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Guizado: O Multiverso em Colapso

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Maior satisfação em deixar o grande Guizado tomar conta das terças-feiras de maio, com a temporada O Multiverso em Colapso, feita durante a gravação de seu próximo disco, no Centro da Terra. O disco foi pré-produzido pelo grande Miranda e deverá ser gravado exatamente no meio do mês, quando a banda formada por Guizado (um time de peso que inclui nomes como os guitarristas Regis Damasceno e Allen Alencar, o baixista Meno Del Picchia no baixo, Zé Ruivo nos sintetizadores e Richard Ribeiro na bateria) recebe diferentes convidados para visitar os multiversos abertos pelo trompetista durante estas quatro terças: na primeira, dia 8, ele reúne Maurício Takara, Negro Leo e Kiko Dinucci; para a segunda, dia 15, ele chamou o rapper Edgar, de Guarulhos; na terceira terça é a vez de uma sessão descarrego com Junior Boca e Thiago França; para terminas na última terça do mês com as presenças de Ava Rocha, Sandra Coutinho das Mercenárias e as meninas do Ema Stoned (mais informações aqui). Conversei com o Guizado sobre este novo trabalho, com influência de free jazz, política e histórias em quadrinhos.

O que é o Multiverso em Colapso?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-o-que-e-o-multiverso-em-colapso

Como a temporada se relaciona com o seu próximo disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-como-a-temporada-se-relaciona-com-o-seu-proximo-disco

Fale sobre as noites. Como será a primeira terça-feira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-fale-sobre-as-noites-como-sera-a-primeira-terca-feira

Quem é o convidado da segunda terça?
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Quem fará as participações na terceira terça?
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Quem são as convidadas da última terça?
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Quem são os músicos que tocarão em todas as apresentações?
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Em todas as noites vocês tocarão o mesmo repertório?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/guizado-multiverso-em-colapso-em-todas-as-noites-voces-tocarao-o-mesmo-repertorio

Fale sobre o papel do Miranda na pré-produção deste disco?
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Vida Fodona #562: As 75 melhores músicas de 2017

VidaFodona562

Depois de um tempo offline, mais de cinco horas de músicas do ano passado.

Taylor Swift – “Look What You Made Me Do”
MC G15 – “Cara Bacana”
Simone & Simaria + Anitta – “Loka”
Missy Elliott + Lamb – “I’m Better”
Xx – “Say Something Loving”
Phoebe Bridgers – “Motion Sickness”
Katy Perry – “Chained To The Rhythm”
Frank Ocean – “Provider”
Anelis Assumpção – “Receita Rápida”
Nill – “Minha Mulher acha que eu sou o Brad Pitt”
MC Fioti – “Bum Bum Tam Tam”
Busy P + Mayer Hawthorne – “Genie”
Elo da Corrente + Geovana – “Mariana”
Arcade Fire – “Creature Comfort”
Criolo – “Menino Mimado”
Gorillaz + Popcaan – “Saturnz Barz”
MC Kevinho + Wesley Safadão – “Olha a Explosão”
Lana Del Rey + The Weeknd – “Lust for Life”
Four Tet – “Planet”
Washed Out – “Get Lost”
N*E*R*D + Rihanna – “Lemon”
Dua Lipa – “New Rules”
Major Lazer + Anitta + Pabllo Vittar – “Sua Cara”
Beck – “I’m So Free”
Paramore – “Hard Times”
Nego do Borel + Anitta + Wesley Safadão – “Você Partiu Meu Coração”
Lana Del Rey – “Love”
Criolo – “Lá Vem Você”
Cardi B – “Bodak Yellow”
Lorde – “Green Light”
Pabllo Vittar – “K.O.”
Audac – “Hollanda”
Luiza Lian – “Oyá”
Giovani Cidreira – “Vai Chover”
Don L + Diomedes Chinaski – “Eu Não Te Amo”
Frank Ocean – “Chanel”
Tyler the Creator + Frank Ocean – “911” / “Mr. Lonely”
Otto – “Soprei”
Rincon Sapiência – “Ponta de Lança (Verso Livre)”
Anitta – “Paradinha”
Floating Points – “Ratio”
Haim – “Want You Back”
Elza Soares + Pitty – “Na Pele”
Rodrigo Ogi + Marcela Maita – “Nuvens”
Kendrick Lamar – “DNA”
Letrux – “Além de Cavalos”
Ed Sheeran – “Shape of You”
Giovani Cidreira – “Movimento da Espada”
Charlotte Gainsbourg – “Deadly Valentine (Soulwax Remix)”
Rakta – “Rodeados pela Beleza”
Courtney Barnett + Kurt Vile – “Let it Go”
Lorde – “Perfect Places”
Fleet Foxes – “Third of May / Odaigahara”
Maglore – “Clonazepam 2 Mg”
The War on Drugs – “Thinking of a Place”
Letrux – “Coisa Banho de Mar”
LCD Soundsystem – “How Do You Sleep?”
Brian Eno + Kevin Shields – “Only Once Away My Son”
Metá Metá – “Odara Elegbara”
Rincon Sapiência – “Crime Bárbaro”
Far From Alaska – “Cobra”
Flora Matos – “Perdendo o Juízo”
Thundercat – “Friend Zone”
Spoon – “Hot Thoughts”
Boogarins – “Foimal”
Kamasi Washington – “Truth”
Kelela – “LMK”
Kendrick Lamar – “Humble”
Rincon Sapiência – “Meu Bloco”
Baco Exu do Blues – “Te Amo Disgraça”
Tim Bernardes – “Ela”
Letrux – “Que Estrago”
Kiko Dinucci + Juçara Marçal – “Chorei”
Angel Olsen – “Special”
Chico Buarque – “As Caravanas”

