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Loki

Enquanto Dua Lipa se apresentava no Brasil, perdia a oportunidade de dividir o palco com um de nossos maiores artistas pois Gilberto Gil também estava em plena turnê. E nos dois fins de semana que a diva passou por São Paulo e pelo Rio de Janeiro, Gil estava entre Fortaleza e Recife, sempre recebendo convidados. Em Fortaleza, no fim de semana anterior, recebeu Ednardo (que cantou “Andar com Fé”) e o sanfoneiro Waldonys (que tocou em “Esperando na Janela”). Já no Recife (ou melhor, tecnicamente em Olinda, já que os shows foram no Classic Hall, que fica na divisa entre as duas cidades), Gil recebeu dois convidados por noite. Na primeira, sábado passado, contou com a presença de Alceu Valença (que cantou “Aquele Abraço”) e Elba Ramalho (que esteve em “Andar Com Fé”) e na segunda, domingo, recebeu João Gomes (com quem dividiu “Esperando na Janela”) e Lenine (que cantou “Extra II”). E ele ainda fará um terceiro show em Pernambuco na próxima sexta. Quem serão os convidados?

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Tentando tirar o atraso.

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Recém-acolhido por Kleber Mendonça Filho, que o colocou para atuar em filmes como Bacurau e o novíssimo O Agente Secreto, o alemão Udo Kier, que morreu neste domingo, tem uma longa ficha corrida na história do cinema tendo atuado em mais de 200 filmes e trabalhou com nomes tão diferentes quanto Dario Argento (no clássico Suspiria), Andy Warhol e Paul Morrissey (nos filmes Carne para Frankenstein e Sangue para Drácula), Gus Van Sant (Garotos de Programa). Fassbinder, Herzog, Von Trier e até no filme de Madonna, Sex.

Thalin tá vindo!

Se você acompanha as novidades da música brasileira já deve estar ligado em um segredo cada vez mais público chamado Thalin. Antes se escondendo em inúmeros projetos (percussionista do saudoso Eiras e Beiras, baterista no também saudoso – já? Pois é – Os Fonsecas, dentro do projeto-álbum Maria Esmeralda e metade da Dupla 02), ele está aos poucos dando as caras e nesse sábado perdi a Dua Lipa no Rio de Janeiro pra assisti-lo sozinho demolir uma festa apenas com seu microfone e alguns comparsas. Causando num dos cômodos do Estúdio Lâmina, ele abriu a noite dividindo o vocal com vários camaradas numa cabulosíssima sessão de grime com microfone aberto com as bases soltas pelos DJs Benni e Sucateiro. Logo depois, o DJ Shirts assumiu as bases, o ex-fonseca Caio Colasante plugou sua guitarra e Thalin não deixou ninguém parado, transformando-se numa absurda metralhadora de rimas, que só pegava fôlego pra atiçar a galera, ensinar refrães e falar besteira. O mais impressionante é que ele está sozinho no vocal, não conta com um MC parceiro para dobrar versos e descansar alguns minutos e dispara num flow impressionante, puxando referências e suas músicas mais antigas, além de soltar várias novíssimas. E como Thalin é chegado numa bagaceira (quem não é?), ele não só apresentou sua nova camiseta (com apenas a palavra MERCH escrita) e emendou “The Climb” do filme da Hannah Montana (pedindo luzes para o alto) com uma versão pervertida para “Call Me Maybe”, aquela mesma. Gracinhas à parte, o que pegava mesmo era quando partia pra cima, agitando a pequena multidão, que ainda pode contar com a participação da Rubi ajudando o MC da noite a quebrar tudo de vez. Esteja atento!

