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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Canaflash Fx e Pão De Ló @ Picles (21.5)

Na quinta, dia 21, o Picles vai fritar com uma edição eletrônica do @inferninhotrabalhosujo, quando reunimos duas duplas que se apresentam pela primeira vez na festa. A noite começa com o duo Pão de Ló, experimento de fritação synth formado por dois lokis da Tubo de Ensaio, Lorenzo Zelada e Lorena Wolthers, que mergulham nos sons sintéticos pra todo mundo viajar bonito. Depois é a vez de outro experimento elétrico, mas formato por beats, efeitos e guitarra, quando o guitar hero Lello Bezerra une forças com o produtor Charles Tixier, que fazem todos dançar com seu recém-formado Canaflash FX, em que grooves latinos sintéticos misturam-se com riffs em loop e não deixam ninguém parado! E depois dos dois é a vez de eu e a Fran seguirmos com a pista de dança até altas madrugadas. Lembrando que quem pegar o ingresso online e chegar antes das 21h30 não paga pra entrar! Vamos?

Lá vem o Lello…

O mago da guitarra Lello Bezerra finalmente vai lançar seu novo álbum, formado por canções que ele apresentou há quase um ano em sua apresentação no Centro da Terra chamada Figurafundo, quando mostrou as faixas ainda inéditas ao lado de Júlia Toledo, Marcelo Cabral e Alana Ananias. Ele não só mostrou a capa do tão aguardado Matéria e Memória, quanto avisou que o disco chega às plataformas no dia 27 deste mês e será lançado no primeiro dia do mês que vem num show no Sesc Belenzinho. Aleluia, irmão!

Um Nordeste pessoal

Lello Bezerra fez bonito na primeira apresentação pública de seu segundo disco solo, que ainda vai ser lançado ainda neste semestre, ao tocá-lo pela primeira vez ao vivo, nesta terça-feira. O novo trabalho – chamado Matéria e Memória, como antecipou em primeira mão – é a primeira incursão do guitarrista pernambucano ao caminho da canção e das letras, ao contar com a inspiração e a parceria de sua companheira Juuar, e foi gravado sozinho e de maneira digital, por isso o desafio era trazer a sonoridade do futuro disco para o palco. Para isso, contou com o auxílio luxuoso de Marcelo Cabral, Julia Toledo e Alana Ananias, que o ajudaram a erguer parte das canções do disco de forma orgânica e fluida, Cabral dividindo-se entre o baixo elétrico e o synthbass, Juliana entre o sintetizador e o piano (e, em uma música, a guitarra) e Alana segurando o ritmo tanto na bateria tradicional quanto nos beats e efeitos eletrônicos. Sobre essa base entrosadíssima entravam a guitarra cheia de efeitos de Lello e sua voz, macia e tranquila, cantando canções nada óbvias que ecoam tanto a psicodelia pernambucana quanto o cancioneiro cearense e misturam essas lembranças estilísticas com um Nordeste pessoal, nada praiano, sertanejo e urbano – “das feiras, da arte figurativa e da escultura”, como frisou entre duas músicas. Noite linda.

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Lello Bezerra: Figurafundo

Encerramos a programação de música de abril no Centro da Terra nesta terça-feira com a presença do guitarrista pernambucano Lello Bezerra, que, na noite batizada de Figurafundo, começa a trazer para o palco seu segundo disco solo, previsto para ser lançado no segundo semestre. Ele vem cercado dos bambas Julia Toledo (piano e sintetizador), Marcelo Cabral (contrabaixo e OP-1) e Allana Ananias (bateria e SPDS), que o auxiliam nessa transposição inédita. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Centro da Terra: Abril de 2025

Março está quase indo, por isso eis as atrações musicais de abril no Centro da Terra. Quem toma conta das segundas-feiras no teatro é o mestre mineiro Paulo Beto, que debruça seu projeto pessoal Anvil FX por quatro noites para celebrar seus 25 anos em São Paulo em noites que trarão diferentes parcerias: no dia 7 ele convida Marco Nalesso, Nivaldo Campopiano, Paulo Casale e Lucinha Turnbull para seu projeto Santa Sangre; no dia 14 ele chama Miguel Barella, Tatá Aeroplano, Edgard Scandurra e Luis Thunderbird para uma noite com seu projeto Zeroum; no dia 22 (uma terça, pois dia 21 é feriado) ele recebe Arthur Joly e Tatiana Meyer para sua Church of Synth e dia 28 faz sua versão Anvil Opake ao lado de Fausto Fawcett, Tatiana Meyer, Bibiana Graeff, Apolonia Alexandrina, Mari Crestani e Silvia Tape. As terças-feiras de abril começam com o espetáculo Noise Meditations, quando o grupo psicodélico Bike experimenta pela primeira vez ao vivo os temas que comporão seu próximo álbum. No dia 8 é a vez do grupo prog-indie Celacanto apresentar Falta Tempo, espetáculo em que mostra seu primeiro disco na íntegra antes do lançamento, que acontece ainda em abril. No dia 15, Maurício Tagliari, Victoria do Santos e Xeina Barros dividem uma noite chamada Na Linha Guia, em que apresentam canções criadas ritmicamente a partir de claves da musicalidade sagrada afro-brasileira, fruto de uma pós-graduaçao de Tagliari e preâmbulo de um futuro trabalho em que o musico, produtor e compositor mostra parcerias com mulheres musicistas. A programação de música do teatro em abril encerra no dia 29, quando o guitarrista pernambucano Lello Bezerra, conhecido por ter tocado na banda de Siba e pelas incursões de improviso livre, mostra seu próximo álbum, este baseado em canções. Os espetáculos acontecem sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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E essa Avenida Paulista que o Felipe Hirsch está preparando pra 2025?

