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Loki

Não vi ainda, mas a Gi foi na cabine em Londres e conta o que podemos esperar do provável filme de super-herói do ano. Contaê, Gi:

Presa a um embargo como se fosse uma bola de ferro acorrentada aos meus pés, eu vi Kick-Ass no dia 23 de fevereiro na primeira cabine mundial e não pude dar nem um parecerzinho sequer sobre o filme. Ok, eu já disse via Twitter e afins que era foda, mas sem revelar porquê, como, quando, onde. O embargo caiu e finalmente posso relaxar e falar que sim, Kick-Ass é o filme do ano e explico agora. Sem dar muitos spoilers, espero.]

Batman é provavelmente o super-herói mais “provável” que poderíamos ter na vida real porque ele é apenas um rico que sai a noite pra bater nos pobres (estou me apropriando de uma citação que não lembro de quem). Mesmo assim, é irreal gastar tanto dinheiro em cintos de utilidade e um carro tunado em forma de morcego. E Kick-Ass é brilhante por partir de uma premissa básica que todo fã de super-heróis já pensou: e se eu pudesse ser um?

Claro que a premissa é básica e a execução é complicadíssima. Há armas de grande porte, acidentes de carro e a difícil tarefa de perder a virgindade antes do fim do segundo grau. Mesmo com lutas incríveis nas quais facas cortam pernas ao meio – e nada de Tarantino style em Kill Bill de sangue jorrando, é meio real e violento demais -, Kick-Ass é crível, no sentido em que não precisa de mais do que uma fantasia boba e cojones para salvar os frascos e comprimidos. Há uma química entre os personagens, os atores e a história que faz o filme bem rendondinho: engraçado, violento e com uma história que te prende do começo ao fim.

Hit-Girl é uma pirralhinha adorável em sua mente perturbada prefere armas a filhotinhos de labrador. Big Daddy é Nick Cage fazendo o que sabe fazer melhor: over-acting. Mas nesse caso funciona maravilhosamente. McLovin é ótimo como Red Mist e na verdade todo o cast funciona direitinho. Kick-Ass é Aaron Johnson – também conhecido como John Lennon de Nowhere Boy. E se você pensar que Aaron é noivo e pai do futuro filho de Sam Taylor-Wood aos 19 anos, Aaron combina mais com Kick-Ass do que com seu real eu. Mas filosofo – de volta ao filme.

O que mais me impressionou no filme foi a Hit-Girl. Chloe Moretz, no auge dos seus 13 aninhos, usa roupas de colegial que nem os mangás japoneses e carrega armas de calibres gigantes – que nem… bem, os mangás japoneses. E cada perna esfaqueada, cada braço cortado é com precisão e detalhes bem gráficos. Fuck não é mais um palavrão forte nos Estados Unidos ou na Inglaterra. Então seria meio grandsbosta se Hit-Girl falasse fuck tentando ser durona. Em vez disso, ela fala cunt. E cunt é o pior xingamento que existe em inglês. É pior que motherfucker. É pior que cocksucker. É bem bem bem ofensivo. E lá pelas tantas, Hit-Girl olha para um bando de bandidos rosnando sangue e fala: “Okay you cunts let’s see what you can do now!” E uma sala de cinema inteira perdeu o chão – uma menininha de 13 anos acabou de falar a c-word?

E acho que esta cena da c-word resume Kick-Ass muito bem: é irresponsável, é violento, é irreverente, mas ao mesmo tempo muito engraçado, cheio de surpresas e repleto de referências pop – até uma ótima piada sobre a temporada final de Lost! Acho que não posso falar mais sobre o filme sem entregar detalhes importantes. Eu vi Kick-Ass sem ler o quadrinho, sem saber mais do que o trailer mostrou e fiquei grata por descobrir a aventura junto com o nosso herói. Veja o filme no cinema, vale a pena pelo todo, mas especialmente pelo visual comic book colorido. Se eu tivesse que apontar uma falha no filme, eu diria que a edição caiu brevemente ao quadrinho estilo Hulk do Ang Lee (lembra que merda que era aquilo?). Se eu tivesse que falar qual a melhor cena, eu diria que é a cena da luz estrobo – que grudou na minha mente por dias após ter visto no cinema.

