“O Moogbeat começou como um desafio musical, de recriar em um único sintetizador monofônico de toda aquela mágica sonora da Nação”, me explica Carlos Trilha, por email, sobre o recém-lançado Moogbeat – Nação Zumbi para Minimoog, em que o ex-colaborador da Legião Urbana, Carlos Trilha, reinventa clássicos da banda pernambucano no formato analógico retrô que parece voltar no tempo dos primeiros videogames. “Foi um estudo, uma forma de entender a sonoridade e de se apropriar de alguma maneira daquela força, um presente pra eles, queria impressioná-los”, continua o músico, conhecido pela parceria nos dois únicos discos solo de Renato Russo.
“No começo não tinha a intenção de fazer um álbum, pois não sabia como soaria, mas quando a primeira música ficou pronta e mostrei pro Pupillo, que me chamou de louco por conta da quantidade de detalhes que sintetizei no Moog, que e sugeriu que eu fizesse um álbum inteiro, é que percebi a riqueza sonora e artística do que estava nascendo”, continua Trilha, referindo-se à versão que fez para “Meu Maracatu Pesa uma Tonelada”. Depois partiu para “Prato de Flores” e aos poucos foi mostrando para o grupo. “A banda curtiu de cara a ideia do álbum e cada música nova que eu fazia era um festival de comentários e mensagens que foram me dando muita satisfação durante o processo. Quando eles sabiam que eu havia começado alguma música nova, ficavam cheios de curiosidade e me cobravam que terminasse logo para eles ouvirem.”
O projeto começou como uma brincadeira mas já começa a render frutos além do disco – e Trilha já está fazendo shows deste novo formato. “Muitas ideias surgiram, não sabia se montaria uma orquestra de Moogs ou se simplesmente colocaria tudo em uma MPC e deixaria algumas linhas para tocar ao vivo”, lembra. “Até que cheguei na forma do Concerto para Sintetizadores, onde toco clássicos da Synthesizer Music, composições próprias e músicas do Moogbeat. Nestes, os sons gerados originalmente no Moog foram substituídos por outros doze sintetizadores clássicos que ficam no meu ‘cockpit’ de máquinas sonoras.” Trilha não descarta fazer projetos do tipo com outros artistas, mas por enquanto quer focar neste novo formato ao vivo, o Concerto para Sintetizadores, que terá parte de seu repertório extraído do Moogbeat.
Neste sábado temos mais uma sessão do Cine Doppelgänger, que faço junto com a Joyce Pais do Cinemascope, na Casa Guilherme de Almeida: uma sessão dupla de cinema de graça seguida de um debate sobre os pontos em comum entre os dois filmes. Desta vez reunimos os filmes Rede de Intrigas, de Sidney Lumet (de 1976), e De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick (1999), dentro do tema A Paranoia por Dentro e falamos sobre teorias de conspiração descortinadas por protagonistas incautos. O primeiro filme, Rede de Intrigas, começa às 11h em ponto e o segundo, De Olhos Bem Fechados, às 14h, para que o debate comece perto das 17h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Casa Guilherme (e tem mais informações sobre a sessão aqui). Vamos lá?
A banda psicodélica gaúcha Catavento está lançando seu novo disco Ansiedade na Cidade com uma pequena turnê que já passou por seu estado natal, passa pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O primeiro show em São Paulo acontece nesta quinta, no CCSP, a partir das 21h, com abertura da banda potiguar Camarones Orquestra Guitarrística (mais informações aqui) e a banda antecipou um vídeo com as gravações do novo disco para o Trabalho Sujo.
Thiago França reuniu mais uma vez sua Space Charanga – desta vez em forma de quarteto – para uma nova viagem pelo espaço sideral do som. Ao lado de seus broders de Metá Metá Sergio Machado (bateria) e Marcelo Cabral (baixo acústico) e do trompete de Amilcar Rodrigues, o músico paulistano parte em mais uma jornada rumo ao desconhecido em seu recém-lançado Suíte Intergaláctica (já nas plataformas digitais mas que pode ser baixado aqui), que ele considera o disco mais de jazz que já fez. Aproveitei o lançamento para conversar com ele sobre a história da Space Charanga (“um spin-off da Charanga do França”, conta às gargalhadas), da influência de Sun Ra e do espaço sideral em sua criação – que vai muito além da ficção científica.
