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Loki

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A banda mais zoneira do indie americano, o Black Lips, está de volta com o disco Satan’s Graffiti or God’s Art? e conseguiu arregimentar ninguém menos que a mãe do produtor do novo disco para dividir os vocais em um dos singles: o detalhe é que o produtor é Sean Lennon e sua mãe, bem sabemos, é Yoko Ono. E ela brilha, como era de se esperar, com seus berros característicos, que funcionam perfeitamente no meio da bagunça country-garage-psicodélica do novo single dos Lips.

Ruído/mm no CCSP

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A banda curitibana Ruído/mm volta a São Paulo, desta vez para despedir-se do disco Rasura num show na Sala Adoniran Barbosa, no Centro Cultural São Paulo, neste sábado, cedo, às 19h (mais informações aqui). Abaixo, os vídeos que fiz quando o grupo lançou o disco, um dos melhores de 2014, em março do ano retrasado.

MyMagicalGlowingLens

Nossa banda psicodélica capixaba favorita, o My Magical Glowing Lens, lança mais um single de seu disco de estréia, Cosmos. É o primeiro single que a banda lança em português, uma viagem de verão chamada “Raio de Sol”, em primeira mão para o Trabalho Sujo:

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A faixa também vem acompanhada do primeiro clipe do disco, igualmente trippy:

O single também marca o início da turnê que a banda faz pelo Brasil antes do lançamento oficial de Cosmos. Veja as datas e locais no pôster abaixo:

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Twin Peaks intacta

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Mais um teaser da volta do clássico seriado de David Lynch revisita endereços conhecidos mais de um quarto de século depois – veja lá no meu blog no UOL.

Estamos a menos de vinte dias da volta ao universo estranho e vulgar criado por David Lynch ao redor da pequena cidade fictícia de Twin Peaks, no noroeste dos Estados Unidos. O diretor volta à série, que deu início à era de ouro da televisão que ainda vivemos hoje, em uma improvável mas esperada terceira temporada, que além de trazer todo o elenco original ainda reúne nomes de peso para esta nova safra. Sua estreia acontece no dia 21 de maio, no canal norte-americano Showtime, que lançou mais um teaser da nova temporada. Depois de nos fazer reencontrar com a trilha de Angelo Badalamenti e com o próprio Agente Cooper, é a vez de voltarmos à própria cidade que batiza o seriado, nos reencontrando com a delegacia, a casa de Laura Palmer, suas florestas fantasmagóricas, o restaurante Double R e até o estacionamento de trailers Fat Trout.

Parecem cenas de época, mas se você reparar nos carros estacionados em frente ao restaurante perceberá que, realmente, mais de um quarto de século se passou e a cidade parece ter continuado a mesma.

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O mashup Princess Leia’s Stolen Death Star Plans – que postei na íntegra no meu blog no UOL – é uma obra-prima pós-moderna.

Hoje é 4 de maio, o tradicional dia que os fãs da saga Guerra nas Estrelas criaram para celebrar esta religião moderna a partir de um trocadilho infame (o quatro de maio, em inglês, chama-se “May the Fourth”, que soa como o eterno lema Jedi “May the Force be with you” – “que a Força esteja com você”) e que tal revisitar a pedra fundamental da história imaginada por George Lucas pelo ponto de vista do mais clássico disco dos Beatles? Hein?

Foi o que fez a dupla norte-americana Palette-Swap Ninja, formada pelo vocalista Dan Amrich e pelo tecladista Jude Kelley, revisitando todo o Episódio IV, o primeiro filme que George Lucas fez sobre a saga (que completa 40 anos este ano), como uma paródia construída sobre o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles (que completa 50 anos também este ano). Um mashup épico e meticuloso, que pode ser baixado gratuitamente no site da dupla, mas que funciona ainda mais quando assistimos à sua versão em vídeo, Princess Leia’s Stolen Death Star Plans é uma obra-prima pós-moderna.

Fico pensando em quais discos poderiam funcionar com os próximos filmes… O Álbum Branco com o Império Contra-Ataca? Tenso!

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Às vésperas de começar mais uma turnê pelos EUA (mais detalhes no site da banda), os Boogarins revelam a primeira música inédita deste ano. E ela vem em inglês com as bençãos de um ícone do underground norte-americano, John Schmersal, do Brainiac, que também assume os vocais. “A Pattern Repeated On” segue o clima psicodélico manhoso característico dos goianos e marca a segunda vez oficial que o grupo canta neste idioma (sendo a primeira a versão que eles fizeram para uma música dos Kinks a convite da revista inglesa Mojo). Mas não sabemos nem se o novo single estará presente no já gravado terceiro disco da banda muito menos se o disco ainda inédito é bilíngüe ou todo em inglês.

