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Loki

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Depois de muito enrolar, Beck anuncia finalmente o lançamento de seu novo álbum. Colors (que já está em pré-venda) será lançado no dia 13 de outubro, a capa é esta aí em cima e a ordem das faixas vem logo após o clipe que ele fez para mais uma música nova, a ensolarada “Dear Life”.

“Colors”
“Seventh Heaven”
“I’m So Free”
“Dear Life”
“No Distraction”
“Dreams (Color Mix)”
“Wow”
“Up All Night”
“Square One”
“Fix Me”

Curumin no CCSP

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O multiinstrumentista paulistano Curumin lança seu excelente Boca em dose dupla: sexta e sábado, a partir das 19h (mais informações aqui).

TerryRiley

Que notícia! O papa Terry Riley, fundador da música minimalista ocidental vem para São Paulo em única apresentação no Sesc Pompeia, no dia 8 de setembro, e os ingressos começam a serem vendidos na semana que vem (mais informações aqui). O pianista apresenta-se ao lado do filho, o guitarrista Gyan Riley.

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A partir deste mês o Centro Cultural São Paulo publica clipes ao vivo de alguns dos shows realizados na Sala Adoniran Barbosa e o primeiro deles é do show que a Letrux fez há duas semanas, da música “Além de Cavalos”:

Que show!

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Mais um daqueles momentos da terceira temporada de Twin Peaks em que duas cenas aparentemente aleatórias sincronizam-se com perfeição… Com spoilers pra quem não viu o décimo quinto episódio da terceira temporada, o dessa semana.

Já aconteceu com o próprio Agente Cooper e depois com o Dr. Amp

Radiohead-2016

Um dos projetos de 2017 do Radiohead foi a reativação do site Radiohead.tv para publicar material em vídeo da banda, mais especificamente íntegra de show – e aos poucos eles vão enchendo seu acervo com apresentações instantaneamente clássicas, como o show que a banda fez no fim de um dos dias do Lollapalooza em Chicago, nos EUA, em 2016. De chorar, como sempre:

Eis as músicas tocadas nesse show do dia 29 de julho do ano passado:

“Burn The Witch”
“Daydreaming”
“Ful Stop”
“2 + 2 = 5”
“Myxomatosis”
“My Iron Lung”
“Climbing Up The Walls”
“No Surprises”
“Pyramid Song”
“Bloom”
“Identikit”
“The Numbers”
“The Gloaming”
“Weird Fishes / Arpeggi”
“Everything In Its Right Place”
“Idioteque”
“There, There”

Primeiro bis
“Let Down”
“Present Tense”
“Paranoid Android”
“Nude”
“Bodysnatchers”

Segundo bis
“Street Spirit”
“Karma Police”

Escrevi sobre a morte de Jerry Lewis para meu blog no UOL, explicando como ele foi crucial para o reconhecimento da figura do nerd na cultura popular do século 20.

Quem hoje encontra prateleiras inteiras de quadrinhos nas livrarias, discute ficção científica em festivais dedicados ao tema, compra brinquedos que trata como obras de arte e endossa produções cinematográficas bilionárias de antigas editoras de super-herói não sabe o débito que tem com Jerry Lewis. Mais que um dos grandes humoristas norte-americanos do século passado e um popstar no sentido clássico do termo, o ator e diretor que morreu neste domingo também foi o primeiro nome a dar voz a um personagem calado na maioria das histórias. Bem antes de Stan Lee, Robert Crumb, George Lucas ou Daniel Clowes, foi Lewis quem identificou e encarnou um novo protagonista que surgia nos cantos escuros da então novíssima cultura pop: o nerd.

A partir do meio do século 20, feios tímidos, CDFs que não tiravam a cara dos livros e adolescentes com dificuldades de traquejo social encontraram na cultura popular produzida para as massas refúgios onde poderiam se recolher do campeonato de disputas sociais da puberdade. Entre revistas em quadrinhos, livros e filmes de ficção científica e fantasia, desenhos animados, programas de rádio, uma incipiente pornografia, LPs e compactos e jogos de tabuleiros, uma nova tribo se reunia longe do desfile de popularidade que a juventude se tornara. Jerry Lewis entendeu aquele novo público quase instintivamente, criando um personagem inédito para a cultura pop.

