesmo discoteco abrindo e fechando a noite. Os ingressos estão à venda neste link.

Depois de celebrar seu cinquentenário no ano passado reunindo Lauryn Hill, Yg Marley, Wyclef Jean, Jimmy “Bo” Horne, Mano Brown, Criolo, Rael e Sandra de Sá no estádio do Palmeiras, a mitológica equipe de bailes paulistana Chic Show acaba de anunciar a segunda edição de seu festival, que acontece no dia 6 de dezembro no estádio do Pacaembu – e entre os nomes já anunciados estão um elenco estelar que inclui Jorge Ben, Mano Brown (comemorando os dez anos de seu Boogie Naipe – pois é! -, além de puxar alguns hits dos Racionais), Arrested Development, Zapp, Luciana Mello e os DJs Puff, Grandmaster Ney, Luciano e Preto Faria, mas ainda há interrogações no cartaz que garantem pelo menos mais uma atração a ser anunciada. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 23 a partir das 10h pelo site da Ticketmaster. Nada mal…

Pelados em Contato


(Foto: Gabriela Luiza Bernal/Divulgação)

Os Pelados estão vindo! Um dos principais novos grupos indies de São Paulo já marcou a data de lançamento de seu terceiro disco, que se chamará apenas Contato e verá a luz do dia no próximo dia 21 – isso mesmo, deste mês! Nesta terça-feira eles começaram uma contagem regressiva em que anunciam o nome das músicas (com títulos como “Planeta Oxxo”, “Não Sei Fazer Refrão”, “WhatsApp 2”, “Boy, So Confusing (Lauiz e Doutor Smirnoff enfrentam seus fantasmas no planeta XCX)”, “Star Trek: O Primeiro Contato” e “Instruções para Descongelar Gilberto Gil no Espaço”), além de fazer referências de Luka Modrić (quem conhece sabe), Alpha Zero e Stockfish, reforçando não apenas a natureza pop do próximo disco como esse inusitado pé na ficção científica – além de oficializar duas participações especiais, Felipe Vaqueiro (o vocalista dos Tangolo Mangos) e Tom Caffé (que também toca na Fernê, outra banda do Theo e da Manu – aliás, tá na hora daquele show anual, hein…).

Veja abaixo o nome das músicas: Continue

“Quanto mais escura a noite, mais claro fica o que tem por dentro.” Rita Oliva atravessou a metade de sua temporada Em Brisas nesta segunda-feira no Centro da Terra, quando pela primeira vez deixou sua persona Papisa ser levada para o território do texto falado, entregando-se à poesia guiada pelo poeta Bobby Baq, único convidado desta noite. Além do texto – que incluía com poemas de Marina Colasanti, Clarice Lispector, Yoko Ono e obras dos dois -, Papisa ainda tocou guitarra, teclados e disparou samples, citando Lulu Santos, Sidney Magal e Radiohead e suas próprias canções, entre inéditas e desenterradas, dividindo a apresentação, que usava a água como fio condutor, em quatro partes e conversando com o público entre essas partes – abrindo, inclusive uma roda de sonho em pleno teatro. Foi sua noite mais experimental, em que o encontro da música com a poesia abriu portas para o ocultismo e a psicanálise.

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Ouviram a versão que a Duda Beat fez pra “Foimal” dos Boogarins? Ela soa meio alienígena dentro do (bom) EP Esse Delírio – Volume 1 que ela lançou nesta quinta-feira, mas – tirando a voz – é completamente familiar para o público da banda goiana, uma vez que ela basicamente substituiu a voz do Dinho pela sua, praticamente assumindo um karaokê indie pessoal no meio de um disco dance bem interessante. É quase o movimento inverso que Kevin Parker fez com seu Tame Impala há dez anos, quando gravou uma versão idêntica à última faixa do disco mais recente de Rihanna, transformando “Same Ol’ Mistakes” em “New Person, Same Old Mistakes” mudando apenas o timbre vocal da canção.

Ouça abaixo: Continue

Arrasa-quarteirão

A força vital de Marcela Lucatelli é o motor do espetáculo Necromancy, que ela apresentou ao lado dos comparsas escandinavos Lars Bech Pilgaard e Ole Mofjell, convidando Marcelo Cabral para integrar-se ao grupo na sessão de improviso no Centro da Terra a partir de temas pré–estabelecidos pelo trio em registros anteriores. Mas por mais que o instrumental acompanhe a avalanche ruidosa que a vocalista transforma em presença física, eles não chegam aos limites explorados por Marcela e trabalham dentro de gêneros bem definidos, em vez de demolir tais barreiras instrumentais. Cabe à vocalista buscar as fronteiras da noite, expandindo sua voz para os limites do corpo, tanto ao testar seu timbre de forma extrema quanto na performance de se atirar no palco – e do palco – por vezes literalmente. Arrasa quarteirão.

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