Letícia lança mais um clipe só pra lembrar do estrago que seu Noite de Climão está fazendo em nossas cabeças:
O guitarrista do Sonic Youth Thurston Moore se une ao baterista Charles Hayward, que tocou com o Gong, foi integrante do Quiet Sun ao lado do Phil Manzanera e do Brian Eno e do This Heat para uma tarde – e um disco – espontâneo. Improvisations reúne sete temas sem título gravados em uma tarde no início do ano no estúdio Lynchmob, em Nova York, e terá apenas 500 cópias.
E abaixo segue a capa do disco, que já está em pré-venda.
Às vezes fico pensando que Angel Olsen deixou essa “Special” de fora de seu My Woman, do ano passado, apenas para ter uma música forte para puxar uma coletânea própria com seus lados B, demos e raridades que ela já devia acalentar há um tempo. Phases é realmente uma ótima retrospectiva, mas seu carro-chefe é uma das melhores canções – desde a composição à gravação – da compositora norte-americana. O despojado clipe que ela acaba de lançar para a faixa é pura modéstia – uma série de imagens caseiras para adornar essa deslumbrante canção.
Quase no fim do Bicho de Quatro Cabeças, é a vez de sentir todo o groove instrumental do Bixiga 70 ao vivo, a partir das 18h (ingressos disponíveis desde às 16h, não dê mole – mais informações aqui).
O Bicho de Quatro Cabeças vai chegando ao final e sábado é dia do show do Hurtmold no Centro Cultural São Paulo, a partir das 19h, de graça (mais informações aqui).
Dois mestres da ambiência sonora – Brian Eno e o criador do My Bloody Valentine Kevin Shields – se encontram para um mergulho espetacular de nove minutos em camadas de som, na faixa “Only Once Away My Son”. Ouça com fones de ouvido, por favor.
Mais uma noite do Bicho de Quatro Cabeças, que desta vez reúne um projeto paralelo do Hurtmold – o Bode Holofônico de Guilherme Granado e Leandro Archela, que convida Rodrigo Brandão, Roger Martins e Marcos Gerez – e outro do Bixiga 70, o Naaxtro – no caso os metais Daniel Gralha e Cuca Ferreira, além de Iládio Davanse (baixo), o mesmo Archela do Bode Holofônico (teclados e eletrônicos) e Cacá Amaral, do Rumbo Reverso (bateria). O show é gratuito e começa às 21h. Mais informações aqui.
Excursionando após lançar seu A Deeper Understanding – que não me bateu tão bem quanto seu terceiro disco, Lost in a Dream -, a banda norte-americana War on Drugs passou por Toronto no fim de semana passado, quando o líder da banda, Adam Granduciel, pode saudar a importância de seu ídolo Neil Young, nascido na cidade canadense, ao puxar uma soberba versão para o hino “Like a Hurricane”, uma das assinaturas musicais do velho Neil.
De chorar.
Um ótimo vídeo-ensaio feito pelo site brasileiro Overloadr mostra como a série de David Lynch influenciou forte as narrativas dos jogos eletrônicos.
Com o delicioso single “Receita Rápida”, Anelis Assumpção começa a mostrar seu terceiro disco, Taurina, que pelo andar da carruagem deve ficar para o ano que vem. O abre-alas é uma música de seu próprio pai, Itamar, ao lado da poeta Vera Motta, registrada pela madrinha Alzira Espíndola em seu disco de 1996, Peçam-me, que Anelis reconhece como seu próprio ponto de partida na música: “Venho feliz sob a lua nova, dizer que apesar dos tempos sombrios, sigo no foco do meu disco. O terceiro”, escreveu em sua página no Facebook. “Decidi lançar um single do disco. Muito difícil escolher uma única música pra quebrar a casca deste inédito novo que se aproxima. Pois bem. Num momento de reflexão sobre a solidão coletiva, sobre a morte e a vida latente em cada nota deste disco, decidi lançar a única canção que interpreto que é de outra autoria. Autoria esta de meu pai Itamar e sua parceira poeta Vera Motta. Canção esta que em outrora, com quatorze anos de idade, me fez ter vontade de cantar, por ouvi-la na voz da minha diva maior – Alzira Espíndola Achei de entender que essa poesia era a ponte entre o que viemos dizer sobre esta obra, este disco que se aproxima de nascer. O difícil ofício de ser alguém. A mão de deus. O alimento da matéria e do espírito. A leveza de ser mortal. o pesar. A natureza. A saudade. O ciclo. Uma sujeita oculta e presente. Sabor de quem.”
“Receita rápida eis. Nem tão rápida. Nem tão prática. Nem tão teórica. Uma receita. Uma maneira entre tantas de ser feliz nesse inferno céu chamado vida. Que seja a entrada. Um saboroso couvert aos ouvidos. Uma canção”, conclui. A versão 2017 da música é produzida por Beto Villares e acompanhada dos mesmos Amigos Imaginários que a seguem desde seu disco anterior (a superbanda formada por Cris Scabello e Maurício Fleury do Bixiga 70, a guitarrista Lelena Anhaia, o baixista Mau, o baterista Bruno Buarque e o trombone de Ed Trombone), com vocais das Negresko Sis, o trio de vocalistas que forma com Céu e Thalma de Freitas.
Para quem não conhece a versão original desta receita, ei-la:
O disco promete.

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