Bobo, desajeitado e ressabiado, Lewis não tinha um único personagem, encarnando diferentes tipos que sempre encaixavam-se no seu tipo de humor, que ao mesmo tempo era corporal e infantil. Seu jeito desengonçado de se mover, os movimentos caricaturais de seu rosto e a voz mole (e aqui vale um salve para o dublador Nelson Batista, falecido em 1997, que abrasileirou perfeitamente a fala de Lewis nas sessões da tarde da vida) forjavam aquele novo tipo social, que apesar da ascendência circense do palhaço, devia mais à primeira geração de ouro dos desenhos animados. O nerd desenhado por Lewis era um herdeiro direto e humanizado de Mickey Mouse, o Gato Félix, Pernalonga e Picapau.

Ao contrapor-se ao sub-Frank Sinatra Dean Martin, esta caricaturização ficava ainda mais evidente. Dean Martin era o galã de fala mansa, que chegava fácil nas moças e sempre saía-se bem usando seu charme e papo furado. Jerry Lewis não tinha essa facilidade. Enfeiava-se para mostrar como nem tudo era moleza quase saía-se bem era através da doçura ou da inteligência. Na hora de falar gaguejava, na hora de ser firme, retraía-se.

Seu grande momento, claro, é O Professor Aloprado, obra-prima que dirigiu em 1963, ao adaptar O Médico e o Monstro para a universidade. Ao vestir-se com o nerd mais caricato possível, o professor Julius Kelp, Lewis cria uma fórmula que o transforma em um galã, o narcisista Buddy Love, que muitos imaginaram ser uma crítica a seu velho comparsa de filmes, Dean Martin. Mas era uma autocrítica: Lewis sabia que se ele fosse o astro bem sucedido que gostariam que ele fosse, se tornaria um sujeito tão desprezível quanto aqueles ídolos juvenis que desprezara.

E assim ao mesmo tempo em que consagrava um arquétipo próprio do século vinte, carregava uma horda de fãs que não apenas riam dele, mas também de si próprios, ao se identificarem naquele personagem ímpar, que tornou-se molde para inúmeros ícones posteriores. De coadjuvantes célebres como Spock, C3PO, Dana Scully, Carlton Banks, Lisa Simpson, Ross Geller, Willow Rosenberg, Hiro Nakamura e Cameron Frye a protagonistas de A Vingança dos Nerds, Ghostworld, Freaks & Geeks, American Pie, The It Crowd, Superbad, Mr. Robot, Big Bang Theory e Silicon Valley, gerações inteiras foram influenciadas pela criação cinematográfica de Lewis.

A força de sua influência pode ser resumida em uma cena que não tem nenhuma participação direta sua, mas que conecta nerds de diferentes gerações através da cultura pop. Em uma cena do clássico seriado Freaks & Geeks, o personagem de Martin Starr, Bill Haverchuck, um nerd arquetípico, está em mais uma crise pessoal ao descobrir que sua mãe está saindo com seu professor de educação física. Ao som de “I’m One”, do grupo The Who (que abre com os versos “Sou um perdedor/ Sem chance de ganhar”), ele faz um sanduíche e vai assistir TV onde se encontra com o Garry Shandling e conecta-se com ele através do humor, fazendo-o esquecer momentaneamente de sua vida medíocre e conectando-o com o sublime.

Tenho certeza que muitos tiveram uma conexão parecida com Jerry Lewis. Afinal, ele foi um dos primeiros a ver que aquelas pessoas precisavam de companhia, de reconhecimento, de atenção. Eu mesmo não posso deixar de de agradecê-lo. Obrigado, Jerry Lewis.

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A personalidade do mítico popstar reflete-se na escolha de seus 100 livros favoritos de sua biblioteca, lista que republiquei em meu blog no UOL.

