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Loki

courtney-barnett

Nossa querida Courtney Barnett revela que a “Boxing Day Blues (Revisited)”, que ela lança em compacto pela gravadora de Jack Black, não é a mesma música que encerra seu primeiro LP, a fúnebre “Boxing Day Blues”. Eis a nova versão.

E para quem não conhece – ou não lembra – da outra “Boxing Day Blues”, olha ela aí ao vivo:

O compacto traz no lado B a incrível versão que ela gravou para “Shivers”, da primeira encarnação do Birthday Party, e está à venda no site da Third Man Records.

LincolnOlivettiMix

E essa mixtape que a Wax Poetics publicou em homenagem aos 60 anos do mestre Lincoln Olivetti, há um ano? O DJ californiano Allen Thayer nem imaginava que faria uma das grandes homenagens ao arranjador que morreu poucos meses após a publicação da mixtape, no início de 2015. Vi lá no URBe. A ordem das faixas vem a seguir.

Dicró – “Disco Voador”
Marcia Maria – “Amigo Branco”
Erasmo Carlos + Tim Maia – “Alem Do Horizonte”
Jorge Ben – “Rio Babilonia”
Tony Bizarro – “Estou Livre”
Painel de Controle – “Black Coco”
Tim Maia – “Não Vá” from Tim Maia
Robson Jorge & Lincoln Olivetti – “Eva”
Emilio Santiago – “Dentro De Você”
Almir Ricardi – “Tô Parado Na Tua”
Cristina Conrado – “Sempre Juntos”
Gang Do Tagarela – “Melô do Tagarela”
Robson Jorge & Lincoln Olivetti – “Aleluia”
Sandra Sá – “Pela Cidade”
Painel de Controle – “Relax”
Dedé – “Sinceramente”
Cristina Camargo – “Moral Tem Hora”
Junior Mendes – “Copacabana Sadia”
Marcos Valle – “Bicicleta”
Sandra Sá – “Se Grile Não”
Claudia Telles – “Conselhos”
Viva Voz – “Fugitivos De Azul”
Jon Lucien – “Come With Me to Rio”
Emilio Santiago – “Velhas Içadas”

No começo do ano fiz minha homenagem à passagem do mago num Vida Fodona especial.

Chairlift_-_Ch-Ching

Não sou muito chegado no Chairlift, mas essa “Ch-Ching”, da dupla nova-iorquina formada por Caroline Polachek e Patrick Wimberly, é daqueles hits que ganham pela cintura. E é a apresentação que os dois fazem de seu próximo disco, Moth, que será lançado no início do ano que vem.

deerhunter2015

Fading Frontier, já disponível nas plataformas de streaming, não é apenas o disco mais pop do Deerhunter, mas também seu melhor disco e forte concorrente a um dos melhores títulos desse 2015 incrível. A “fronteira que se dissipa” do título, no entanto, garante que o grupo não abandonou suas raízes experimentais e os incômodos ruídos que sempre caracterizaram seu som. Só que dessa vez eles vêm à sombra, na encolha, esperando o momento certo para atacar o ouvinte sem necessariamente interromper o andamento pop. Para comemorar o lançamento do disco, o grupo lançou essa semana o terceiro clipe de Fading Frontier – justamente a sossegada faixa “Living my Life”, que traz a frase que batiza o disco.

Não custa lembrar, pra facilitar, os outros dois clipes que o grupo publicou anteriormente, para preparar terreno para as novidades: a deliciosa “Breaker”, que abre com a incrível frase “Christ or credit?”:

E a minha favorita pessoal das últimas semanas, a sinuosa “Snakeskin”.

Discaço, vai atrás.

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Stela Campos segue peregrinando sua carreira multifacetada ao transformanr um disco de folk psicodélico em um cassete de remixes eletrônicos. Dumbo Reloaded é a versão remixada do disco que ela lançou em 2013 e saiu da cabeça do produtor Érico Theobaldo – o DJ Periférico – que resolveu levar o álbum para diferentes produtores eletrônicos – de Aldo The Band ou DaDa Attack, passando pelo XRS Land, Eat Beat Repeat e Adriano Cintra (cujo remix ela liberou aqui para o Trabalho Sujo, bem como o clipe com o remix feito por Marcel Dadalto). Foi Adriano aliás quem sugeriu lançar o disco em cassete, o primeiro da carreira de Stela, que começou sua carreira nos anos 90 na ponte aérea entre São Paulo e a Recife dos primeiros dias do mangue beat. Conversei com ela por email sobre seu novo trabalho, que será lançado no sábado que vem, na Sensorial Discos.

Como surgiu a ideia transformar Dumbo em um disco de remixes?
A ideia foi do produtor Érico Theobaldo, que trabalhou comigo na época do show do disco Fim de Semana. Ele era o DJ da banda, que ainda tinha o Fernando Catatau na guitarra, o Rian Batista no baixo e o Mauricio Takara na bateria. Érico ouviu o Dumbo e fez um remix, que achei muito bom! Daí ele me perguntou se poderia convidar outros produtores para fazer o mesmo. Achei legal a ideia. Alguns nem conheciam o meu trabalho, mas gostaram do Dumbo e toparam. No final do processo tínhamos 11 faixas e um disco! Nunca imaginei que um trabalho mais próximo do folk psicodélico pudesse dar margem para remixes eletrônicos. Mas acho que isso deixou o projeto mais interessante. Alguns remixes são bem diferentes das músicas originais e bem experimentais. Adorei! Tive a honra de juntar todas as tribos: gente como Adriano Cintra, Aldo The Band, Eat Beat Repeat, DaDa Attack, Stereoleo, Marcel Dadalto, Blasquez & Holocaos, Pedro Angeli e XRLand.

