Poizé, vazou.
Rapaz…
Que foda essa versão que o Lotus Plaza fez pra “Where I’m Going“, do disco novo do Cut Copy.
Lotus Plaza – “Where I’m Going“ (MP3)
Depois de ocupar a internet e ocupar as ruas, simpatizantes do OccupyWallStreet querem ocupar o zeitgeist, sinalizando a drástica diferença entre os ricaços do mundo e o resto em gráficos desenhados em notas de dólar.
A ação chama-se OccupyGeorge e resume-se a dizer que “se as coisas não mudarem, esse dinheiro vai pra mão do 1%”.
Ringo e Clapton lembram da música que abre o Lado B do Abbey Road sendo gestada, em um pequeno trecho do novo filme sobre George Harrison.
Deve ser demais esse filme…
Vou tungar o post todo, paciência:
Where is Wall Street? Occupy Wall Street’s skeptics—and there are a lot of those, though far fewer than there were a week ago—like to note the protesters are not actually occupying a street named Wall, but a park named Zuccotti; and that “Wall Street” is an archaic term, anyway, since many financial firms aren’t resident there. The protesters, in other words, were misdirected and naïve: they don’t even know where they are standing, let alone what they are standing against. But Saturday night, as the protests, which had already been replicated in cities from Boston to Seattle, moved up the city’s grid, to Washington Square Park and Times Square, and around the world, to have a glimpse of where they might be going. Where isn’t Wall Street, after all? It’s in one’s mortgage terms and student loans and legislatures. And where isn’t there anger?
Times Square, where forty-five people were arrested Saturday—with another forty-seven in Washington Square Park and elsewhere—would be a decent choice as a new base for Occupy Wall Street, not because it’s a commercial or corporate space (Condé Nast, The New Yorker’s parent, is one of the tenants) but because it’s a civic space. It’s a lot bigger than Zuccotti Park. New Yorkers know how to gather there. (So do tourists.) It is full of cameras, and full of delegates, at any given moment, from dozens of countries. It’s where one can get news, and share it.
The O.W.S. protesters have been effective witnesses already. What is striking about this weekend is how well-tuned the echoes were, and the way the voices were joined. It wasn’t just a lot of people yelling about banks, with the Italians getting more out of control than most (though they did, burning cars in Rome). People in London, Hong Kong, Madrid, Tokyo, South Korea, Stockholm, and Sydney were carrying similar signs and claiming membership in the “99 Per Cent.” One shouldn’t dismiss that term as naïve or meaningless without looking at what’s happened, in the last few years, to income inequality: as Nicholas Kristof points out in the Times, “The top 1 percent of Americans possess more wealth than the entire bottom 90 percent.” Der Spiegel, reporting on protests in Berlin and Frankfurt, referred to the “Occupy-Märsche.” Wall Street has long been a multinational brand name; now Occupy is, too.
Another pair of complaints about the movement is that it is only about catchy rhetoric, and that it is inarticulate about what it wants. And yet somehow, as the marches spread, the ideas are getting more coherent, not less so. There is a global conversation going on now, and it would be foolish not to listen. For an anti-corporate movement, O.W.S. has a good sense of franchising—more importantly, it has something to say about enfranchisement.
Walter: You acted against all reasonable agreements and expectations. You behaved irrationally with regard to only your intuition and instincts.
Olivia: I guess I did.
Walter: When I do that, people say I’m crazy. I suppose I’ve learned that crazy is a lot more complicated than people think.
Bem bom o último episódio de Fringe, aos poucos recuperando o ritmo de auge inesgotável do fim da terceira temporada.

Foto: Fabio Heizenreder
No sábado passado, fui ao Sesc Belenzinho (que melhora sua programação e aos poucos começa a atrair muito mais gente de fora de sua região para a Zona Leste) reverenciar o velho mutante Arnaldo Baptista em ação. “Reverenciar” é bem o termo correto, uma vez que não dá para dissociar suas apresentações públicas à sua contribuição histórica para a música brasileira e não levar em consideração as adversidades pessoais que comprometeram sua antes arrojada técnica e seu carisma espontâneo. Arnaldo é Syd Barrett e Brian Wilson ao mesmo tempo – e só o fato de ter sobrevivido ao que passou já deveria ser motivo de aplausos. Saber que conseguiu superar dramas pessoais e vê-lo reefrentar estes mesmos dramas, encapsulados no formato de canções curtas e complexas, é apreciar a obra para além do artista. É assistir ao espetáculo de sobrevivência pela arte.
Arnaldo Baptista – “A Balada do Louco”
E assim reserva-se críticas à sua impetuosidade ao piano, que esbanja naturalidade mas fraqueja na técnica, notas trocadas ou tocadas fora de tempo, vocais cuja afinação discorda daquela do piano, versões curtíssimas (nem dois minutos) para músicas clássicas intercaladas com um gestual ingênuo e bobo, comparsa de uma comunicação tímida e inocente, quase infantil, junto a um público benevolente e súdito.
Arnaldo Baptista – “Sentado na Beira da Estrada” / “Greenfields” / “Desculpe Babe”
Descontados todos esses defeitos, vemos Arnaldo sem máscara, cru, naturalista, por inteiro, que rasga músicas próprias e alheias (quase metade do repertório foi de música clássica a standards do piano, de Bach a Elton John) como se pudesse deixar a alma sair do limite corpóreo. Um show intenso, à flor da pele, mais verdadeiro que o documentário Lóki – pois vemos o deus caído em nossa frente, sorrindo para mostrar que está bem. Um espetáculo que também é triste – Arnaldo é amparado por um produtor até o piano e depois para fora do palco -, mas que nos lembra que mesmo a tristeza tem a sua beleza. Mas não só triste: afinal o sorriso e o bom humor de Arnaldo – intactos, apesar de tudo – arrancam suspiros de alegria e felicidade de um público devoto.
Arnaldo Baptista – “Cê Tá Pensando Que Eu Sou Lóki?”
E ele segue genial.
Tony Hawk, Fat Mike, Flea e outros pilares da cena faça-você-mesmo dos EUA contam como foi ter de assumir o outro lado da vida que levavam, quando viraram pais. The Other F Word promete:







