A partir do mês de junho, começo a ministrar a série de cursos Cabeça Aberta, que idealizei para falar sobre obras revolucionárias na Unibes Cultural, em São Paulo. O subtítulo do curso – Discos, filmes e livros que criaram o mundo de hoje – explicita melhor o viés utilizado para escolher as obras a serem analisadas, que nesta primeira edição resumem-se em quatro: o disco de estreia do grupo Velvet Underground, The Velvet Underground & Nico, o famoso disco da banana, é o tema da primeira aula, dia 2; seguido do clássico de Stanley Kubrick, 2001 – Uma Odisseia no Espaço, tema da segunda aula, dia 9; depois temos o terceiro disco dos Mutantes, A Divina Comedia ou Ando Meio Desligado, no dia 23; e encerramos no dia 30, com a obra-prima de Alan Moore, a série em quadrinhos Watchmen. São aulas que evidenciam o potencial revolucionário destas quatro obras e dissecam suas origens, influências e impacto cultural para mostrar que a cultura tem o poder transformador de capturar ansiedades e expectativas de diferentes épocas e transformá-las radicalmente com um disco, um filme ou uma história em quadrinhos. Os cursos acontecem sempre aos sábados, na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2.500, ao lado da estação Sumaré do Metrô, telefone: 11 3065- 4333), das 14h às 17h, e podem ser feitos separadamente, embora quem fizer os quatro contará com um desconto (mais informações aqui).
A Virada Cultural paulistana acontece no próximo fim de semana, dias 19 e 20 de maio, e pela segunda vez faço a sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo virar a noite de sábado e adentrar o domingo com o filé da atual música brasileira, com o primeiro show da volta da Orchestra Santa Massa do DJ Dolores (com formação completa) descambando num show do Negro Leo, passando por uma noite voltada ao novo rap brasileiro (Flip, Bivolt, Nill, Diomedes Chinaski) com a presença de novos veteranos da cena (como Ordem Natural, Erick Jay, De Leve, DJ PG e Síntese), voltando num domingo que abre com o encontro dos Metá Metá com Tantão e os Fita, segue com Giovani Cidreira, passa pelo BNegão e seus Seletores de Frequência tocando seu clássico disco de estreia, Enxugando Gelo recém-relançado em vinil, e encerra-se com um show completo de Luedji Luna. É tudo de graça, só precisa passar antes na bilheteria para garantir o ingresso (mais informações aqui). Vamos lá?
18h – Orchestra Santa Massa
19h – Negro Léo
23h – Flip
0h – Erick Jay
1h – Bivolt
2h – DJ PG
3h – Diomedes Chanaski
4h – Síntese
5h – De Leve, Ordem Natural e Nill
12h – Metá Metá + Tantão e os Fita
14h – Giovani Cidreira
16h – Bnegão & Os Seletores de Frequência tocam Enxugando Gelo
18h – Luedji Luna
E aos poucos o disco novo de Melody Prochet, nossa querida musa psicodélica que lidera o Melody’s Echo Chamber, vai ficando mais claro – e mais estranho. Depois de mostrar algumas músicas do disco no ano passado antes de sofrer um acidente, ela retomou o projeto do zero e lançou “Cross My Heart” para mostrar que tinha voltado à ativa. O novo álbum, agora batizado de Bon Voyage, teve sua pré-venda anunciada para o dia 15 do próximo mês e agora ela lança mais uma nova faixa, a estranhíssima “Desert Horse”, que mistura sua voz adocicada com guitarras invertidas e uma dose de psicodelia bad vibe que remete tanto ao Unknown Mortal Orchestra quanto ao disco mais recente dos Boogarins.
