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Loki

Life Is Flashing (Before Your Eyes), de Vince Collins (1984). Vi lá no site do Weird Tapes.

O vídeo, claro, você já viu.

Mas você já viu como o Gondry fez essa pequena obra-prima?

Vi lá no Kottke.

Pulp Fiction Remix

4:20

Mais Alice

Apareceu um trailer mais longo pro Alice no País das Maravilhas do Tim Burton e eu sigo com sentimentos dúbios sobre essa adaptação. Burton fez um Planeta dos Macacos medonho de ruim e a primeira metade de sua Fábrica de Chocolates beira o genial, mas logo o filme descamba pro mimimi “meu-pai-me-odeia”/”odeio-meu-pai” que filtra de leve a obra do diretor. Sob o olho de Burton, o livro de Lewis Carroll parece entre o delírio technicolor e o pesadelo surrealista, mas tem algo nesse Chapeleiro Louco do Johnny Depp que me lembra o canastraço Coringa do Jack Nicholson – isso sem contar o fato do personagem virar um dos protagonistas da história, ao lado da ótima Mia Wasikowska. Pra isso virar um Hook do Spielberg

Alice pornô

E a Alicemania do ano que vem vai resgatar pérolas como essa:

…e como a Kátia já entrou na onda desde o início do ano…

…só que não era dele, era do Steve.

Vi aqui.

Projetos paralelos do vocalista do Hail Social, Dayve Hawk, o Memory Cassette e o Weird Tapes eram tratados como artistas novos desconhecidos e não como hobbies de alguém de uma banda indie. A princípio ambos projetos incluíam toda a banda, que alimentava lendas urbanas sobre produtores que desapareceram e só deixaram aquele material, sobre a possibilidade dos discos terem sido gravados no início dos anos 80 e só encontrados agora, sobre as músicas serem um projeto paralelo de um artista de porte global, como o Daft Punk ou o Air. Brincavam com o timbre da voz de Hawk, acelerando-o levemente de forma a tornar seu tom agudo em quase feminino, mexendo até com a possibilidade do projeto ser de uma vocalista – e não de uma banda semidesconhecida.

(Vale à pena ir atrás das versões anteriores do Memory Tapes, que lançou EPs como More Tapes e The Talking Dead como Weird Tapes, e The Hiss We Missed e Rewind While Sleeping, como Memory Cassettes. O som é espaçoso, etéreo e pop demais, camadas e camadas de som se sobrepondo como se o Cocteau Twins convencesse a Madonna dos anos 80 a ser cool em vez de sexy – talvez só sobrasse ao My Bloody Valentine fazer barulho)

A brincadeira foi crescendo, o Hail Social acabou e Hawk juntou os dois projetos num só, assumindo o nome Memory Tapes, que lançou seu primeiro disco (Seek Magic, bem bom, depois falo mais dele aqui) em agosto desse ano. E eis que pinço no Bruno uma mixtape que eles fizeram para o blog Arawa usando apenas trilhas sonoras de filmes de terror (dá pra perceber a obsessão do cara com mortos? Seu primeiro EP tinha a Caroline do Poltergeist na capa). Walk Me Home é uma boa introdução para essas fitas.

Memory Tapes – Walk Me Home (MP3)

4:20