Tem também no Spotify com as músicas que têm no Spotify:

Aliás, siga-me no Spotify por aqui.

Kiko Dinucci na Feira Folhetaria

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Kiko Dinucci é uma das atrações da Feira Folhetaria, que acontece nesse fim de semana no Centro Cultural São Paulo. São atividades teóricas e práticas que acontecem gratuitamente na Folhetaria do CCSP, oficina de arte impressa pública que convida os participantes a mexer com serigrafia, xilogravura e outras formas de impressão visual. O guitarrista do Metá Metá faz uma participação solo às 18h, quando apresenta seu primeiro disco Cortes Curtos, além de falar sobre suas incursões pelo mundo do desenho e da ilustração, na sessão que batizou de Mata-Borrão (mais informações aqui).

Elza Soares remixada

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O já clássico Mulher do Fim do Mundo que Elza Soares lançou em 2015 recebeu o tratamento remix no meio deste ano e a famigerada caça pela lista dos melhores do ano me fez encontrá-lo depois de passar batido pelo meu radar. Entre os remixares estão desde cúmplices do disco original (como Kiko Dinucci e Guilherme Kastrup), passando por ousados convidados como Badsista, Gilles Peterson, Ricardo Dias Gomes (da banda Do Amor), Psilosamples e Omulu, entre outros.

“Coração do Mar (Laaraji Remix)”
“Mulher do fim do mundo (Omulu Remix)”
“Pra Fuder (Gilles Peterson & Simbad Remix)”
“Firmeza (Marginal Men & Badsista Remix)”
“Maria da Vila Matilde (DJ Marfox Remix)”
“Pra Fuder (Nidia Minaj Remix)”
“Luz Vermelha (Kiko Dinucci Remix)”
“O Canal (Izem Remix)”
“Solto (Ricardo Dias Gomes Remix)”
“Luz Vermelha (Psilosamples & Érica Alves Remix)”
“Firmeza (Kastrup re-edit)”

Kiko Dinucci e Plim de graça no CCSP

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Os trabalhos solo do guitarrista Kiko Dinucci e do baterista Serginho Machado – ambos do Metá Metá – se apresentam em sessão dupla, às 18h, neste domingo, como mais um evento da programação Bicho de Quatro Cabeças. O show é gratuito e os ingressos começam a ser distribuídos duas horas antes (mais informações aqui).

Bicho de Quatro Cabeças

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O Mês da Cultura Independente realizado pela Secretaria Municipal de Cultura acontece no mês de agosto e o Centro Cultural São Paulo abre as portas para o encontro de quatro das principais bandas independentes da cidade. O evento Bicho de Quatro Cabeças reúne Rakta, Hurtmold, Bixiga 70 e Metá Metá durante o mês no CCSP, trazendo apresentações dos quatro grupos, de seus projetos paralelos e um grande evento que reunirá os quatro simultaneamente. Eu falei com a Roberta Martinelli sobre este experimento, cuja descrição e programação seguem abaixo e nas redes do Centro Cultural São Paulo.

Bicho de Quatro Cabeças

Quatro das principais bandas independentes de São Paulo, Rakta, Bixiga 70, Metá Metá e Hurtmold em atividade têm vários pontos em comum que tornam suas carreiras semelhantes, embora cada uma delas busque uma sonoridade completamente diversa umas das outras. Em comum, elas têm o fato de que, além de prezarem pela própria sonoridade em detrimento de qualquer aspiração comercial, também gerenciarem as próprias carreiras, terem projetos paralelos, transitarem entre diferentes públicos e artistas e serem autossusentáveis.

