Começando a semana com um Chemical Brothers que muita gente não lembra.
E o campeonato de quadribol também foi no Rio. Que doido.
Não tinha ouvido falar desse Filhos de João, que estreou essa semana, alguém viu?
O título é referência ao histórico encontro com João Gilberto que originou o melhor disco de todos os tempos, Acabou Chorare. Vi lá no Bruno.
Vi o Melancholia, do Lars Von Trier, na semana passada.
Não cheguei a desgostar, o que, pra mim, em se tratando do diretor dinamarquês, é lucro. Há cenas deslumbrantes com uma trilha sonora arrebatadora (“Tristão e Isolda”, de Wagner), uma atuação impecável de Charlotte Gainsbourg e uma mais ou menos de Kirsten Dunst, além de uma história que parece se desenrolar em uma DR familiar espetacular, mas que se perde em devaneios existencialistas esquizofrênicos. O início e o final do filme são ótimos, mas somando tudo não chega a uma nota 7. O que é uma nota alta, quando levamos em consideração que é um diretor autoral disposto a fazer ficção científica. E é mais ou menos a média do Von Trier, o diretor mais superestimado de sua geração. No entanto, vale ver no cinema – só as cenas à la Discovery Channel, em que Lars filma a Via Láctea em todo seu esplendor, já valem o preço do ingresso.
Spielberg, na Comic Con:
So, we were, in a way, I guess two code-breakers working on the enigma code trying to figure this movie out together and once I realized that we were just two sort of scientists in a lab just trying to figure out how to make something work, there’s no ego, there’s no competition. It’s just, we’re both on the same page. Two huge Tintin fanboys just trying to bring this movie to you in a way that you will like.
Mas por maior que seja o meu ceticismo em relação a esse tipo de computação gráfica, principalmente no que diz respeito à caracterização dos personagens, acho que minhas fichas cada vez mais vão para o lado de que esse filme do Tintim será um sucesso.
Ricky Gervais e Stephen Merchant estão fazendo outro seriado pseudodocumentário, depois do Office original e de Extras. Life’s Too Short é a vida romantizada do ator Warwick Davis, o cidadão verticalmente prejudicado que fez o papel-título de Willow, além de participar de duas sagas clássicas do cinema adolescente, Guerra nas Estrelas e Harry Potter.
Em In Time, filme novo do neo-zelandêns Andrew Niccol (de Gattaca), tempo é o novo dinheiro – e Justin Timberlake é o personagem principal. Parece massa, seguindo a média do diretor (que escreveu Truman Show, do Peter Weir, e O Terminal, do Spielberg), de volta à ficção científica depois do mico S1m0ne e de ter se recuperado com o ótimo Senhor das Armas, com o Nicolas Cage.
Não consigo pensar nesse tema (piada sobre anões) sem lembrar da já clássica “Let Me Hold You (Little Man)”, a canção que marca a entrada de Dewey Cox, o protagonista do filme Walk Hard, para o time dos cantores de protesto. Sente a letra:
All the elevator buttons
So incredibly high
I stand today for the midget
At the size of a regular guy
Let Me Hold You Little Man
As the parade passes by
Let Me Hold You Little Man
We’ll make believe you can fly
You shout for me to put you down
But I’m marching today for your cause
I’m bangin’ the drum
Your big day will come
When they remake the wizard of Oz
Let Me Hold You Midget Man
We’ll pretend that you’re flyin in space
Let Me Hold You Little Man
So the dog will stop licking your face
Little Shoes, Little Pants
Little Song, Little Dance
Little Heart, Little Mind
But your rights are as big as mine
Na, Na-Na-Na, Na-Na-Na-Na
Na-Na Na Na-Na Na Na
Thank God I’m Tall
I won’t let you fall
We’re all midget, one and for all
Thank God I’m Tall
I won’t let you fall
We’re all midget, and some are just small
Stand Up For The Little People!
Esse Walk Hard parece imbecil, mas no fim é um bom filme. O John C. Riley, em especial, é muito bom.
Coisa fina essa “Midnight City”, hein… Hurry Up, We’re Dreaming, o próximo disco do francês Anthony Gonzalez, vem aí. Mais infos no site dele.
M83 – Midnight City” (MP3)




