Bom dia.
Que versão!
Se você não conhece a original, tá dando mole…
Mais uma daquelas do Adnet que saem de sua média e repercutem pra além da MTV.
Antes de ver esse clipe eu já tinha pensado nisso: a Beth Ditto tá soando cada vez mais como a Madonna, principalmente neste EP solo que ela lançou no início do ano, ao lado dos Simian Mobile Disco. Disquinho sinistro, diga-se de passagem.
Showzaço, pra variar.
“I Can Change”
“All My Friends”
“Losing My Edge”
“Home”
Teria curtido mais se não tivessem me afanado meu celular. Poizé, em plena Pachá (e, não, não era um “anexo da Pachá”, era a própria Pachá disfarçada pra não queimar seu filme com aquele bando de hipsters ou pros hipsters transitarem tranquilos sem ter vergonha de estar na Pachá). E quando o segurança tá mais preocupado em ver se o seu cigarro tá aceso do que dar alguma satisfação sobre um furto dentro das dependências (a maioria só pode dar de ombros e soltar um risinho do tipo “fazer o que, né?”), só resta uma alternativa: nunca mais pisar num buraco desses.
A minha coluna no 2 de ontem foi sobre o The King of Limbs, e mesmo tendo sido fechada antes do lançamento do disco, na sexta, não invalida o que foi publicado ontem.
Sem medo de ousar
Radiohead e o artista do século 21
Aconteceu de novo, na semana passada. Depois de mais de três anos do lançamento de seu disco mais recente, In Rainbows, o grupo inglês Radiohead pegou todo mundo de surpresa ao anunciar, na segunda-feira, que seu novo disco estava pronto e seria apresentado ao mundo em menos de uma semana. Foi exatamente como aconteceu em 2007. Na época, o Radiohead começou a postar notícias cifradas em seu site para, em menos de uma semana, anunciar que tinha disco novo pronto e que ele seria lançado online em menos de uma semana. Não bastasse isso, o grupo liderado por Thom Yorke ainda ousou ao propor que o próprio público dissesse quanto gostaria de pagar pelos MP3 – mesmo se não quisesse pagar nada.
Corta para 2011 e o anúncio de The King of Limbs foi feito igualmente no susto. A grande diferença, no caso, foi que desta vez a banda não perguntou quanto valia a obra. E propôs preço para o disco ainda inexistente: US$ 9. Além da versão digital, a banda também avisou que lançaria uma edição “física” do álbum, que incluiria, além do CD, dois discos de vinil, cartões e “625 pequenas obras de arte”, seja lá o que isso queira dizer. Também anunciou que o disco talvez fosse o primeiro “álbum-jornal” do mundo, também sem explicar nada sobre o que seria isso. Quem comprar a versão não digital teria de desembolsar US$ 48, preço de envio incluso, e esperar para recebê-lo a partir do dia 9 de maio.
Até o fechamento desta coluna, o álbum ainda era um mistério, mas é bem provável que hoje, pleno domingo, você já tenha lido as primeiras impressões sobre ele e talvez já o tenha até ouvido. Mas mesmo que você nem saiba o que é Radiohead (na minha nada modesta opinião, a melhor banda do mundo hoje, ponto final), saiba que eles são os pioneiros e talvez o maior nome entre os grandes do entretenimento mundial na forma de lidar com o mercado digital.
Basicamente porque eles não têm medo de experimentar. E não só musicalmente. Há uma reclamação constante de que para o Radiohead é muito fácil fazer isso, uma vez que a banda surgiu e cresceu nos tempos em que as grandes gravadoras mandavam no que deveríamos ouvir. Mas eles poderiam simplesmente continuar vendendo seus discos sem nenhuma novidade. Ao contrário, eles não apenas abraçam a novidade como não têm medo de ousar.
E sabem que, para o artista do século 21, arte e mercado têm de ser vistos como se fossem a mesma coisa.