Imagina como será o disco…
Patrimônio vivo da música brasileira e um dos maiores nomes de nossa psicodelia, Arnaldo Baptista é reverenciado esta semana em São Paulo, em uma série de apresentações suas na Caixa Cultural de São Paulo que começam nesta quinta-feira e vão até sábado, culminando com um show no domingo em homenagem à sua obra (mais informações aqui). As primeiras apresentações fazem parte da série Sarau O Benedito em que o próprio Arnaldo, sozinho ao piano, lembra de músicas de seu repertório e clássicos de sua formação, com músicas de Bob Dylan, Animals, Beatles e peças de música erudita que lhe vierem à cabeça. No domingo, o baixista da banda Cachorro Grande, Rodolfo Krieger, reúne vários nomes para celebrar a música de Arnaldo, como Lulina (que cantará “Tacape”), China (que cantará “Ciborg”), Helio Flanders (que cantará “I Fell in Love One Day”), o próprio Rodolfo (que cantará “Sunshine”) e Karina Buhr, que gravou com exclusividade para o Trabalho Sujo as duas músicas que tocará no show, “Sentado à Beira da Estrada” e “Trem”, no Studio 8, onde também entrevistei o próprio Arnaldo.
A conversa com Arnaldo foi curta, mas animada, e falamos sobre diferentes temas – dos cinquenta anos da Tropicália à sua rotina no interior de Minas Gerais, além dos shows desta semana e discos favoritos. Ele lembrou de Gilberto Gil, Rogério Duprat, dos próprios Mutantes, mas prefere pensar no aqui-agora e revelou a quanta andas seu novo álbum, Esphera.
Como você mexe no repertório do Sarau o Benedito?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-como-voce-mexe-no-repertorio-do-sarau-o-benedito
Você aceita pedidos do público?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-aceita-pedidos-do-publico
Quais são seus discos favoritos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-quais-sao-seus-discos-favoritos
Você escuta seus próprios discos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-escuta-seus-proprios-discos
Qual seu disco favorito dos Beatles?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-qual-seu-disco-favorito-dos-beatles
Como é sua rotina atualmente?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-como-e-sua-rotina-atualmente
Você continua compondo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-continua-compondo
Como você vê a Tropicália, da qual você fez parte, 50 anos depois?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-como-voce-ve-a-tropicalia-da-qual-voce-fez-parte-50-anos-depois
Foi Duprat quem apresentou os Mutantes ao Gilberto Gil?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-foi-duprat-quem-apresentou-os-mutantes-ao-gilberto-gil
Você lembra deste primeiro encontro com o Gil?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-lembra-deste-primeiro-encontro-com-o-gil
Você tem lembranças dos momentos importantes dos Mutantes?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-tem-lembrancas-dos-momentos-importantes-dos-mutantes
Qual sua expectativa sobre esses próximos shows Sarau O Benedito?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-qual-sua-expectativa-sobre-esses-proximos-shows-sarau-o-benedito
Considerações finais…?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-consideracoes-finais
Finalmente conhecerei o império musical que Fabrício Nobre montou há vinte anos no meio do cerrado brasileiro – parto nessa sexta-feira para a vigésima edição do sensacional Bananada, que traz Gilberto Gil, Kalouv, Ema Stoned, Carne Doce, Rincon Sapiência, Nação Zumbi, Meridien Brothers, Deafkids, Jorge Cabeleira, Francisco El Hombre, Emicida, Ava Rocha, Boogarins e muito mais (mais informações aqui).
O Brasil ainda tem um enorme débito com o resto da América Latina, para quem historicamente sempre deu as costas, mas a música parece estar disposta a reverter esse processo. Enquanto os hermanos da América espanhola bem conhecem os grandes nomes da nossa música – os históricos e os atuais -, aos poucos nomes manjados no resto do continente dão as caras por aqui graças a iniciativas heroicas de produtores, músicos e outros agentes deste novo mercado independente brasileiro. É o caso dos Meridian Brothers, um dos grandes nomes da música colombiana, que passeia pelo Brasil durante a semana, com passagens pelo Rio de Janeiro (onde tocam nesta quarta, na Audio Rebel), Goiânia (sexta no festival Bananada) e Brasília (domingo na Cervejaria Criolina). No meio do percurso, passam por São Paulo nesta quinta, quando tocam no lançamento da festa WahWah, que também é o nome de guerra da dupla de DJs Maurício Fleury (tecladista e guitarrista do Bixiga 70) e Giu Nunes, dedicada à expansão do conceito de psicodelia para além do padrão sessentista, “forma antropofágica e sincrônica, buscando a transcendência dos sentidos no som de sintetizadores, ecos de fita, instrumentos ancestrais e distorções de guitarra”, como explicam (mais informações aqui). Os dois conversaram com o guitarrista, produtor e compositor Eblis Álvarez dos Meridian Brothers, e mandam o papo direto aqui para o Trabalho Sujo e o show ainda contará com a participação da Ava Rocha.