Uma biblioteca talvez seja uma das melhores formas de entrar dentro da cabeça de qualquer pessoa – e quando essa pessoa é David Bowie, conhecer suas leituras é a porta de entrada para uma viagem e tanto. Geoffrey Marsh e Victoria Broackes, curadores da exposição David Bowie Is, que agora chega à Art Gallery of Ontario, no Canadá, acabam de revelar uma lista contendo uma centena de livros que figuram entre os favoritos do ícone pop que morreu em janeiro do ano passado. É uma lista de fôlego considerável, tanto em termos de variedade de temas quanto sobre profundidade dos assuntos, reunindo livros sobre política, psicologia, história, arte, sociedade, religião, música, comportamento e clássicos da literatura, como a Ilíada de Homero, o Inferno da Divina Comédia de Dante, 1984 de George Orwell, O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald e Pé na Estrada, de Jack Kerouac. Mas saltam à vista livros sobre crítica cultural (de Charlie Gillete, Otto Friedrich, George Steiner e Colin Wilson), cultura pop (como os de Jon Savage, Greil Marcus e Nik Cohn), sobre magia (os de Edward Bulwer-Lytton, Elaine Pagels e Eliphas Lévi), revistas de humor e de quadrinhos, ousados romances contemporâneos de autores como Richard Cork, Don DeLillo, Julian Barnes, Martin Amis, Ian McEwan, Michael Chabon e Anthony Burgess, além do curioso Nova Técnica de Convencer: Persuasão oculta, domínio do público pelo subconsciente, sugestão subliminar, um item interessante dentro da biblioteca de um mestre do convencimento global. Consegui encontrar algumas versões em português para alguns livros citados, mas parte deles não foi lançada em nosso idioma. Se alguém encontrar alguma versão em português para algum livro mencionado em inglês, por favor acrescente nos comentários. E se quiser ver a lista original basta acessar o site da revista canadense Open Book:

The Age of American Unreason – Susan Jacoby (2008)
A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao – Junot Diaz (2007)
The Coast of Utopia (trilogia) – Tom Stoppard (2007)
A Criação da Juventude – Jon Savage (2007)
Na Ponta dos Dedos – Sarah Waters (2002)
O Julgamento de Kissinger – Christopher Hitchens (2001)
Mr. Wilson’s Cabinet of Wonder – Lawrence Weschler (1997)
Tragédia de um Povo: A Revolução Russa 1891-1924 – Orlando Figes (1997)
O Ataque – Rupert Thomson (1996)
Garotos Incríveis – Michael Chabon (1995)
O Pintor de Pássaros – Howard Norman (1994)
Kafka Was The Rage: A Greenwich Village Memoir – Anatole Broyard (1993)
Beyond the Brillo Box: The Visual Arts in Post-Historical Perspective – Arthur C. Danto (1992)
Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertite a Emily Dickinson – Camille Paglia (1990)
David Bomberg – Richard Cork (1988)
Sweet Soul Music: Rhythm and Blues and the Southern Dream of Freedom – Peter Guralnick (1986)
O Rastro dos Cantos – Bruce Chatwin (1986)
Duplo Diabólico – Peter Ackroyd (1985)
Nowhere To Run: The Story of Soul Music – Gerri Hirshey (1984)
Noites no circo – Angela Carter (1984)
Grana – Martin Amis (1984)
Ruído Branco – Don DeLillo (1984)
O Papagaio de Flaubert – Julian Barnes (1984)
A Vida e a Época de Little Richard – Charles White (1984)
A People’s History of the United States – Howard Zinn (1980)
Uma confraria de Tolos – John Kennedy Toole (1980)
Entrevistas com Francis Bacon – David Sylvester (1980)
Darkness at Noon – Arthur Koestler (1980)
Poderes Terrenos – Anthony Burgess (1980)
Raw (revista em quadrinhos) (1980-91)
Viz (revista) (1979 –)
Os evangelhos gnósticos – Elaine Pagels (1979)
Metropolitan Life – Fran Lebowitz (1978)
In Between the Sheets – Ian McEwan (1978)
Escritores em Ação – As famosas entrevistas à Paris Review – editado por Malcolm Cowley (1977)
The Origin of Consciousness in the Breakdown of the Bicameral Mind – Julian Jaynes (1976)
Tales of Beatnik Glory – Ed Saunders (1975)
Mystery Train – Greil Marcus (1975)
Selected Poems – Frank O’Hara (1974)
Antes do Dilúvio: Um retrato da Berlim nos anos 20 – Otto Friedrich (1972)
No Castelo do Barba Azul: Algumas notas para a redefinição da cultura – George Steiner (1971)
Octobriana and the Russian Underground – Peter Sadecky (1971)
The Sound of the City: The Rise of Rock and Roll – Charlie Gillete (1970)
Em Busca de Christa T. – Christa Wolf (1968)
Awopbopaloobop Alopbamboom: The Golden Age of Rock – Nik Cohn (1968)
O Mestre e Margarida – Mikhail Bulgakov (1967)
Journey into the Whirlwind – Eugenia Ginzburg (1967)
Última Saída Para o Brooklyn – Hubert Selby Jr. (1966)
A Sangue Frio – Truman Capote (1965)
As Cidades da Noite – John Rechy (1965)
Herzog – Saul Bellow (1964)
Puckoon – Spike Milligan (1963)
The American Way of Death – Jessica Mitford (1963)
O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar – Yukio Mishima (1963)
Da Próxima Vez, o Fogo: Racismo nos EUA – James Baldwin (1963)
Laranja Mecânica – Anthony Burgess (1962)
Dentro da Baleia e outros ensaios – George Orwell (1962)
A Primavera da Srta. Jean Brodie – Muriel Spark (1961)
Private Eye (revista) (1961 –)
On Having No Head: Zen and the Rediscovery of the Obvious – Douglas Harding (1961)
Silence: Lectures and Writing – John Cage (1961)
Strange People – Frank Edwards (1961)
O Eu Dividido: Estudo Existencial da Sanidade e da Loucura – R. D. Laing (1960)
All The Emperor’s Horses – David Kidd (1960)
Billy Liar – Keith Waterhouse (1959)
O Leopardo – Giuseppe Di Lampedusa (1958)
Pé na Estrada – Jack Kerouac (1957)
Nova Técnica de Convencer: Persuasão oculta, domínio do público pelo subconsciente, sugestão subliminar – Vance Packard (1957)
Almas em Leilão – John Braine (1957)
A Grave for a Dolphin – Alberto Denti di Pirajno (1956)
O Outsider: O Drama Moderno da Alienação e da Criação – Colin Wilson (1956)
Lolita – Vladimir Nabokov (1955)
1984 – George Orwell (1948)
The Street – Ann Petry (1946)
Black Boy – Richard Wright (1945)
The Portable Dorothy Parker – Dorothy Parker (1944)
O Estrangeiro – Albert Camus (1942)
O Dia do Gafanhoto – Nathanael West (1939)
The Beano (quadrinhos) (1938 –)
O Caminho para Wigan Pier – George Orwell (1937)
Os destinos do Sr. Norris – Christopher Isherwood (1935)
English Journey – J.B. Priestley (1934)
Infants of the Spring – Wallace Thurman (1932)
The Bridge – Hart Crane (1930)
Vile Bodies – Evelyn Waugh (1930)
Enquanto Agonizo – William Faulkner (1930)
Paralelo 42 – John Dos Passos (1930)
Berlim Alexanderplatz – Alfred Döblin (1929)
Passing – Nella Larsen (1929)
O Amante De Lady Chatterley – D.H. Lawrence (1928)
O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald (1925)
A Terra Devastada – T.S. Eliot (1922)
BLAST – editado por Wyndham Lewis (1914-15)
McTeague: Uma história de S. Francisco – Frank Norris (1899)
Dogma e Ritual da Alta Magia – Eliphas Lévi (1896)
Os Cantos de Maldoror – Lautréamont (1869)
Madame Bovary – Gustave Flaubert (1856)
Zanoni – Edward Bulwer-Lytton (1842)
Inferno, da Divina Comédia – Dante Alighieri (1308-1321)
A Ilíada – Homero (800 a.C.)

