E ainda surgem flashes esparsos da melhor festa de 2011 até agora. Essas de cima foram feitas pela Flora Paul (e me passadas pela Letícia) antes da festa começar. As debaixo foram feitas pelo povo do Várzea Paulista, na pista Veneno.
E essa última foi feita pela Flávia “Fru Fru” Lacerda, outra celebridade que foi à festa e eu não consegui conhecer. Ela só lembrou de tirar foto no raiar do dia…
Quando é a próxima? Em dois ou três meses, vamos ver. Mas nesse fim de semana tem dose dupla de Gente Bonita…
Por falar no Dahmer, ele é o letrista de uma das músicas do disco novo do Camelo, chamada “Três Dias”. Nela, o autor da melhor tirinha brasileira atual (a saber, Os Malvados) deixa o cinismo e a acidez de lado e extravasa seu lirismo, que já havia exercitado no magistral Ninguém Muda Ninguém, o melhor livro do ano passado (outro dia falo dele aqui). Eis a letra de Dahmer:
Se faltar carinho, ninho
Se tiver insônia, sonha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
Se encontrar algum destino
Para solidão tamanha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
Se faltar carinho, ninho
Se tiver vontade, chama
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
Se você ficar sozinho
Pega a solidão e dança
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
Desaparecer no vento
E acordar num outro instante
Nó na imensidão do tempo
Dor do sentimento faz
Mas se faltar a paz
Se faltar a paz
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
“Há pessoas muito burras, não há sinestesia. Falo algo assim e a pessoa (faz um risinho afetado e bobo com a mão na boca): “Ih, olha o doidão”. Hoje a arte é vista com um olhar que busca o pitoresco. O portal tem a notícia do elefante que morreu entalado com um avestruz no rabo e procura o que no meu disco pode entrar ali do lado. Apareci três vezes no “Fantástico”: quando fui agredido por Chorão, quando comecei a namorar a Mallu e quando Jim Capaldi gravou “Anna Júlia” – lista Camelo, que também reage a quem vê no seu trabalho um louvor ao precário. – Não gosto é da maquiada, de dar à coisa um ar de supercoisa. Tom Zé diz que faz sua música porque é incapaz de fazer outra. Eu também poderia dizer isso, mas não é só. Porque não sei fazer o que o Black Eyed Peas faz, mas também não quero. O que uns entendem como ode à precariedade pode ser ode à humanidade, à incompletude. Ou à verdade, se é que ela existe”
Marcelo Camelo, nO Globo.
Pule para os 1:15 e volte para 1974.
Dez minutos de vídeo, permita-se esse pequeno intervalo de reflexão. A Helô já tinha falado dele.
QUE MÚSICA.










