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Loki

O site m ss ng p eces editou um trecho de quase dez minutos de uma entrevista de meia hora de 2006 com o líder do LCD Soundsystem em que James Murphy fala sobre música digital, algoritmos de identificação de gosto musical, o prazer de descobrir música nova simplesmente ao manusear discos e a importância das bandass medianas para chegar às mais importantes (exemplo citado: “Se não fosse o Echo & the Bunnymen eu demoraria para descobrir o Fall”). Dica do Pedro.

Cemetery Junction

Boa surpresa o Cemetery Junction, filme que o Ricky Gervais e o Stephen Merchant (criadores do Office inglês) lançaram ano passado e eu peguei meio sem querer outro dia.

É uma história sobre assumir ou não o próprio destino às vésperas de deixar a casa dos pais, um Trainspotting que se passa na época de Life on Mars (início dos anos 70), com todo o glamour tosco daquela época. No entanto, não é uma comédia e conta a saga de três amigos pós-adolescentes sem futuro brilhante pela frente e começando a dar conta disso. A trilha sonora especificamente é exemplar (Bowie, Slade, Elton John, Bruce, Roxy Music, T-Rex) e – spoiler! – há uma cena magistral usando “Rain Song” do Led Zeppelin inteirinha que vale todo o tempo que se gasta no filme. Gervais comentou o uso desta música em entrevista ao Guardian no ano passado:

he most expensive thing in the whole movie and worth every penny. This sublime piece of rock n roll majesty soars through the story climax. We planned and cut the last few minutes of the film to the track before we’d even got permission from the band. I basically sent them a begging letter and they said yes. Phew! There was no plan B.

Realmente, só essa cena… Aliás, só essa música…

“Obra sublime de maestria rock’n’roll”, indeed.

Mandando bem, pra variar… E como a música vazou, eles liberaram no site.

Mais um limite transposto pelo jovem Leandro… Qual a diferença entre o charm e o hip hop?


Emicida – “Quero Te Encontrar (MP3)

Bem boa essa matéria da BBC:

Numa rua em Berkeley, Califórnia, o epicentro da contracultura nos anos 1960 e 1970, eu achei o que poderia muito bem ter sido o local de nascimento do fenômeno.

Do lado de fora do que já foi uma loja de discos chamada Leopold’s Records, o ex-cientista de computação Lee Felsenstein me disse como, em 1973, ele e outros colegas colocaram um computador na loja, perto do mural de recados de músicos.

Eles haviam convidado as pessoas que passavam, em geral estudantes da Universidade da Califórnia, Berkeley, para entrar e digitar uma mensagem no computador.

À época, era a primeira vez que alguém que não estudasse temas científicos foi convidada a se aproximar de um computador.

“Achamos que haveria uma resistência considerável à invasão de computadores no que, segundo pensávamos, era território da contracultura”, explicou Felsenstein.

“Estávamos errados. As pessoas subiam as escadas, e tínhamos alguns segundos para lhes dizer, ‘você gostaria de usar o nosso mural de recados eletrônico, estamos usando um computador.’

“E com a palavra computador os olhos deles se abriam, brilhavam, e eles diziam: ‘uau, posso usá-lo’?”

Logo a máquina estava sendo preenchida por mensagens, que iam de um poeta promovendo seus versos e músicos oferecendo serviços a discussões sobre o melhor local para comprar pães.

O projeto, chamado Memória da Comunidade, sobreviveu por mais de uma década, instalando outros computadores na região de São Francisco. Mas só foi nos anos 1980 que um número considerável de pessoas aderiu à vida online.

Dica (antiiiiga) da Tati.

E por falar na Tati, minha repórter favorita acaba de ressuscitar em formato digital (tem até Twitter!) seu trabalho de conclusão de curso, o livro Psicodelia Brasileira – Um Mergulho na Geração Bendita, que ela fez quando ainda trabalhávamos no Trama Universitário e fazíamos reunião de pauta no quintal, debaixo da mangueira, por volta de 1972, 1973, não me lembro direito (ah, os anos 70…).

Mas eu não achei o livro em si para download. Cadê, Tati? Será que eu tou tão seqüelado assim?

4:20

Outro post que tungo inteirinho do Tiago Lyra.

Do mesmo carinha que fez aquele Tropa Erudita.

Quem já viu esses caras ao vivo sabe do que eles são capazes…