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Tocando apenas com o violão e pedais, Lee Ranaldo passou pelo repertório de seus três discos solo nesta quinta-feira, no Sesc Bom Retiro, mas não deixou de desconstruir o instrumento acústico como fazia com a guitarra nos tempos do Sonic Youth, tocando-o com um arco, efeitos, ecos e distorções. No centro de tudo estavam as canções, guiadas por sua voz, cada vez mais firme, bem como sua intimidade, agora sozinho, com o palco e com seu novo instrumento, nitidamente setentista mas obviamente pós-punk. E a beleza de suas composições, realçadas pelo violão, dão o tom de toda a noite. A única vez que fugiu desse tom foi quando tocou “Thrown Over the Wall”, comentando sobre a política nos EUA, no Brasil e no mundo antes de começar a tocar a música. “Não é onde eu vivo, nem onde você vive, está em todo o lugar”, ele falou, “a ideia é olhar para frente – é isso que eu tenho frisado. Vamos olhar para daqui a cinquenta anos, setenta e cinco anos, não vamos ficar olhando pra trás, setenta cinco anos pra trás, para 1950, 1920 ou 1939…”

Felipe S. no CCSP

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O vocalista do Mombojó Felipe S. apresenta seu trabalho solo Cabeça de Felipe nesta quinta-feira no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui), que terá participações especiais de Alessandra Leão, China e Ayrton Montarroyos.