Olha 2025 já chegando: a peça Avenida Paulista, idealizada, escrita e dirigida pelo dramaturgo Felipe Hirsch vai estrear em fevereiro no teatro do Sesi (onde ele mesmo montou Avenida Dropsie, do Will Eisner, há vinte anos) com a nata da atual música da cidade (Fabio Sá, Lello Bezerra, Negro Leo, Roberta Estrela D’Alva, Thalin, Maria Beraldo, Arnaldo Antunes, Romulo Fróes, Tulipa Ruiz, Alzira E, DJ K, Jéssica Caitano, Juçara Marçal, Kiko Dinucci, Maurício Pereira, Nuno Ramos, Rodrigo Campos e Rodrigo Ogi) é só um gostinho do ano que vem. Olha isso:  

Entre um disco e outro

Maria Beraldo encerrou sua temporada no Centro da Terra nesta segunda-feira convidando seus compadres Lello Bezerra e Marcelo Cabral para tocar músicas que ela compôs depois do lançamento de seu primeiro disco solo, Cavala, e entre canções feitas por encomenda para outros artistas e estudos de músicas que ainda estão tomando forma, ela burilou seus rascunhos e mostrou o rumo que seu próximo trabalho pode tomar. Algumas canções estão completas (como “Baleia” que escreveu para o Delta Estácio Blues de Juçara Marçal, completamente desconstruída, logo na abertura do show, e “Truco”, composta para o filme Regra 34, de Julia Murat, e a inédita “Ninfomaníaca”), outras estão sem letra (como uma que fez para uma série que pediram uma música “meio Clube da Esquina”), outras têm apenas um trecho e algumas são exercícios instrumentais. Entre as músicas, Maria foi explicando seus contextos e traçando um possível rumo em que elas podem se encontrar num futuro – álbum – próximo. Foi lindo.

Assista aqui:  

Maria Beraldo: Manguezal

Prazer enorme receber Maria Beraldo para sua temporada no Centro da Terra, que toma conta do palco do teatro do Sumaré a partir desta segunda-feira até o final de julho. Em Manguezal ela recebe chapas e comparsas em fusões de diferentes ecossistemas – daí o título da temporada, esta vegetação que funciona como palco para o encontro de águas, floras e faunas, que ela se refere como berçário do mar. A cada nova segunda ela recebe diferentes convidados para aproveitar o momento de transição entre seu disco de estreia e o próximo álbum, que vem burilando há tempos. Ela começa convidando a irmã Mariá Portugal para uma noite de improviso nessa primeira apresentação, dia 10, e na semana seguinte recebe a maravilhosa Josyara para um tributo a Cássia Eller, no dia 17. Depois, dia 24, ela envereda pelo pagode ao lado do compadre Rodrigo Campos e encerra a temporada no dia 31, reunindo os chapas Marcelo Cabral e Lello Bezerra para mostrar algumas canções inéditas. As apresentações acontecem sempre às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.

CFest: Balanço final

O C6Fest terminou neste domingo estabelecendo um novo padrão de realizar festivais de música em São Paulo. Conseguiu provar que é possível fazer um bom festival com boa estrutura e curadoria equilibrando-se entre o comercial e o pouco previsível trazendo tanto artistas novos e relevantes quanto nomes consagrados – e, principalmente, dissociar a ideia de festival de música estar atrelada a dia de perrengue, como o que fizeram os festivais realizados em São Paulo na última década. Obviamente a questão do preço extorsivo do ingresso é um ponto central nos poucos contras do evento: não bastasse ser caro pra cacete, só era permitido que se frequentasse um dos três palcos em que se realizavam os shows, algo que é uma irrealidade longe da vida de qualquer fã de música que não nasceu em berço de ouro. Eu mesmo já estava conformado em não ir caso não estivesse credenciado. Mas falo disso abaixo.  

Mergulho no próprio passado

Na primeira das duas terças em que Mestre Nico apresenta-se no Centro da Terra, ele aproveitou para repassar suas mais de três décadas dedicadas à música. Liderando seu quarteto Balanço da Manipueira, composto pelas percussões e vozes de Thalita Gava e Rafaella Nepomuceno e pela voz e sax de Júnior Kaboco, ele recebeu compadres de diferentes gerações, desde velhos parceiros como o violonista Edinho Almeida e os sopros de Gil Duarte quanto novos compadres como o guitarrista Lello Bezerra e Bb Jupteriano, que distorce, em fita de rolo, sons gravados previamente. Este material está sendo depurado para tornar-se o primeiro disco solo de Nico. E terça-feira que vem tem mais…

Assista aqui.