Bicho de Quatro Cabeças é o encontro entre estas quatro bandas e seus públicos no Centro Cultural São Paulo e acontece durante todo o Mês da Cultura Independente, em outubro de 2017. O evento começa com uma grande apresentação em quatro entradas em que integrantes das quatro bandas realizam uma sessão de improviso inédita, trocando de formações e cada hora indo para uma direção musical. Serão quatro entradas que permitem a troca de públicos durante estas entradas – e quem ficar de fora pode acompanhar as outras entradas através de um telão afixado na área externa da Sala Adoniran Barbosa.

O evento também conta com shows das bandas separadamente, além de apresentações que reúnem diferentes projetos paralelos dos quatro coletivos, permitindo inclusive novas colaborações entre integrantes dos diferentes projetos definidos durante o percurso. O evento terá também quatro pôsteres produzidos pelas próprias bandas, que também são responsáveis pela comunicação visual dos próprios trabalhos.

Todas as atrações são gratuitas.

5.10 – Bicho de Quatro Cabeças
6.10 – Acavernus / Carla Borega
8.10 – Rakta
13.10 – A Espetacular Charanga do França
14.10 – Metá Metá
15.10 – Anganga / MdM Duo
19.10 – Décio & Held / Sambas do Absurdo
20.10 – Atonito / Sambanzo
22.10 – Kiko Dinucci / Plim
26.10 – Naxxtro / Bode Holofonico
27.10 – Corte / M. Takara
28.10 – Hurtmold
29.10 – Bixiga 70

Tudo Tanto #32: Kiko Dinucci

cortescurtos

O assunto da minha coluna Tudo Tanto na revista Caros Amigos no mês de maio foi a trajetória de Kiko Dinucci até o lançamento de seu primeiro disco solo, Cortes Curtos – antes disso, os vídeos que fiz do lançamento do disco no Sesc Pompeia:

Ninguém disse que ia ser fácil

O primeiro som que se ouve é uma frequência elétrica distorcida, a microfonia de uma guitarra posta em primeiro plano como um manifesto, parede de ruído intensa e palpá- vel, que se estica por alguns dez segundos antes do ritmo começar — primeiro pela repetição de um riff entrecortado, depois pela entrada da frenética guitarra base, seguido pelo galope torto do baixo junto com a bateria e finalmente com a entrada dos vocais sincopados, agudos e agressivos de Tulipa Ruiz e Juçara Marçal. De repente, a música para — e o dono do disco entoa uma melodia acompanhado nota a nota por seu instrumento, a guitarra.

“No escuro, no escuro / Uma pedra vira um muro.” As primeiras palavras ditas por Kiko Dinucci em seu primeiro disco solo, Cortes Curtos, lançado por conta própria no início deste ano, resumem a tensão política, urbana e estética contida não apenas nesta obra, mas em toda sua carreira musical. Na verdade, antes mesmo da entrada da voz, o primeiro som emitido pelo disco já sintetiza a natureza de sua musicalidade: agressiva, suja, elétrica e feroz. A sonoridade encarnada por Kiko e sua guitarra não é apenas uma assinatura sonora, mas uma mão que esmurra a mesa antes de virá-la, uma carta de intenções que vai muito além do som. Ninguém disse que ia ser fácil.

Kiko é a arma secreta do grupo de músicos que começou a causar na cena de São Paulo na virada da primeira para a segunda década do século. Referido como nova vanguarda paulista, samba sujo ou Clube da Encruza, o grupo formado por Juçara Marçal, Rodrigo Campos, Rômulo Froes, Thiago França, Sergio Machado, Marcelo Cabral e o próprio Kiko Dinucci, desdobra-se em grupos como Sambanzo, Metá Metá, Passo Torto e Sambas do Absurdo, além de reunir agregados como Tulipa Ruiz, Ava Rocha, Ná Ozzetti, Gui Amabis, eventuais parceiros e as carreiras solo de cada um de seus integrantes. Membro mais prolífico da turma, Kiko, no entanto, nunca tinha lançado um disco solo — embora já somasse quase duas dezenas de discos em que participou, em dez anos de carreira ininterrupta.

Uma trajetória que começou no apertado Ó do Borogodó, tradicional bar de samba entre a Vila Madalena e o bairro de Pinheiros, em São Paulo, quando começou sua carreira fonográfica liderando o Bando Afromacarrônico com o disco Pastiche Nagô, de 2008 (relançado em vinil no ano passado, pelo selo Marafo Records). O Kiko sambista já era uma reinvenção do primeiro Kiko musical, o Kiko punk, que traduzia o cinza e os pixos da São Paulo da virada do século com a mesma virulência e poluição de sua cidade natal. Ao descobrir a natureza marginal do samba paulistano, ele aos poucos foi dominando esta nova linguagem e a partir do Bando Macarrônico começou a aproximá-las.