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Terceiro disco d’O Terno, um dos grandes discos do ano passado, é o lançamento da vez do Noize Record Club. Eis o teaser do lançamento:

Maiores informações no site do NRC.

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Um olho na Boca? Ideias da Ava Rocha, que assina a arte do disco novo do Curumin. Resta saber como essa capa conversa com o som do álbum, que deve sair no fim deste mês…

Amber Coffman pegou todo mundo de surpresa quando abandonou sua banda Dirty Projectors no final do ano passado, lançando o single “All By Myself“, que deixava claro que a saída da banda era consequência do fim de seu relacionamento com David Longstreth, a outra cabeça da banda. Agora ela anuncia seu primeiro disco solo, City Of No Reply, que será lançado no começo do mês que vem com a capa acima, a ordem das músicas abaixo e, além do single do ano passado, a segunda faixa do novo trabalho, “No Coffee”, que ela apresentou esta semana, com este clipe:

“All To Myself”
“No Coffee”
“Dark Night”
“City Of No Reply”
“Miss You”
“Do You Believe”
“If You Want My Heart”
“Nobody Knows”
“Under The Sun”
“Brand New”
“Kindness”

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O primeiro episódio da série inspirada no primeiro romance de Neil Gaiman fez valer a espera – escrevi sobre ele no meu blog no UOL.

Se havia motivos para desconfiar da adaptação do primeiro romance de Neil Gaiman, American Gods, para o formato seriado, estes desaparecem em seu primeiro episódio, que estreou no domingo nos Estados Unidos e pode ser visto desde ontem no mundo inteiro pelo serviço Prime de vídeos da loja Amazon. O episódio piloto do seriado não aprofunda-se em nenhuma história, funciona apenas para sintonizar os novos espectadores em um novo universo bem como prestar satisfação ao séquito de fãs do autor, uma religião que começou quando ele escrevia sua minissérie em quadrinhos Sandman e que amadureceu com sua passagem para o mundo dos livros. Abaixo comento sobre seu primeiro episódio sem dar maiores spoilers sobre o seriado.

American Gods fala sobre como os deuses do passado se perderam com a mudança dos povos da Europa para os Estados Unidos e como o nascimento de um novo país viu surgir deuses característicos de lá. Mas o embate entre o velho e o novo, mola-mestra para os acontecimentos do livro, ainda não é aprofundado neste episódio de abertura, apenas sugerido – e só perto da cena final. Antes disso, somos apresentados aos seus dois principais personagens, além de conhecermos três divindades distintas, em situações diferentes.

Não sem antes começar no passado. American Gods acena para os fãs de Game of Thrones logo em sua primeira cena, resgatando a chegada dos vikings à América pré-colombiana numa sequência de imagens que mostra que a série não está para brincadeira. O tom pesado e cru da primeira história contada no episódio pode nos ter apresentado discretamente um de seus principais personagens, mas funciona mais como termômetro lógico e cênico do que como introdução à história em si.

Esta começa com a libertação do personagem Shadow Moon (um ótimo e quieto, como deve ser, Ricky Whittle), que é solto da cadeia apenas para descobrir uma dura surpresa do destino. Em seu desdobramento, ele é acompanhado de perto de um intrigante Wednesday, um personagem que parece ter sido escrito para seu intérprete, o excelente Ian McShane. Os dois formam uma dupla perfeita no momento em que se encontram e é nesse vínculo que reside toda a força da narrativa do livro. Se o embate mitológico que é apenas mencionado no primeiro episódio é o motivo da história existir, o elo formado entre os personagens de Whittle e McShane é o motivo de continuarmos a acompanhando e o grau de empatia da dupla está à altura daquele imaginado por Gaiman (que, por sua vez, é consultor e produtor executivo do seriado).

Além da dupla, também conhecemos outros três deuses: o fanfarrão Mad Sweeney vivido por Pablo Schreiber em uma briga em um bar que parece ter saído de um filme de David Lynch (Coração Selvagem, especificamente); o pentelho Technical Boy vivido por Bruce Langley (e seus capangas saídos do Laranja Mecânica) e a intensa Bilquis vivida por Yetide Badaki, protagonista da principal cena do primeiro episódio, uma das cenas mais antológicas do livro. Os três seguram bem seus personagens e, assim, o seriado explora diferentes fronteiras em um mesmo episódio.

E é tudo muito pesado – e quente. Sexo e violência coexistem como é a tendência em alguns dos principais seriados atualmente, mas ambos são abordados por vias pouco ortodoxas. E é exatamente essa abordagem incomum – compare os três banhos de sangue do episódio e perceba como eles são distintos – que torna o piloto tão instigante. Agora é hora de começar a contar a história.