Esse com o Milton. E direito a papinho no começo. Dica do Cícero.
Ouça essa menino e também ande de bicicleta!
O cartaz acima é fake, como avisou o Guga. Mas a boataria não é. Dedos cruzados.
Sério: quanto menos você souber, melhor o filme fica. Não sei se isso é um axioma pra vida (“menos expectativa, menos frustração”), mas, como eu digo no texto escrevi para o Divirta-se, você só precisa saber que esse é o melhor filme dos X-Men.
Você só precisa saber de uma coisa sobre o novo filme dos X-Men: é o melhor já feito sobre o time de mutantes liderados por Charles Xavier. Se você puder confiar nessa afirmação e se blindar de todas as formas para não saber mais nada sobre o filme, melhor. Nem quem são seus protagonistas – tanto na história quanto no elenco. Porque não saber o que você irá assistir tornará a experiência ainda mais satisfatória.
Por isso, pare de ler agora se você não quiser nenhuma outra informação. Mas, se quiser seguir em frente, a primeira coisa que você precisa entender é que esse não é mais um filme sobre a equipe de mutantes que se comporta como uma cruza de ‘Barrados no Baile’ com ‘Quarteto Fantástico’. Esqueça o terceiro filme da série ou aquele só do Wolverine (dois lixos) – e não se preocupe, pois o ponto de partida da história não depende de nenhum deles. Não se preocupe nem se não tiver assistido a nenhum dos anteriores.
Basicamente porque X-Men: Primeira Classe (tradução ruim, deveria ser ‘primeira turma’) é o marco zero mutante. O filme bebe na fonte que rejuvenesceu as maiores franquias de ficção científica do cinema (‘Guerra nas Estrelas’ e ‘Jornada nas Estrelas’) com uma pitada da adaptação de ‘Watchmen’ para as telas. Sim, é o início da história dos X-Men, quando Charles Xavier ainda andava, tinha cabelo e começava a descobrir que existiam jovens que, como ele, teriam poderes sobrenaturais. E, sim, ‘X-Men: Primeira Classe’ é um filme de época.
Se passa nos anos 60 de ‘Mad Men’ e, como o seriado, resgata o glamour retrô dos filmes de James Bond para contar uma história cujos personagens são os primeiros mutantes do grupo e não heróis que já são conhecidos do público (um destes aparece rápido, mas é só uma ponta). Os protagonistas, Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), e o vilão Sebastian Shaw (Kevin Bacon) seguram o filme magistralmente, tanto na história quanto nas atuações. Programaço – para quem não tem preconceito com filme de ação, claro.
Vi no Bragatto. Olha o setlist, de chorar:
Three Imaginary Boys (1979)
“10:15 Saturday Night”
“Accuracy”
“Grinding Halt”
“Another Day”
“Object”
“Subway Song”
“Foxy Lady”
“Meat Hook”
“So What”
“Fire In Cairo”
“It’s Not You”
“Three Imaginary Boys”
Seventeen Seconds (1980)
“A Reflection”
“Play For Today”
“Secrets”
“In Your House”
“Forever”
“The Final Sound”
“A Forest”
“M”
“At Night”
“Seventeen Seconds”
Faith (1981)
“The Holy Hour”
“Primary”
“Other Voices”
“All Cats Are Grey”
“The Funeral Party”
“Doubt”
“The Drowning Man”
“Faith”
Bis
“World War”
“I’m Cold”
“Plastic Passion”
“Boys Don’t Cry”
“Killing An Arab”
“Jumping Someone Else’s Train”
“Another Journey By Train”
“Descent”
“Splintered In Her Head”
“Charlotte Sometimes”
“The Hanging Garden”
“Let’s Go To Bed”
“The Walk”
“Lovecats”
Dá até tilt se você pensar demais nisso, show da vida pra pelo menos umas três gerações de fãs. Quem é que ia trazer os caras pro Brasil? Bem que podia ser o Sesc.






