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Loki

4:20

E aconteceu na quinta passada, em Nova York, a esperada reunião de 40 anos do Monty Python, em que os sobreviventes do grupo (mais uma versão em cartolina de Graham Chapman e a presença da única coadjuvante feminina do elenco, Carol Cleveland) se reuniram para comemorar o lançamento do documentário Monty Python Almost The Truth (The BBC Lawyers Cut) (que já vazou na internet). Os poucos vídeos que apareceram da apresentação no YouTube mais encontram os integrantes do grupo em entrevistas antes da apresentação.

No vídeo acima, que encontrou o vocalista do Iron Maiden Bruce Dickinson e o ator do seriado Mad Men Rich Sommer na platéia, os integrantes do grupo falam sobre suas atividades atuais: Terry Jones conta como se tornou apresentador de documentários, Terry Gilliam rasga elogios para Family Guy e South Park, Michael Palin fala sobre o recém-lançado documentário, John Cleese falando sobre sua nova turnê pela costa oeste americana e Carol Cleveland sobre a cena mais difícil que fez com o grupo. Os cinco também se reuniram no tradicional programa matinal americano Live with Regis and Kelly.

Da apresentação em si, os poucos trechos que escaparam para a internet foram uma interpretação da famigerada “Galaxy Song”…

…e o genial improviso de uma menina de 10 anos em cima da clássica passagem do grupo sobre a Inquisição Espanhola.

Tomara que não seja só essa apresentação.

O programa de TV Musique and Music resolveu homenagear Serge Gainsbourg pelo duplo aniversário – em abril de 1978 ele não apenas completava 50 anos de idade como vinte anos de carreira. E assim, os produtores o convidaram para um longo bate-papo sobre sua vida e obra, intercalado por apresentações de intérpretes franceses (e Jane Birkin) de alguns dos principais clássicos de Gainsbourg. Não perca o final do show, com o próprio Serge regendo o coral masculino Garnier, que faz uma versão inacreditável para a polêmica “Les Sucettes”.


Serge Gainsbourg – “Le poinçonneur des Lilas”


Daniel Prévost – “Maria” e Alain Souchon – “Elisa”


Serge Gainsbourg – “La javanaise” e Laurent Voulzy – “Qui est in, qui est out”


Jane Birkin – “Ex-Fan des Sixties” e Michel Jonasz – “Comic Strip”


Jacques Martin – “En relisant ta lettre” e Bijou – “Les papillons noirs”


Serge Gainsbourg – “L’eau à la bouche” e Serge Gainsbourg & L’Ensemble Garnier – “Les Sucettes”

Apartheid ET

E Distrito 9 é tudo isso que andam falando mesmo. Do mesmo jeito que Blade Runner mudou completamente a ficção científica ao trazer o futuro distante e utópico das sociedades espaciais para o futuro próximo de um planeta Terra em franca decadência, o filme de estréia do diretor Neill Blomkamp aproxima ainda mais o hoje do amanhã. Ao estacionar uma nave espacial à deriva sobre Johannesburgo, o diretor empilha metáforas sobre metáforas para tornar explícitos cada um de nossos preconceitos – e mistura racismo, tortura, canibalismo, xenofobia, miséria, feitiçaria, zoofilia, drogas e armas pesadas com a estética favela movie – tom documental, câmera na mão, chão de terra batida, barracos, crianças e galinhas – que Fernando Meirelles consagrou em Cidade de Deus. O protagonista Wikus van de Merwe é um Michael (do Office) posto em uma situação tão extrema quanto a da tenente Ripley em Alien ou o policial Alex Murphy em Robocop – a diferença é o simples fato de, embora os dois últimos também sejam funcionários de corporações, Wikus não tem experiência militar nenhuma, como a maioria dos telespectadores. Assim, o filme puxa para uma primeira pessoa verité que o torna tão descendente da ficção científica distópica dos anos 80 quanto do documentarismo fictício dos últimos dez anos (Bruxa de Blair, Cloverfield, [REC], Atividade Paranormal). E nos mostra aliens asquerosos que, em última instância, são apenas versões deformadas de nós mesmos. No fim, Distrito 9 chega às mesmas conclusões da ficção científica recente – a de quanto mais nos tornamos soldados, menos somos humanos. Mas até chegarmos neste ponto, atravessamos uma viagem excepcional, de interfaces que flutuam, pessoas que explodem, armas impossíveis e até uma criança ET, com muito som e fúria, neste que é tranquilo um dos melhores filmes de 2009.

DJ Mashup Hero


Justice x Dizee Rascal


Beastie Boys x Daft Punk


Justice x Public Enemy


Vanilla Ice x MC Hammer


Daft Punk x Queen


Rihanna x Killers

É o DJ Hero… Que vai ser lançado semana que vem.

Fiquei de cara.

4:20

Ele tá com disco novo na rua.

4:20

O disco “costa oeste” do LCD Soundsystem ainda não tem nome, deve sair só em março do ano que vem, foi gravado em uma mansão em Los Angeles e James Murphy lamenta não conseguir antecipar seu lançamento, pois ele o considera forte candidato a disco da década. Modéstia, sabemos, é qualidade de quem não tem mais nenhuma outra, e também sabemos quais são as da banda do senhor Murphy, um dos nomes mais importantes da primeira década do século. “Bye Bye Bayou”, primeira faixa do grupo a dar as caras depois do Sound of Silver (o Livio lembrou que a faixa recém-lançada saiu num single em homenagem ao Alan Vega, do Suicide, autor de “Bye Bye Bayou”, que não fará parte do terceiro disco), as traz em primeiro plano, embora sem pegar na veia. Mas tá tudo lá – beat insistente, disco music via krautrock, vocal blasé, baixão, ritmo derretendo a cabeça. Não é a faixa pra colocar esse novo disco no mapa – é só pra avisar que eles já despontaram no horizonte. Dica do Fubah, da Funhell.


LCD Soundsystem – “Bye Bye Bayou