O Meridian Brothers é um projeto que já tem seus vinte anos e passaram de um projeto solo e laboratório de sonoridades para uma banda. Quando começaram estes experimentos com a música latina?
Meridian Brothers é um grupo que começou como uma espécie de laboratório, um lugar de experimentação de diferentes ideias que eram alternativas para o momento nos anos 90 e que, aos poucos, foi virando uma banda com exatamente a mesma intenção: tocar ao vivo certas ideias que não tinham nada a ver com os formatos tradicionais do rock ou a música de canção. Depois, paulatinamente, fomos incluindo a música latina na ideia como resultado de uma investigação que havíamos começado a fazer em Bogotá, com muitos músicos indo a festivais, comprando discos de música tradicional. Eu fazia parte desse movimento e tive também essa mesma ideia dos músicos dessa época de começar a incluir música latina em formatos de rock experimental.
Quais são as suas maiores influências na música?
As influências são muitas. No entanto, para apontar, digamos que o que mais influencia os Meridian Brothers, mais que os artistas, são os formatos. Existem certos tipos de formato como a música eletrônica, o rock, certos gêneros que vão se transformando de disco para disco e de época em época que nos influenciaram, de formatos de música latina a formatos de rock experimental, experimentos com eletrônica, além da relação entre esses formatos e certos artistas importantes, mas que foram muitos. De qualquer forma, quanto a essa pergunta, sobre o que nos influencia, pode-se ver que também há um pensamento originário da música acadêmica ocidental, a música clássica, porque dentro de tantos anos de transformação sempre se volta às músicas populares e seu papel nos contextos sociais e no contexto fonográfico.
Há uma presença psicodélica muito forte na sonoridade de vocês e também a utilização de recursos eletrônicos. Como isso se mistura aos elementos latinos? Existe diferença entre o que fazem no estúdio e no palco?
Sim, temos muitos componentes eletrônicos que, imediatamente, podem bem remeter ou ir até a psicodelia. No entanto, são mais experimentos de programação, esquemas técnicos ou de ‘settings’ e portanto é um pouco casual que se chegue à psicodelia. Quanto à diferença entre o estúdio e ao vivo, sempre tive a ideia do estúdio como um espécie de espaço ideal com todas as possibilidades dentro dele e a ideia é fazer ao vivo o máximo possível parecido com o que se fez no estúdio.
Este esforço para fazer com o que ao vivo soe como em estúdio nos levou a muitas possibilidades e desenvolvimentos técnicos que não seriam possíveis se não houvesse esse rigor para fazer as coisas ao vivo parecidas com o que tivemos no estúdio, então desenvolvemos várias técnicas como as transformações da voz, novas coisas dramáticas, tocar com sequências que se combinam com a percussão… Todo esse tipo de coisa surgiu a partir de querer imitar tudo o que se faz em estúdio e quando você está em estúdio, não pensa em como vai ser ao vivo, a solução vem depois.
Vocês têm influência da Tropicália? O que conhecem e gostam da música brasileira atual?
Perfeitamente, somos muito influenciados pela Tropicália, pessoalmente penso que a Tropicália é uma das respostas mais perfeitas à combinação de rock global e músicas tradicionais e por isso realmente nos interessa muito esse movimento e o que ouvimos, ou o que eu, como compositor, ouvi foi todo o básico como Gilberto Gil, de Caetano Veloso, Novos Baianos, Gal Costa etc. E sobre o que eu gosto mais das coisas novas: eu sou muito fã da Ava Rocha, que vai participar do show com a gente, ultimamente tenho ouvido muito a cantora Soledad, que me parece ser de São Paulo (ela é do Ceará)… O Terno também me parece um grande grupo, gosto muito dos Boogarins, gosto muito da Tulipa também e por aí vai…
É fácil encontrar temas religiosos e ligados ao sofrimento em suas composições, existe uma relação entre esses temas e questões sócio-políticas? É possível traçar um paralelo entre Brasil e Colômbia nesse sentido?
Em nossa música criamos cenas fictícias e personagens às vezes esquisitos, às vezes bizarros, e sim, há um inconsciente político, um inconsciente também um pouco de sofrimento em parte porque as situações latinoamericanas atuais são bem difíceis em nosso país e então ficamos tocados pelas coisas que acontecem na Colômbia e isso termina se ligando a diferentes temas das canções. Quanto ao paralelo entre Brasil e Colômbia, digamos que em toda a América Latina estamos sofrendo uma entrada forte da exploração de recursos por parte de grandes grupos econômicos estrangeiros com a permissão de políticos de tendências de direita e o que fazem é privatizar várias entidades que antes eram do Estado, o que permite a entrada de monopólio, há crescimento da desigualdade social. Esse é o paralelo que encontro entre Brasil e Colômbia e que está acontecendo muito também no resto da América Latina.
O que podemos esperar desta primeira apresentação em São Paulo?
O que o público de São Paulo pode esperar é uma varredura por muitas das composições dos últimos quatro discos dos Meridian Brothers e que são bastante variados, com focos diferentes: o disco Desesperanza, de 2012, é um disco dedicado à salsa, Los Suicidas, de 2015, é um disco de órgão instrumental, Salvadora Robot, de 2014, é um disco com um escopo mais amplo, influenciado por músicas do caribe colombiano e, por último, ¿Donde Estás Maria?, de 2017, que é um disco muito inspirado nos formatos da Tropicália brasileira e de MPB, vamos tocar umas três canções deste último trabalho. Então, o que se pode esperar é um resumo de todas essas coisas que fizemos nos últimos anos, mostrar a nossa música no Brasil é uma honra para nós do Meridian Brothers.
Maior satisfação em deixar o grande Guizado tomar conta das terças-feiras de maio, com a temporada O Multiverso em Colapso, feita durante a gravação de seu próximo disco, no Centro da Terra. O disco foi pré-produzido pelo grande Miranda e deverá ser gravado exatamente no meio do mês, quando a banda formada por Guizado (um time de peso que inclui nomes como os guitarristas Regis Damasceno e Allen Alencar, o baixista Meno Del Picchia no baixo, Zé Ruivo nos sintetizadores e Richard Ribeiro na bateria) recebe diferentes convidados para visitar os multiversos abertos pelo trompetista durante estas quatro terças: na primeira, dia 8, ele reúne Maurício Takara, Negro Leo e Kiko Dinucci; para a segunda, dia 15, ele chamou o rapper Edgar, de Guarulhos; na terceira terça é a vez de uma sessão descarrego com Junior Boca e Thiago França; para terminas na última terça do mês com as presenças de Ava Rocha, Sandra Coutinho das Mercenárias e as meninas do Ema Stoned (mais informações aqui). Conversei com o Guizado sobre este novo trabalho, com influência de free jazz, política e histórias em quadrinhos.