E por que voce resolveu lancá-lo como uma fita cassete? Eh a sua primeira fita?
Minha primeira fita oficial, sim! Acho que o CD está desprestigiado como mídia hoje e o vinil está caríssimo por conta do dólar. A ideia do K7 foi do Adriano, que conhecia uma fábrica no Canadá. O Érico ía fazer um show por lá, então ele pôde trazer na mala. Foi ótimo pensar no formato cassete, com lado A e B, da mesma forma como fiz no vinil do Dumbo. A capa é um remix gráfico da Juliana Pontual, que fez a arte do LP. Ficou linda, cor de rosa. E a fita vem com código para download. Acima de tudo é um objeto para colecionador. Edição limitadíssima.

Como vem acompanhando a cena paulistana dos ultimos anos?
Tenho vários amigos que estão fazendo trabalhos interessantes em São Paulo, que nem são daqui. Vejo que existe uma disputa maior por lugares para tocar e uma maior profissionalização das bandas e das casas. Veja a Casa do Mancha, por exemplo. Minha banda atual reúne gente de várias outras: Clayton Martin do Cidadão Instigado, o Diogo Valentino do Supercordas, o Léo Monstro da Lulina e o Felipe Maia da Marrero. É um exemplo de como as histórias musicais se cruzam por aqui. O festival Fora da Casinha do qual participei com eles mostra bem essa diversidade.

Com o disco de remixes encerra-se o ciclo do Dumbo? Quais os proximos passos?
Ainda quero fazer alguns shows para divulgar o Dumbo Reloaded junto com o Eat Beat Repeat e o Léo Monstro. É um formato que já testei e que funcionou. Paralelamente, já comecei a gravar meu próximo disco de inéditas, o sexto. São músicas que compus durante o período de shows do Dumbo. Então, estou produzindo junto com a banda – Clayton, Leo, Diogo e Felipe. Já temos seis faixas gravadas e espero concluir esse trabalho até o fim do ano. Estou bem feliz com o que fizemos até agora! Acho que será o meu disco mais rock n’ roll, no real sentido do termo. Ouvi o muito o Zuma do Neil Young no processo de composição.

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Neil Young está vivendo um grande 2015 – e parte disso vem da festejada turnê ao lado da banda Promise of the Real, com quem o velho canadense gravou o disco The Monsanto Years, contra a gigante multinacional pesticida. A dinâmica ao lado da nova banda pelo visto o fez recuperar o gosto por canções que não tocava ao vivo há décadas e no show no Inglewood Forum em Los Angeles, na quarta passada, desenterrou clássicos de diversas fases de sua carreira, como “Burned” da época do Buffalo Springfield, “Mansion on the Hill” (do disco Ragged Glory) e três outras que felizmente foram registradas por heróis com uma câmera. “Words (Between the Lines of Age)”, do disco Harvest…

…”L.A.”, que não tocava ao vivo desde 1973, naquele mesmo local…

…e como se não bastasse um setlist que ainda teve “Helpless”, “Old Man”, “Mother Earth”, “My My Hey Hey”, “Out of the Weekend”, “Cowgirl in the Sand”, “Everybody Knows This is Nowhere”, “Love and Only Love”, “Human Highway” e “From Hank to Hendrix”, o cara ainda volta pro bis tocando “Vampire Blues” pela primeira vez desde 1974.

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O programa Panelaço, que o João Gordo está fazendo no YouTube, tem melhorado a cada nova edição – e a mais recente teve a presença do Criolo que, como já havia acontecido no papo com o Mano Brown, fez o Gordo voltar no tempo e falar de infância e coisas simples da vida. Aliás, essa é uma das principais características do programa – além de ensinar pra muita gente que dá pra comer bem sem precisar comer carne, talvez um dos atos mais revolucionários do velho punk.

Mas que esse gaspacho ficou espesso ficou.

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Essa é a capa de Zonzo, o disco novo de Fabio Góes, que será lançado nesta sexta-feira e que eu já havia comentado por aqui. Mais uma inédita, essa exclusiva para o Trabalho Sujo, traz os irmãos Tulipa e Gustavo Ruiz na faixa “Apenas Simplesmente”, que mantém o alto nível comparado com as duas que ele já havia mostrado antes.

O legado de Miele

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A morte do showman Luiz Carlos Miele vem nos lembrar de uma arte cada vez mais esquecida: a de espalhar boas vibrações aonde quer que você vá. Falei disso no réquiem que escrevi pra ele no meu blog no UOL.

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E prepare-se para ouvir falar pacas de De Volta para o Futuro nos próximos dias – pois dia 21 de outubro deste ano é o dia em que teoricamente Marty McFly chega, pela primeira vez, ao futuro, na primeira continuação do filme. E entre as novidades está essa incrível caixa de vinis, com as trilhas sonoras dos três filmes pela primeira vez empacotadas num box organizado por uma loja de camisetas online, a Mondo Tees. A caixa reúne os três discos com as trilhas escritas por Alan Silvestri e foram reunidas como o plutônio que o Doutor Brown roubou para conseguir viajar no tempo.

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Na caixa, os discos têm essas capas:

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Dá pra comprar também os discos em versão individual – aí eles têm capas diferentes, mas igualmente estilosas.

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As artes são do ilustrador inglês Matt Taylor e dá pra fazer a pré-venda a partir do dia 21 no site da Mondo Tees.