Meu colega que viu o filme comigo escreveu a resenha aqui (em inglês). Leia aqui o que foi falado depois da primeira cabine. Veja também a galeria de fotos aqui. Penso que pra quem esperou tantos anos pela temporada final de Lost, esperar por Kick-Ass até 11 de Junho nem parece tão longe assim. E lembre-se: “with no power comes no responsibility”.

Valeu pela resenha, Gi!

Lost x Saul Bass

Genial. Ou você não sabe quem é Saul Bass?

Terça louca

Tá achando que eu esqueci? Hoje é dia.

Você quer saber o que vai acontecer até o fim de Lost? O blog Dark Ufo reuniu suas fontes e compilou todas informações que já sabem sobre a série até o final – e o Teorias Lost traduziu tudo pra quem não manja inglês. E aí, vai encarar?

Gagaphone

Boa essa paródia.

Duas vidas, duas rotinas, duas estéticas. Em comum: internet e Big Brother Brasil. Vi na Bean.

4:20

Vinícius volta às celebridades, eu sigo com as beldades.

Photoshop para todos
A arte do século 21 em um software

Quem acompanha o mundo digital se surpreendeu na semana passada quando a Adobe revelou um novo recurso de seu tradicional programa de edição de imagens chamado “content-aware fill” (preenchimento com reconhecimento de conteúdo, em inglês).

Para quem não conhece, o Photoshop é o software de edição de imagens mais popular do mundo. Ele não apenas permite que se retoque ou melhore imagens depois de produzidas como também é ótimo para fazer montagens – algumas ficam tão boas que parecem que sempre foram assim. Essa manipulação já está tão incluída no inconsciente coletivo que, sempre que uma imagem parece bonita demais, ela vem seguida do comentário “rolou Photoshop, hein?”.

Voltando ao anúncio da semana, o novo recurso permite que os retoques se tornem automáticos. Nas versões anteriores, se você quisesse, por exemplo, tirar as celulites da coxa de uma mulher, bastava copiar um trecho da pele dela e ir repetindo-o várias vezes, cobrindo as deformações originais – num trabalho árduo, que, literalmente, dura horas. Com o preenchimento automático, basta você selecionar o pedaço que você quer mudar, escolher a função e, em questão de segundos, a mudança é feita.

A Adobe não confirma se o novo recurso virá na versão que foi anunciada para o próximo dia 12, mas garante que será implementada em atualizações futuras desta versão. A novidade deve melhorar, e muito, a qualidade do trabalho de designers, ilustradores e publicitários que lidam diariamente com o programa. Mas a melhor notícia desta mudança não é para eles – afinal, têm estagiários e funcionários que viram noites para fazer tais alterações.

Quem se beneficiará mesmo com o novo recurso são amadores, gente que mexe no Photoshop de brincadeira, para matar o tempo e divertir amigos. São pessoas que já fazem isso, mesmo com poucos recursos e sem intimidade com o software, mas que já mexem na paisagem cultural do novo século.

São montagens com personalidades, desconhecidos que se tornam onipresentes (procure “tourist guy” ou “disaster girl” no Google Images) e mashups de imagens de diferentes contextos. Parece brincadeira, mas no início do século 20, o cinema e o fonógrafo também pareciam. Foi preciso a intervenção da tecnologia para que ficasse mais fácil produzir músicas e filmes. E lá vem ela de novo…

“It’s a trap!”
Livros furados por um sabre de luz

Quem quer um sabre de luz para furar os livros na sua estante? E nem é preciso usar a Força para recuperá-los. A loja do site oficial de Guerra nas Estrelas lançou nesta semana este conjunto de aparadores de livros que faz que a clássica espada de Darth Vader (sabre vermelho, caso você não lembre) pareça que está atravessando sua biblioteca. O conjunto custa US$ 49,99 e já está à venda no site http://shop.starwars.com.

4:20