
Magdalena Bay e Japanese Breakfast dividiram mais do que a escalação do sábado no festival Austin City Limits, nos EUA, que aconteceu neste fim de semana quando a dona da última banda, Michelle Zauner, convidou a dupla da primeira para subir ao palco no final de sua apresentação. E a música que escolheram para tocar bateu tanto no ponto de vista nostálgico quanto no tema da canção, quando voltaram à já clássica “Time to Pretend”, da dupla MGMT, numa versão muito astral.
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E o Saturday Night Live que fez uma paródia do Chaves e escalou o Bad Bunny pra interpretar o Quico? São tantas camadas de interpretação…
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Fui em mais um show do De La Soul nessa quinta-feira, no Áudio, e mais uma vez os caras quebraram tudo – sempre com um sorriso no rosto, deles e nossos. A presença de Talib Kweli fez a alma do saudoso Trugoy the Dove, que morreu há dois anos, presente e intensa na noite, como escrevi em mais uma colaboração para o Toca UOL. Continue

Domingo passado fui ao lançamento do novo disco do Mateus Fazeno Rock na Casa Natura Musical e escrevi sobre o show em mais uma colaboração para o Toca UOL. Continue

Fui ao penúltimo show que Ana Frango Elétrico fez de seu Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua em São Paulo, sexta passada, quando ela reuniu mais de duas mil pessoas da Áudio, atingindo o maior público ao vivo de sua carreira, e escrevi sobre a deliciosa noite em mais uma frila pro Toca UOL. Continue

O Brasil é um país tão peculiar que alguns de seus grandes heróis são humoristas – e o patriarca desse clã é o imortal Apparício Torelly, mais conhecido por seu pseudônimo Barão de Itararé, que, nos tempos de Getúlio Vargas, era um dos grandes desafiadores do sistema ao ironizar a forma como a política sempre foi feita por aqui – mesmo que voltasse a reação às suas piadas pudessem ser prisão e tortura estatais. Sua importância vem resgatada no documentário O Brasil Que Não Houve – As Aventuras do Barão de Itararé no Reino de Getúlio Vargas, uma parceria de dois grandes nomes retratistas de nossa cultura neste século, o jornalista Renato Terra e o cartunista Arnaldo Branco. Com vasta experiência em audiovisual, os dois se reuniram para roteirizar e dirigir a quatro mãos o documentário, narrado por Gregorio Duvivier, que terá exibições na mostra Première Brasil do Festival do Rio a partir do dia 5 de outubro e acaba de ter seu trailer divulgado. Um filme que vem em boa hora.
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Neste fim de semana Kiko Dinucci desce pela primeira vez para a Argentina onde realiza duas apresentações de seu Rastilho em duas fases da sétima edição do Festival Dimensiones: na sexta-feira ele toca no fábrica de cultura En Eso Estamos, na cidade de La Plata, capital da província de Buenos Aires, quando divide a noite com Franco Licantropo e a banda Pasodesombra. No dia seguinte, Kiko repete a dose desta vez na capital do país, quando toca no centro cultural Roseti, dividindo a noite com Julia Arbós e de novo com os Pasodesombra. Essa conexão Brasil/Argentina demora tanto pra acontecer…

Muito bom ver o Tutu Naná ampliando suas fronteiras musicais para além de gêneros – mas fisicamente, quando apresentaram-se no palco do Centro da Terra, distante da aglomeração próxima de pessoas de pé característica dos shows da banda. Tocando para um público sentado e podendo expandir o volume de seu som para além da interação com a audiência, o quarteto catarinense transitou entre o sussurro e a rugido sonoros ao intercalar doces melodias cantadas por todos seus integrantes ao volume crescente de ruído elétrico, criando mantras gigantescos que inspiram rodopios enquanto alternam a dinâmica do próprio som. Apesar de imersos num pós-punk bem amplo, bebem bastante da música brasileira e do rock clássico, temperando tudo com o humor infame característico da banda – tanto nos intervalos entre as músicas, nas letras e nas citações, como quando emendaram “Samurai” do Djavan e “Isto Aqui, O Que É?” de Ary Barroso em cima de um transe com várias camadas de microfonias que, de repente, pode soar como um samba. Só isso já seria o suficiente para garantir uma ótima noite (e abrir uma possibilidade novíssima para o quarteto, shows em teatros), mas eles ainda recriaram seu quarto disco, Masculine Assemblage, composto a partir de colagens de sessões de improviso que fizeram na casa que moram juntos, apenas para esta apresentação. Foi foda.
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Encerramos a programação de música de setembro no Centro da Terra com a estreia do grupo catarinense Tutu Naná em nosso palco, quando apresentam pela primeira vez o disco que batiza seu espetáculo, Masculine Assemblage, que será lançado ainda essa semana e não deverá ser mostrado neste formato tão cedo, quando o grupo formado por Akira Fukai (guitarra e vocal), Carolina Acaiah (flauta transversal e vocal), Jivago Del Claro (baixo, guitarra e vocal) e Fernando Paludo (bateria e efeitos) mostra o seu quarto álbum ainda inédito na íntegra, entre a intensidade elétrica e a delicadeza da música brasileira, em paisagens sonoras densas e contrastantes. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.
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É isso aí: uma das bandas mais importantes da cena pós-punk inglesa volta ao Brasil depois de quase 30 anos. O Public Image Ltd. – ou apenas PiL, para os fãs – confirmou que sua turnê This Is Not The Last Tour, que começou em maio deste ano, passará pelo Brasil no início do ano que vem, quando o grupo fará uma única apresentação no Terra SP, no dia 8 de abril de 2026 (e os ingressos já estão à venda). O PiL foi uma reação quase impulsiva – e agressiva – que o vocalista dos Sex Pistols, o emblemático Johnny Rotten, tomou ao perceber que sua banda havia se tornado um ímã de problemas, especialmente após a famigerada turnê que fizeram pelos Estados Unidos. Querendo negar tudo que o punk estava pregando, Rotten abandonou seu pseudônimo artístico, assumiu seu sobrenome de batismo e como John Lyndon arregimentou anti-heróis musicais daquela cena, como Keith Levene, Jah Wobble e Richard Dudanski, para participar de seu experimento estético e político. O grupo liderou a transição do punk para uma cena a princípio indefinida chamada pós-punk, que foi berço para grupos tão diferentes quanto Gang of Four, Wire, Cure, Echo & the Bunnymen e U2, e até o início dos anos 90 manteve-se ativo e provocador, como é da natureza de seu criador. Lyndon encerrou a banda em 1992 depois de lançar clássicos como o disco de estreia (First Issue, de 78), o básico Metal Box (de 79), The Flowers of Romance (1981), Album (1986) e Happy? (1987), este último sendo o disco que o grupo veio mostrar no Brasil quando apresentou-se no Canecão, no Rio de Janeiro (que teve imagens registradas pelo clássico programa independente carioca Realce, assista abaixo), e no Projeto SP, em São Paulo. A banda retomou as atividades em 2005, quando Lyndon chamou o guitarrista Lu Edmonds (que já passou pelo The Damned, pelos Mekons e pelo próprio PiL nos anos 80), o baixista Scott Firth e o baterista Mark Roberts para voltar a gravar discos e fazer shows, formação que mantém-se até hoje. 2026 promete!
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