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Um festa clássica nessa sexta-feira quando baixei o Inferninho Trabalho Sujo no Picles trazendo duas bandas que já haviam tocado em outras edições da festa, mas nunca no sobrado da Cardeal Arcoverde. A noite começou com o trio Saravá em ponto de bala, incendiando a sexta-feira com seus hits instantâneos que em breve estarão prontos para conhecer seus ouvintes para além dos shows quando Joni, Roberth e Ito finalmente lançarem seu primeiro álbum, no começo do ano que vem. Sua apresentação ainda contou com duas participações já conhecidas de seus shows, quando primeiro trouxeram Bru Cecchi, vocalista da banda irmã Devolta ao Léu para o palco para em seguida chamar outra participação familiar, essa literalmente cossanguinea, quando a irmã do baixista subiu no palco para cantar duas músicas. E a galera foi ao delírio.

Depois foi a vez do quarteto de Maringá Tutu Naná soltar sua bruma densa e doce sobre o público, hipnotizando a todos com doses cavalares de microfonia entremeadas por canções sussurradas. A química entre os integrantes da banda é invejável e eles mal precisam se olhar para cavalgar sobre o pulso de suas canções. E sempre é impressionante ver como suas personalidades individuais musicais crescem à medida em que se amalgamam ainda mais: Akira deixando sua guitarra mais pesada e clássica, com solos e riffs que vão do virtuosismo hard rock ao ruído branco elétrico, Jivago alternando entre o baixo e a guitarra e buscando os pontos em comum entre os dois instrumentos, com graves linhas circulares de ritmo, Fernando alternando entre os espasmos de rock clássico, bossa nova acelerada e free jazz e Carol enfeitiçando todos com seu vocal, flauta transversal e efeitos sonoros, várias vezes ao mesmo tempo. O grupo ainda ousou embarcar na onda do Massive Attack ao reler a versão que o grupo inglês fez para “Girl I Love You” do Horace Andy na apresentação que fizeram esse mês em São Paulo e não deixaram a bola cair. Absurdo. Depois restou a mim e a Fran domar a rebelde pista daquela noite, visitando extremos distintos da música para dançar.

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Vamos a mais um Inferninho Trabalho Sujo no Picles nessa sexta-feira, quando recebemos duas bandas que já passaram por diferentes palcos da festa, mas que tocam pela primeira vez no sobrado da Cardeal Arcoverde! A primeira delas é o trio fulminante Saravá, que antecipa o que será seu primeiro álbum, que será lançado no ano que vem, num show em que mistura rock clássico, MPB e indie brasileiro. Depois é a vez do quarteto Tutu Naná, que também mistura as mesmas referências mas por um outro viés, enterrando suas canções em camadas de microfonia e vocais sussurrados. Depois dos shows é a vez de eu e a Fran nos reencontrarmos mais uma vez no Picles para incendiar a pista de lá até altas da madrugada. E quem comprar ingresso antes paga mais barato. Bora?

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Quem também está completando 30 anos é o clássico disco Da Lata, da Fernanda Abreu, que ela está comemorando em grande estilo, com direito a documentário, primeira edição em vinil, livro e possivelmente uma turnê temática no ano que vem. Bati um papo com ela sobre seu disco mais emblemático para o caderno Eu& do Valor Econômico. Continue

Eis o trailer do novo filme da Charli XCX, The Moment, um documentário de mentira sobre o fenômeno Brat, que ela “concebeu a partir da ideia de ser pressionada a fazer um documentário” sobre como ela dominou o verão do ano passado no hemisfério norte a partir de seu disco mais recente. É mais um projeto de sua nova fase cinematográfica, anunciado na semana seguinte em que ela revelou que seu próximo álbum é a trilha sonora da nova adaptação para a telona do clássico O Morro dos Ventos Uivantes. The Moment está marcado para estrear lá fora no dia 30 de janeiro e ainda não tem data de lançamento para o Brasil.

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Um dos baixistas mais importantes da cena inglesa depois do punk (e olha que a concorrência era grande), Mani, que, morreu nesta quinta-feira, passou pelos Stone Roses e pelo Primal Scream, era também uma das grandes figuraças do britpop.

Pois é