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Loki

4:20

Que tal começar o dia assim?

Do Cracked.com.

O diretor de O Silêncio dos Inocentes e Stop Making Sense passou pelo Zuccotti Park e registrou o que viu:

E disse que seu curta é “um infomercial para o OccupyWallStreet, uma resposta dos cidadãos a algo importante. Não tenho agenda, mas sou entusiasta e apoio isso de forma tão passional, que essa é a minha forma de contribuir“. Via Flavorwire, dica do Ramon.

Falando nisso, o Elio Gaspari escreveu sobre os Occupy:

A patuleia do parque é o novo personagem da crise. Não tem agenda? Em 1967, numa marcha contra a Guerra do Vietnã, o poeta Allen Guinsberg propôs que as energias dos manifestantes fossem concentradas para fazer levitar o prédio do Pentágono. O Pentágono não levitou, mas o presidente Lyndon Johnson desistiu de concorrer à reeleição. Em 1989, os tchecos manifestavam-se chacoalhando chaveiros.

Nem os doidos do parque acham que o companheiro Obama desistirá da reeleição, mas ele parece não ter entendido o ronco da rua.

No domingo, inaugurando o monumento a Martin Luther King (outro doido), disse que não se deve satanizar “todos aqueles que trabalham” em Wall Street. Blá-blá-blá, pois ninguém está protestando contra todos os operadores do papelório, mas contra o que a turma do papelório fez à economia mundial, emprestando dinheiro a quem não podia pagar, na certeza de que a parolagem do “risco sistêmico” impediria que fossem à garra. Nos anos 80, salvou-se a ciranda dos sábios da banca quebrando-se a América Latina, inclusive o Brasil.

Agora os Estados Unidos e a Europa estão provando o velho veneno e não gostam dos seus efeitos. À época, a mágica foi praticada por Paul Volcker, o presidente do Banco Central americano.

Em 2008, aos 81 anos, ele assessorava Obama. Não havia por que passar a conta adiante, e ele propunha que se baixasse o chanfalho na banca. A certa altura, tratava-se de deixar que o Citibank quebrasse. Obama vacilou, Volcker foi-se embora, e o resultado está aí. A sabedoria dos sábios tornou-se maluquice e entraram em cena os doidos, como sábios.

A íntegra tá aqui.

A competição Small World de microfotografia da Nikon é palco para imagens psicodelicamente deslumbrantes. A seção In Focus da Atlantic separou umas tantas e eu filtrei algumas para cá. No meio dessas, tem duas fotos de três brasileiros, saca só:

Tem (muito) mais aqui.

Quando o Stevie esteve no Rio.

Bono velho


Foto: Flickr do Fórum Econômico Mundial

E caçando fotos pro post sobre o U2, encontrei esse close no Bono no Flickr do Fórum Econômico Mundial. Tem uma certa ironia no Bono ficar velho, talvez mais que a do Mick Jagger ou que a do Pete Townshend (que tripudiaram, ainda nos vinte e poucos, sobre a possibilidade de ficar velho tocando rock). Acho que tem a ver com o fato de ele estar parecendo aqueles tiozões quadrados que usam óculos tipo o do Bono pra parecer mais jovens ou descolados. Acho que tá na hora dele dar um tapa nesse visual (ou pelo menos se livrar desse óculos ridículo).

Bob Pollard colocou pra download lá em seu site a primeira música que a formação clássica do grupo lança após terem voltado à ativa no festival de 21 anos da Matador, em outubro do ano passado, em Las Vegas (I was there). “The Unsinkable Fats Domino” tem dois minutos de duração – como os clássicos da banda – e conta com Tobin Sprout, Greg Demos, Mitch Mitchell e Kevin Fennell, além de Pollard, que já estão em processo de gravar um novo disco. Let’s Go Eat The Factory será lançado no primeiro dia do ano que vem. A Mojo dá mais detalhes.


Guided By Voices – “The Unsinkable Fats Domino (MP3)