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Loki

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Folga de natal

Bom, então é isso: bom natal pra quem é de natal. Desligo as máquinas aqui até segunda-feira, quando volto com o Vida Fodona retrospectiva do ano e sigo dando continuidade aos melhores de 2010. E se você está no espírito natalino, sugiro visitar alguns natais passados aqui no Trabalho Sujo, através da tag Natal. Boas festas pra você e pra quem for da sua família! Hasta!

Natal 13

Mas antes de ir, faço cortesia com o chapéu alheio e repasso o presente que a Lulina deixou no pé de sua árvore para quem quiser baixar. Disco instantâneo da querida indie pernembucana, Meus Dias Treze segue a (saudável e compartilhada) obsessão pelo numeral malquisto, com toda uma proposta musical bem típica dela. O disco está todo para download em seu site, cola lá. Separei abaixo a que faz referência à data do meu aniversário.


Lulina – “O Relógio” (MP3)

Esse Bill Hader é muito foda…

Oh, well… Tava demorano…

Feliz Festivus!

É hoje! Já comprou seu poste?

Um sábio fictício moderno disse que o ser humano é rebelde por natureza e está sempre se rebelando contra o status quo – mesmo quando não sabe disso. “Toda vez que você é intimidado, você está se rebelando em outro nível”, ele diz, “certa vez coletei as estatísticas sobre acidentes industriais em uma cidade escolhida ao acaso – no caso, Birmingham, na Inglaterra”. Depois de estudá-los, o anti-herói chega à conclusão sobre os dados que estava estudando: “Sabotagem. Sabotagem inconsciente. Todo acidente era uma insurreição cega. Todo homem e mulher está em constante rebelião, mas só alguns poucos tem coragem de admitir. Os outros atrapalham o sistema por acidente – rá-rá-rá – ou por estupidez – rá-rá-rá, de novo”.






Falando nisso, lembrei do Mídia Tática Brasil, que foi um dos eventos mais importantes da década passada. Num momento em que a cultura digital brasileira começava a engatinhar, o Ricardo, a Gi e a Tati pegaram a idéia do festival holandês Next Five Minutes e misturaram arte de vanguarda, cultura eletrônica, manifestações de rua, comunicação digital e política 2.0 em uma semana de eventos na Paulista em a, entre a Casa das Rosas e a unidade do Sesc ao lado, em março de 2003 (falei bastante sobre a importância do evento quando Ricardo morreu, subitamente, em 2007 – vale passar pelo link pois há vários links para obras dele mesmo). Nele, pela primeira vez, várias gerações e turmas diferentes, mas de mesma mentalidade, tiveram seu primeiro contato umas com as outras, lançando as sementes para movimentações que hoje mostram-se maduros em áreas tão diferentes quanto política, arte e mídia. Desenterro aqui três textos que escrevi sobre o festival na época: um comentário sobre a noite de abertura do evento (uma referência que reverbera até hoje, vide o reencontro de Gil e Barlow no Fórum de Cultura Digital deste ano) e duas entrevistas, uma com Derek Holzer, criador do Next Five Minutes, e outra com Al Giordano, editor do Narco News. Bora lá.

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