Como surgiu o conceito da Space Charanga e da influência do Sun Ra nessa versão da Charanga?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/space-charanga-2018-como-surgiu-o-conceito-da-space-charanga-e-qual-a-influencia-do-sun-ra-no-grupo
Como a Space Charanga conversa com o Charanga do França?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/space-charanga-2018-como-a-space-charanga-conversa-com-o-charanga-do-franca
Fale sobre a Suíte Intergaláctica.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/space-charanga-2018-fale-sobre-a-suite-intergalactica
Fale de sua relação com a música e o conceito do espaço sideral.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/space-charanga-2018-fale-de-sua-relacao-com-a-musica-e-o-conceito-do-espaco-sideral
O senhor Richard David James nos dá notícias ao anunciar mais um disco-relâmpago: o EP Collapse, que apresentado ao mundo através do intenso clipe “T69 Collapse”, que iria ao ar no Adult Swin na semana passada, mas não passou no teste para quem sofre de epilepsia devido às mudanças bruscas de cores e luzes que saltam da tela. Por isso, esteja avisado.
O profeta pós-apocalíptico de Guarulhos Edgar pousa sua nave paranoica nesta quinta-feira no Centro Cultural São Paulo e convida Rico Dalasam, Curumin e Rodrigo Brandão para embarcar em sua viagem (mais informações aqui).
As bandas norte-americanas Warpaint, Deerhunter e Mercury Rev (este último tocando seu clássico Deserter’s Songs na íntegra) e a brasileira Marrakesh sao as primeiras atrações reveladas de mais uma edição do Balaclava Fest, que acontece no dia 4 de novembro em São Paulo
(mais informações aqui). E ao que parece vem mais coisa boa aí (alguém falou em War on Drugs?)…
Quem é você? Quem é o Rakta? A dupla paulistana formada por Carla Boregas e Paula Rebellato domina as segundas-feiras do Centro da Terra espalhando esta dúvida durante todo o mês de agosto ao apresentarem a temporada O Duplo Ambulante. Inspiradas no mito do doppelgänger – que diz que, em algum lugar, há uma cópia astral sua e que você pode encontrá-la nesta nossa dimensão -, as duas reinventam sua obra e seus shows em quatro datas em que confundem expectativas e embaralham nossos sentidos sobre o que é real e o que não é, o que é palpável e o que não é, misturando conceitos carnais e etéreos numa série de apresentações que funcionarão em conjunto (mais informações aqui). Conversei com as duas sobre para onde essa história de duplo pode nos levar.
Como surgiu a ideia de Duplo Ambulante?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rakta-como-surgiu-a-ideia-de-duplo-ambulante
Como vocês conheceram o conceito de doppelgänger?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rakta-como-voces-conheceram-o-conceito-de-doppelganger
A ideia da temporada é criar um ritual ao redor deste conceito?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rakta-a-ideia-da-temporada-e-criar-um-ritual-ao-redor-deste-conceito
Como esse espetáculo se encaixa nesta fase atual da carreira de vocês?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rakta-como-esse-espetaculo-se-encaixa-nesta-fase-atual-da-carreira-de-voces
Quem são os convidados desta temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rakta-quem-sao-os-convidados-desta-temporada
Tocar num teatro muda o tipo de apresentação que vocês vão fazer?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rakta-tocar-num-teatro-muda-o-tipo-de-apresentacao-que-voces-vao-fazer
Herói do indie carioca, Lê Almeida transmutou sua musicalidade do shoegaze pro kraut ao parir o conjunto Oruã, em que reveza sua barulhenta guitarra com teclados elétricos. O grupo, formado por Lê (guitarra, teclados e vocais), João Luiz (baixo) e Phill Fernandes (bateria), envereda por trincheiras mais experimentais que as que Lê caminhava anteriormente e sai em busca de ouvintes em turnês de carro pelo Brasil, desbravando os interiores do Brasil com uma sonoridade densa e hermética, mas ao mesmo tempo hipnótica e psicodélica. Ele falou em lançar o single de “Malquerências” (que deverá estar no próximo disco do grupo, Romã) no Trabalho Sujo e eu aproveitei pra conversar com ele sobre sua nova banda.
Conte como o Oruã começou.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/le-almeida-2018-conte-como-o-orua-comecou
Era uma banda instrumental que começou a ganhar letras. Fale sobre esse processo.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/le-almeida-2018-era-uma-banda-instrumental-que-comecou-a-ganhar-letras-fale-sobre-esse-processo
Você está excursionando bastante com a banda. Como está sendo a repercussão?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/le-almeida-2018-voce-esta-excursionando-bastante-com-a-banda-como-esta-sendo-a-repercussao
De onde vem o nome da banda?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/le-almeida-2018-de-onde-vem-o-nome-da-banda
É seu único trabalho atualmente? Você parou seus outros projetos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/le-almeida-2018-e-seu-unico-trabalho-atualmente-voce-parou-seus-outros-projetos
Há previsão de lançamento de discos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/le-almeida-2018-ha-previsao-de-lancamento-de-discos
Duas bandas em ascensão na nova cena cearense – os climáticos Oto Gris e os psicodélicos Casa de Velho – apresentam-se de graça nesta quinta-feira no Centro Cultural São Paulo, a partir das 21h (mais informações aqui).