Cortes Curtos é o ápice dessa junção — e por isso mesmo o disco que assina sozinho. Embora toda a turma esteja presente — a banda base é Kiko, o baixo de Marcelo Cabral e a bateria de Sergio Machado, a mesma cozinha do Metá Metá, e pelos créditos surgem vários nomes conhecidos, como Tulipa, Juçara, Ná, Thiago e Rodrigo, além de novos agregados como Guilherme Held, Suzana Salles, Rafa Barreto e Guilherme Valerio —, o disco é uma obra inteira de Kiko. E é mais do que uma obra apenas visual — é um filme sonoro.

As referências vão além do título, tradução literal de Short Cuts — Retratos da Vida, o filme multifacetado de 1993 em que Robert Altman fez as pazes com Hollywood. Cortes Curtos reúne, em suas canções, uma série de cenas que flagram humores diferentes, todos paulistanos. Da melancolia ao escracho, da putaria à solidão, das ruas cheias de transeuntes às calçadas vazias da noite, o disco perambula por São Paulo como faz o próprio Kiko, um flaneur pessimista, um vagabundo desconfiado, um punk niilista, capturando uma fauna bizarra de emoções e personagens que parecem ainda mais estranhos quando observados isoladamente — mas que integram um paisagem ao mesmo tempo pesada e invisível, o mosaico cinzento que forma São Paulo, “terra de um beijo só”, como cantarola o verso da poetisa Anna Zepa que batiza a faixa de mesmo nome.

A natureza cinematográfica do disco não é acidental, afinal Kiko já tem dois longa-metragens nas costas, entre eles a ode aos cinemas de rua Breve Em Nenhum Cinema, de 2016, além de manter o blog cinéfilo O Olho Derramado, que atualiza de forma bissexta, mas que contrapõe textos sobre O Iluminado de Kubrick, o Melancolia de Lars Von Trier, Branco Sai, Preto Fica de Adirley Queirós e O Som Ao Redor de Kleber Mendonça Filho.

A referência à sétima arte também é parte da construção do cânone paulistano pessoal de Kiko, que junta os sambistas da velha guarda (como Paulo Vanzolini, Geraldo Filme, Adoniran Barbosa) a cronistas clássicos do submundo da cidade (como o dramaturgo Plinio Marcos, o músico Itamar Assumpção, o escritor João Antônio), cineastas da Boca do Lixo e do cinema Marginal (Carlos Reichenbach, Luiz Castelini, Julio Bressane, Rogério Sganzerla, Ozualdo Candeias, Andrea Tonacci, Walter Hugo Khouri) e o punk rock e o hardcore local (de bandas como Ratos de Porão, Olho Seco e Cólera, entre outros), a vanguarda do Lira Paulistana (Ná Ozzetti, Arrigo Barnabé, Língua de Trapo, Rumo, Itamar, Premeditando o Breque e Cida Moreira) e sua própria geração. Tudo se encontra em Cortes Curtos.

Que, ao contrário do que se poderia supor, foi apresentado ao público como um único take, tanto na versão para download em seu site www.kikodinucci.com.br, como em sua versão no YouTube. Nos dois formatos só é possível ouvir as quinze faixas que compõem o disco de uma vez só. Se você quiser pular as faixas, deve comprar a versão em CD. Ninguém falou que seria fácil.

25 discos brasileiros para o primeiro semestre de 2017

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Estes são os 25 brasileiros escolhidos na categoria melhor disco do primeiro semestre deste ano pelo júri da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), do qual faço parte.

Aláfia – SP Não é Sopa
Boogarins – Lá Vem a Morte
Corte – Corte
Criolo – Espiral de Ilusão
Curumin – Boca
Do Amor – Fodido Demais
Domenico Lancellotti – Serra dos Órgãos
Don L – Roteiro Pra Aïnouz vol.3
A Espetacular Charanga do França – Chão Molhado da Roça
Felipe S. – Cabeça de Felipe
Giovani Cidreira – Japanese Food
Hamilton de Holanda – Casa de Bituca
João Donato + Donatinho – Sintetizamor
Juliana R – Tarefas Intermináveis
Kiko Dinucci – Cortes Curtos
Lucas Santtana – Modo Avião
Luiza Lian – Oya Tempo
Matéria Prima – 2Atos
Mopho – Brejo
My Magical Glowing Lens – Cosmos
Rincon Sapíencia – Galanga Livre
Rodrigo Campos – Sambas do Absurdo
Trupe Chá de Boldo – Verso
Vermes do Limbo + Bernardo Pacheco – Berne Fatal
Zé Bigode – Fluxo

Muita coisa boa sendo lançada este ano – e vem mais coisa boa neste semestre. O júri é composto por mim, José Norberto Flesch e Marcelo Costa e no segundo semestre escolheremos mais outros 25 discos. O Pedro antecipou a lista e publicou os links para ouvir os 25 discos em seu blog no Estadão.