O que é o Multiverso em Colapso?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-o-que-e-o-multiverso-em-colapso
Como a temporada se relaciona com o seu próximo disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-como-a-temporada-se-relaciona-com-o-seu-proximo-disco
Fale sobre as noites. Como será a primeira terça-feira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-fale-sobre-as-noites-como-sera-a-primeira-terca-feira
Quem é o convidado da segunda terça?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-quem-e-o-convidado-da-segunda-terca
Quem fará as participações na terceira terça?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-quem-fara-as-participacoes-na-terceira-terca
Quem são as convidadas da última terça?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-quem-sao-as-convidadas-da-ultima-terca
Quem são os músicos que tocarão em todas as apresentações?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-quem-sao-os-musicos-que-tocarao-em-todas-as-apresentacoes
Em todas as noites vocês tocarão o mesmo repertório?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-em-todas-as-noites-voces-tocarao-o-mesmo-repertorio
Fale sobre o papel do Miranda na pré-produção deste disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-fale-sobre-o-papel-do-miranda-na-pre-producao-deste-disco
Um dos grandes nomes da música popular contemporânea, o músico e compositor Edgard Scandurra é mais conhecido como a força cerebral e emotiva do Ira!, mas tem uma carreira solo paralela que ergue-se tão importante, embora não tão popular, quanto o trabalho de sua banda original. Um dos principais nomes da música paulistana desde os anos 80, Edgard Scandurra trilhou uma carreira solo ímpar, com projetos paralelos, tributos e discos solo que flertam com o rock clássico, o punk, a música eletrônica, o pós-punk, o noise e a canção francesa. Convidei-o para dissecar sua musicalidade solo na programação do Segundamente do mês de maio e ele dividiu suas quatro segundas em quatro shows diferentes: na primeira segunda, dia 7, ele recria seu primeiro disco solo, Amigos Invisíveis, de 1989; na segunda, dia 14, ele volta para o início dos anos 80, quando fez parte das bandas Mercenárias e Smack; na terceira segunda-feira, dia 21, ele visita suas canções de formação apenas no piano e guitarra (indo de Aphrodite’s Child a Eric Carmen) no espetáculo Lembranças Afetivas; e ele finalmente encerra seu mês no Centro da Terra mostrando sua faceta eletrônica ao tocar com os filhos no projeto Benzina aka Scandurra. Conversei com ele sobre estas quatro apresentações, que ele batizou de Operário do Rock (mais informações aqui).
Quando foi que você se viu como um operário do rock?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/edgard-scandurra-operario-do-rock-quando-foi-que-voce-se-viu-como-um-operario-do-rock
Como Operário do Rock virou o o mote da temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/edgard-scandurra-operario-do-rock-como-operario-do-rock-virou-o-o-mote-da-temporada
Fale sobre a primeira noite, Amigos Invisíveis.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/edgard-scandurra-operario-do-rock-fale-sobre-a-primeira-noite-amigos-invisiveis
A segunda noite é Smack e Mercenárias.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/edgard-scandurra-operario-do-rock-a-segunda-noite-e-smack-e-mercenarias
E a terceira noite? É a primeira vez que você usa esse formato?
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A última noite é do Benzina aka Scandurra. Como ele funcionará ao vivo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/edgard-scandurra-operario-do-rock-a-ultima-noite-e-do-benzina-aka-scandurra-como-sera-ao-vivo
Quais projetos ficaram de fora dessa temporada?
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Você acredita que a temporada funcionará como uma terapia?
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Duas forças do metal instrumental contemporâneo brasileiro, os paulistanos Huey e os pernambucanos Cosmo Grão, se encontram neste domingo (mais informações aqui).
Depois de fazer trilhas sonoras para documentários (como a trilha para Atomic: Living In Dread and Promise, lançada como álbum há dois anos), a banda escocesa de pós-rock Mogwai finalmente chega ao cinema ao ser chamada para participar da trilha sonora para o filme norte-americano Kin, um policial com Zoë Kravitz, Dennis Quaid e James Franco no elenco, que chega aos cinemas em agosto. A faixa “Donuts” segue o que se espera do trabalho da banda: um épico instrumental barulhento e melódico, zen e violento, simultaneamente desesperador e esperançoso.









