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Loki

Também desenterro uma minirresenha à trilha sonora do filme de 1981 dos Trapalhões, um dos maiores sucessos do grupo no cinema. Escrevi o texto para uma votação dos 100 melhores discos brasileiros, feita pela Rolling Stone brasileira há dois anos, mas, no fim, o disco ficou de fora – e o texto também. Ei-lo:

O encontro improvável entre um bardo sambista da MPB e um grupo de humor televisivo soltou faísca ao menor atrito. Bom pra todos: Chico Buarque procurava outros temas, uma vez que a resistência à ditadura tornava-se redundante com a abertura do general Figueiredo (seu disco daquele ano, Almanaque, não tinha uma música de protesto sequer), e os Trapalhões precisavam de um prumo para ajudar sua carreira cinematográfica deslanchar de vez. E descobrimos um Chico acanalhado e Didi, Dedé, Mussum e Zacarias funcionando – e bem – sem a ajuda da TV. Da circense – e emblemática – “Piruetas” à cândida “Minha Canção”, a trilha passa pelo forró “Rebichada”, o rock “A Cidade dos Artistas” (com Elba Ramalho), a doce “Hollywood” (com Lucinha Lins) e o xote “Alô Liberdade” (com Bebel Gilberto), sem perder o rebolado e a graça. Mas o Chico subversivo ainda dava sinais nas entrelinhas – das desculpas ao “Meu Caro Barão” à “réstia de luz onde dorme o meu irmão” (que, sutilmente, aponta os últimos porões do Dops). Fora o próprio tema do filme, adaptado da versão que Chico fez de uma peça infantil italiana nos anos 70 – que canta, sem remorso, “todos juntos somos fortes/ Não há nada a temer”.

A trilha – citada pelos Los Hermanos na turnê do Bloco do Eu Sozinho – foi escrita por Chico Buarque em um de seus períodos mais produtivos e embalou a segunda parte da minha infância, uma vez que foi o primeiro filme – e não desenho animado – que assisti no cinema. Fico pensando o quanto músicas como “Meu Caro Barão” e a disco music “Cidade dos Artistas” não podem ter me influenciado de um jeito ou de outro…


Chico Buarque + Trapalhões – “Meu Caro Barão


Elba Ramalho + Trapalhões – “Cidade dos Artistas

E o Toque Musical desenterrou (e o Ali Fanfarrão ressuscitou) esse show do Gil na Poli em 73. Eis a apresentação que o site faz do registro:

Em 1973, o estudante de geologia da USP, Alexandre Vanucci Leme, foi torturado e morto pela repressão política do regime militar. Gilberto Gil, que estava em São Paulo, então recém chegado do exílio, foi procurado pelos universitários que o convidaram para fazer um show de protesto, improvisado no campus. Por volta de umas duas mil pessoas assistiram a esta apresentação nas dependências da Escola Politécnica da USP. Gil tocou e conversou com o público durante três horas de show. Esta apresentação foi registrada pelos estudantes em um gravador de rolo (benditos gravadores de rolo!). A fita ficou guardada e esquecida por um longo tempo. Apenas algumas poucas pessoas tiveram acesso a este material. As cópias em fita K7 eram fragmentadas e com um som de má qualidade. Vinte anos depois a fita master foi encontrada e restaurada, inicialmente pelo músico do Grupo Rumo, Paulo Tatit, para um projeto de lançamento da gravação comercial em CD.

Aí temos o repertório daquela noite:

“Oriente”
“Chicletes com Banana”
“Minha Nêga na Janela”
“Senhor Delegado”
“Eu Quero um Samba”
“Meio de Campo”
“Cálice”
“O Sonho Acabouv
“Ladeira da Preguiça”
“Expresso 2222”
“Procissão”
“Domingo no Parque”
“Umeboshi”
“Objeto Sim Objeto Não”
“Ele e Eu”
“Noite Morena”
“Cidade de Salvador”
“Iansã”
“Eu Só Quero um Xodó”
“Edith Cooper”
“Back in Bahia”
“Filhos de Gandhi”
“Eu Preciso Aprender a Só Ser”
“Cálice (final)”

Coisa fina, Gil nem sequer tinha começado sua fase “Re” e já tinha um repertório de fazer inveja a todos os grandes nomes do pop nacional atual juntos. Além das músicas, o disco traz várias faixas chamadas “Gil fala” em que o cantor conversa longamente com o público, moldando seu carisma manhoso que lhe deu ares de guru preto velho em seus tempos de ministro. O caminho das pedras tá no site, vai lá.

Ou, melhor dizendo, cachorra. Sophie.

Danilo mandou essa no Twitter. Foda.

O diretor do filme O Fantástico Mr. Fox, feito em stop motion com personagens que são bichos que falam, agradeceu desta forma – em stop motion e como se fosse um bicho – o prêmio de Special Filmmaking Achievement dado pela National Board Of Review. E já levanta a possibilidade de roubar a cena do Up no Oscar… A dica é da Helô que, ora vejam, vai ter um blog…

Infâmia pouca é bobagem. Dica do Arthur – e se você não sacou a referência, dá mole.

Tipo mashupar o Felipe Dylon tocando Iron Maiden com o cara que mais pega mulher em Curitiba.

Doidera doida.

Mais Hermes e Renato.

Eu já sabia?

Fala JJ:

Is the end of the series what you thought it would be, from the beginning?
JJ: Oh, no way! No. There are little threads and elements, here and there, but truthfully, when we started it, we didn’t know exactly what was in the hatch. We had ideas, but we didn’t know to what extent it would be. The notion of The Others was there, but we didn’t know exactly what that would mean. Damon hadn’t come up with the idea of flash forwards yet. To see where we are and what they’ve created is insanely gratifying and it’s something that no one could have predicted, at the beginning of it. The evolution of it is really part of their glorious experiment of taking a show that we were all, at the beginning, saying, “How do you make this a series?,” and to see what Damon and Carlton have done is amazing to me.

You had the idea for the basis of it though, right?
JJ: There were a lot of ideas, but the specificity with which the thing played out was part of that leap of faith that it was going to work. That doesn’t mean that you plan everything out. You have big ideas, but when the better bigger ideas show up, you go with them.

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