Impressionante.
Sente o nível…
A morte de Steve Jobs trouxe à tona seu apreço pelo ácido lisérgico, em frases como “tomar LSD foi uma das duas ou três coisas mais importantes que já fiz na vida” ou “Bill Gates seria um cara melhor se tivesse tomado ácido pelo menos uma vez”. Mas que tal essa carta que o próprio criador do LSD, o químico Albert Hoffman, escreveu para Jobs, em 2007, quando, ao completar 101 anos, achou que pudesse contar com o criador da Apple para difundir sua descoberta revolucionária?
E a transcrição:
Dear Mr. Steve Jobs,
Hello from Albert Hofmann. I understand from media accounts that you feel LSD helped you creatively in your development of Apple Computers and your personal spiritual quest. I’m interested in learning more about how LSD was useful to you.
I’m writing now, shortly after my 101st birthday, to request that you support Swiss psychiatrist Dr. Peter Gasser’s proposed study of LSD-assisted psychotherapy in subjects with anxiety associated with life-threatening illness. This will become the first LSD-assisted psychotherapy study in over 35 years, and will be sponsored by MAPS.
I hope you will help in the transformation of my problem child into a wonder child.
Sincerely
Albert Hofmann
Via The Fix.
Vi o vídeo no Rockinpress.
Dentro do projeto Observa e Toca.
Ele foi fazer uma palestra no dia do seu aniversário e só cantou “parabéns a você” pra Terra (wtf) em sua apresentação no SWU.
Peguei o vídeo num texto do Claudio Tognolli em que ele espinafra o conceito de sustentabilidade:
Um fantasma ronda o mundo: a farsa de que o superaquecimento global só ocorre por fatores endógenos, ou a emissão de poluentes na terra. No Brasil só há dois intelectuais que apontam a ideologia por detrás disso: Gildo Magalhães dos Santos Neto, da História, e Aziz Ab Saber, da Geografia, ambos da USP. Fatores extra-terra conduzem ao superaquecimento: como as fases de hiper-expansão do sol, a cada seis mil anos, como a que ora vivemos. Os vikings, antes de descerem Mar do Norte abaixo, paravam, para construir seus barcos, num local chamado Terra Verde, por acaso Groenlândia, que vem de “Green Land”. A natureza na Terra Verde era laboriosa em construir madeiras de primeira cepa. Mas ela se congelou. Uai: por que se congelou? A quem interessa dizer que a Terra pode acabar por superaquecimento gerado por fatores apenas “internos”? Interessa a uma elite neoliberal. Há 80 anos começaram a tramar a ideia de que oferecer um literal e figurativo fim do mundo pelo superaquecimento era a forma de congelar os futuros países desenvolvidos. Queriam, e ainda querem, que Brasil, Índia e China sejam eternos exportadores de matéria prima. Trata-se da mais nova-velha ideologia: fazer o povão engolir goela abaixo que o desenvolvimento já atingiu os seus limites. Querem ver na Amazonia um território “internacional”. Eis todo o babalaô do ex-vice dos EUA, Al Gore, com aquela cascata (comprada por ele de uma assessoria de imprensa), lastreado em seu “Uma verdade inconveniente”.
O festival SWU (“Starts with you” ou “Começa com você”), que movimentou milhões com inserções pagas, mas disfarçadas na mídia, é um subproduto desse tipo de golpe. Não é para menos que Neil Young abriu o cascatol cantando “parabéns” para a Terra. Querem tornar o rock algo passivo, com babacas defendendo a todo o custo a preservação da terra, e o conseqüente congelamento do desenvolvimento do parque industrial brazuca. Querem-nos eternos exportadores de grãos. Querem-nos enxergando que o superaquecimento global só se dá por fatores da terra e do homem. Isolam a Terra do resto do universo. Veja você: até James Lovelock, criador da famosa Hipótese Gaia (segundo a qual o ser humano é um dos “órgãos” do corpo que é a Mãe Terra), agora defende a energia nuclear. E expõe ao osso os babacas do Partido Verde (que usam em suas propagandas políticas os moinhos de vento eólicos). Saiba você: um moinho de vento eólico consome dez mil toneladas de concreto para ser construído. Em toda a sua existência, o moinho de vento eólico jamais produzirá energia limpa que compense a poluição gerada para poder produzir as milhares de toneladas de concreto que o erigiram…
E ele continua lá no Brasil 247.
Respire fundo…
Jay-Z não só apareceu vestindo uma camiseta em apoio ao movimento OccupyWallStreet como está vendendo esta mesma camiseta através de sua própria grife, a Rocawear. O detalhe é que ele está mantendo o lucro consigo mesmo, em vez de repassar ao movimento que inspirou a camiseta, como apurou o Business Insider. Olha o comunicado da grife:
The ‘Occupy All Streets’ T shirt was created in support of the ‘Occupy Wall Street’ movement. Rocawear strongly encourages all forms of constructive expression, whether it be artistic, political or social. ‘Occupy All Streets’ is our way of reminding people that there is change to be made everywhere, not just on Wall Street. At this time we have not made an official commitment to monetarily support the movement.
As coisas pioram quando se descobre que nem a idéia na camiseta é original…
Mais um projeto paralelo, mais uma banda que dura um só disco… Damon Albarn é uma espécie de Dangermouse avant-la-lettre, um artista e um ativista cultural ao mesmo tempo, parâmetro pra música do século 21. Olha esse projeto novo dele com o Flea e o Tony Allen:
Dica do Rafael, num comentário do Vida Fodona.
Muito foda. O cara não erra?



