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Loki

A premissa é interessante, os efeitos especiais são bem convincentes, a teoria pseudocientifica funciona e a pré-história futurista da série Terranova parece crível, mas já vi três episódios e nenhum personagem, nenhum ator, nenhum nome sequer sai da mesmice. Uma série sem carisma, sem humanidade, sem graça. Não adianta só amarrar todas as pontas e achar que dá pra segurar uma narrativa sem ter uma história pra ser contada…

Podem vilanizar, mas Bill Gates não é Bill Gates à toa…

A “nova série de J.J. Abrams” também é a “nova série do Ben”, o Michael Emerson de Lost. E parte de uma premissa meio inverossímil: o cara que inventa o sistema de monitoramento norte-americano pós-11 de setembro percebe que o governo não se interessa por detectar crimes que não ponham o estado em risco e decide partir para a clandestinidade para ajudar o cidadão comum, mas precisa da ajuda de alguém que funcione como agente de campo. Esse agente é o personagem de Jim Caviezel, o Jesus Cristo de Mel Gibson, protagonista da série. Mas se a idéia básica parece forçar a barra para manter a série de pé, ela é amparada por bons atores interpretando bons personagens com boas cenas de ação e uma estética bem resolvida (o uso de câmeras de segurança como contraponto visual da série é feito de forma elegante e quase despretensiosa, os flashbacks também são espertos e apontam para uma revelação maior, em construção). Já está no terceiro episódio e vai melhorando a cada nova hora, vale ficar de olho.

…tá melhorando, bem devagar, mas tá. Depois de um começo sem graça e um episódio OK, o terceiro capítulo da nova safra terminou com uma cena que ajuda a unir os pontos ao mesmo tempo em que recupera tudo aquilo que tanto amamos em Walter Bishop. Inacreditável terem deixado filmar isso.

Aproveitando a deixa:

“‘Olha que gatinho bonito’, ‘foda-se, esse gatinho é comunista’, ‘você é viado!’. Em suma, eis o credo de toda a discussão através da internet”

É o que diz o líder do Wilco, à Magnet (que voltou ao papel), pinçado via Pitchfork. A foto-Godwin eu tirei do Glorious Noise.

4:20

Um dos “problemas” que enfrento no Link é o fato de nosso diagramador ser o baterista dos Muppets.

Sério: o Thiago Jardim é o Animal encarnado, para o bem e para o bem. O espírito hiperativo desenfreado do PatolinoMagrelo funciona como nitroglicerina posta como boa-noite-cinderella em nossos cafés. Basta o cara aparecer no meio do povo que todo mundo toma um choque de realidade e entra num segundo plano de dimensão: o elétrico. Semanalmente nos brinda com seu “mapa do tesão” – que é a tela em branco em que eu e a Helô começamos a desenhar o caderno (um dia eu posto uns aqui) – e a comunicação com esse super-herói do planeta Bizarro exige a desconstrução da língua escrita, entre maiúsculas que se alternam com minúsculas aleatoriamente, onomatopéias, sustos, cutucões e gestos em forma de cortesias sociais e um vocabulário quase sempre pontuado com a gíria do semestre, uma galeria que já nos brindou com saudações como “de carne?”, “cê guenta?”, “XONAS” ou o já-clássico “QUE DELÍCIA”.

E se você gostou da cara que teve a capa do último Link, a culpa é do sujeito que, em pleno surto criativo, teve a manha de quebrar o braço sozinho, no trabalho. A Helô conta melhor essa história. De molho uma semana, o pobre não pode jogar videogame, beber, tocar bateria e trabalhar – as quatro coisas publicáveis que ele mais gosta de fazer na vida – por uma semana, mas como é difícil ficar parado (bem sei, bicho), talvez fosse a hora de dar o start naquele Flickr, hein Thiagueiras… Melhoraê, porra!

Mais Wilco?

Mais Wilco!


Stevie Wonder

Fiz um exercício de eliminar o Rock in Rio da minha vida e me senti como se não acompanhasse uma novela, um reality show, um campeonato de futebol – e olhando assim à distância é fácil perceber, pela escalação e natureza do evento, o quanto que o mainstream do pop caminha sozinho, na inércia, feito um zumbi – e carrega massas de zumbificados no embalo. Separei uma lista enorme de shows inteiros colocados no YouTube (essa moda nova), mas repare na natureza descartável e supérflua das bandas listadas, algumas jogando reputações inteiras na vala do “show pras multidões”. Separo o Stevie Wonder e Elton John como mestres desse mesmo mercado, idealizado entre os anos 70 e os 80 (não por acaso a época em que os dois artistas se consolidaram como hitmakers), mas repare como é possível viver completamente alheio a esse tipo de música. Isso porque eu não precisei listar Ivete Sangallo, Sepultura, Angra ou Capital Inicial, só pra ficar nuns exemplos mais óbvios.


Elton John

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E quem foi na festa Lebowski sabe o quanto ela foi foda – a foto do trio responsável pela sonorização do início da noite fala por si. Impagável – a ponto de termos registrado um set em homenagem àquela sexta tão… istaile.

Alexandre Matias + Rafa Spoladore + Danilo Cabral – Fuckin’ A – A Big Lebowski set (MP3)

Creedence Clearwater Revival – “Lookin’ Out My Back Door (Instrumental)”
Hollies – “Long Cool Woman in a Black Dress”
Paul McCartney & Wings – “Goodnight Tonight”
Ray Barretto – “The Teacher of Love”
Steve Miller Band – “The Joker”
Leo Sayer – “Long Tall Glasses”
People’s Choice – “The Wootie-T-Woo”
Townes Van Zandt – “Dead Flowers”
Steely Dan – “Do It Again”
Pino D’Angio – “Ma Quale Idea”
Kenny Rodgers + First Edition – “Just Dropped In (To See What Condition My Condition Was In)”
Stevie Wonder – “Superstition”
War – “Low Rider”
Creedence Clearwater Revival – “Pagan Baby (The Starkiller’s Pagan Ritual Rework)”
Gypsy Kings – “Hotel California”
Pilot – “Magic”
Rolling Stones – “Honky Tonk Women”
Bob Dylan – “Man in Me”